Posted by : Dento Aug 11, 2016



Vozes. Muitas vozes. Algo quente descia pela garganta. Um clarão enchia de luz sua consciência.

Amy despertou. Ela estava em um cômodo aconchegante. Os lençóis brancos na espaçosa cama tinham cheiro de lavanda. O quarto era grande. Ela estava sozinha nele. Pela luz que passava pelas frestas da grande janela marrom, a garota deduziu que estava de dia.

Ela levantou-se. Ao dar uma rápida olhada pelo quarto, não encontrou sua mochila. Muito menos suas PokéBolas, que estavam dentro dela.

A garota dirigiu-se até a porta e a abriu.

Um cheiro agradável de café invadiu suas narinas sem pedir permissão. A garota andou pelo pequeno corredor estreito, onde, nas paredes, haviam vários retratos. Três pessoas estavam na maioria deles, um casal e uma criança, menina.

A casa era confortável. Diferente da casa de Baoba, esta era larga. A pintura da parede permanecia impecável. Amy impressionou-se com a casa — não por causa de sua estrutura, mas por causa de sua simplicidade. Não tinha nada de extravagante no casarão, a não ser talvez o seu tamanho imenso.

Amy desceu as escadas. Descalça, sentia a madeira fria refrescar os palmos de seus pés. A garota se viu sendo encarada por um Pokémon pequeno e quadrúpede que parecia um roedor. Era roxo-rosado com manchas mais escuras por toda a extensão de seu corpo, e tinha grandes orelhas espinhosas, dentes da frente de grandes dimensões, e os olhos vermelhos. Sua traseira era coberta com muitos espinhos. Havia um longo chifre pontudo em sua testa.





Nidoran♂, como se pedisse para a garota lhe seguir, deu as costas e rumou para uma das portas abertas que cruzavam a sala. Amy hesitou por alguns segundos, mas seguiu o roedor.

Na cozinha, uma mulher com idade aproximada dos 30 anos (e com o rosto tão jovem que parecia nem ter chegado aos 20) estava na pia. Ela estava colocando café em uma pequena xícara enquanto cantarolava uma canção. Ela era baixa, magra, com seus cabelos repicados correndo pelas costas. Sua feição serena e seu olhar expressivo davam uma harmonia no rosto da mulher. Ela se virou ao perceber Amy entrando na cozinha.

Art by DekoKun


— Oh... Bom dia, menina. Você acordou cedo. — Disse ela com um sorriso.

Amy deu um passo para trás, desconfiada.

— Quem é você? — Perguntou a garota.
— Meu nome é Mariana. Eu sou a dona dessa casa, junto com meu marido. Não precisa ficar com medo, eu os hospedei aqui de coração. — Sorriu a moça.

Amy ergueu as sobrancelhas.

— “Eu os hospedei”? Como assim? — Perguntou a menina.

Mariana tomou sua xícara de café tranquilamente e repousou o objeto na pia.

— Você não se lembra? — Perguntou ela para Amy.

A garota fechou os olhos e tentou deixar as memórias trabalharem.

“O som da mata se mexendo chamou a atenção dos três. Um Pokémon bípede azul com as mãos e os pés rudimentares apareceu timidamente. Ele tinha olhos vermelhos redondos e uma flor vermelha enorme crescendo de sua cabeça. As pétalas arredondadas da flor eram vermelhas e cobertas com manchas brancas.

Amy aproximou-se do Pokémon.

— Olá, amiguinho. Você está perdido? — Perguntou a garota de forma simpática.

Vileplume deu um berro. Abaixou sua cabeça e disparou um pó dourado do núcleo de sua grande flor. Era o Stun Spore.

Forrest foi tentar defender Amy e acabou sendo atingido também. Quando Ethan chegou correndo para atacar, Vileplume saiu correndo para dentro da mata de onde veio.

— Amy! Forrest! Vocês estão bem?! — Perguntou o garoto correndo para auxiliar os amigos.
— Estamos ótimos, Ethan! Nós fomos atacados por um Pokémon selvagem! É tudo o que eu queria! — Respondeu Amy de forma ríspida.

Forrest caiu de joelhos no chão.

— Ethan... Rápido, veja se tem... Alguma Cheri Berry... Nas mochilas...

Ethan correu para procurar a tal Berry na mochila do amigo e na bolsa de Amy. Não encontrou nada.

— Não tem nada aqui, Forrest! — Exclamou o rapaz com certa tensão na voz.
— Essa... Não... — E Forrest desmaiou.

A cabeça de Amy estava girando. Ela olhou com desespero para o amigo.

— Me ajuda... Eu acho que vou desmai... — A visão de Amy escureceu e ela caiu no chão”.

Mariana encarava a garota com curiosidade.

— E então...?
— Um Pokémon selvagem atacou a mim e meus amigos.

Mariana pareceu refletir.

— Isso explica porque encontramos vocês desmaiados no meio da Rota 39...

Amy continuava vasculhando lembranças.

— Mas... Acho que tem mais alguma coisa...

“Ethan, Amy e Forrest caminhavam há alguns minutos pela Rota 39. Naquela altura da manhã, lá pras 9h, o Sol estava emanando um calor muito forte, fazendo os três ficarem com sede.

Amy caminhava em silêncio.

Alguma coisa aconteceu. Ela escondia um segredo. Mas o quê?

Ethan olhou para a amiga.

Ah, sim... O brinde...

Mas aí veio uma forte dor de cabeça.

Escuridão. Silêncio”.


Amy se esforçava... O que veio antes disso?

“Era madrugada. Disso ela lembrava.

Ah, sim... Passos.

Alguém mexia em algo pessoal... Uma sombra. Ela não conseguia lembrar do seu rosto.

Ela o afastou. Ele não tinha nome, nem rosto. Quem era ele?”.

Amy abriu os olhos. Olhou para Mariana e abriu a boca para dizer algo, mas não saia som.

— O que aconteceu...? — Perguntou a mulher, indo em direção à garota.
— Eu não me lembro... De nada... — Suspirou Amy, quase como um suspiro.

Três figuras apareceram na cozinha. Acompanhado de Ethan e Forrest, um homem alto, magro, cujos cabelos lisos e encaracolados vinham até seu ombro e com um bigode que acompanhava seu sorriso.




— Bom dia. — Disse o homem com sua voz grave.
— Amy! Você está bem? — Ethan correu para abraçar a amiga.
— Estou, Ethan... Mas eu não consigo me lembrar de nada do que aconteceu... — Disse a garota preocupada.

Ethan a soltou e Forrest a encarou.

— Nós também não lembramos... — Disse o moreno, visivelmente entristecido.

O homem encarou os adolescentes.

— Pra onde vocês estavam indo?
— Para a Cidade de Olivine, pra desafiar o Ginásio. — Respondeu Ethan, prontamente.

Mariana o encarou.

— Isso é estranho, George... Treinadores Pokémon sem Pokémon?

Os garotos se entreolharam.

— Onde estão nossos Pokémon, dona Mariana? — Perguntou Ethan preocupado.
— Nós não encontramos nenhum Pokémon com vocês. Vocês estavam apenas com a roupa do corpo. — Disse George.

Os garotos exclamaram.

— Como é que é?! — Amy deu um passo para trás, incrédula.
— É isso mesmo... Até achamos que vocês estivessem perto de casa devido a isso... Vocês não pareciam viajantes. — Explicou a mulher.

Ethan saiu correndo. Atravessou a cozinha e se dirigiu à porta de entrada da casa, correndo feito louco pelos campos da fazenda. Amy, Forrest, George e Mariana, acompanhados de Nidoran♂ logo o seguiram, sem entender nada.

— Ethan! Aonde você vai?! — Perguntou Forrest.
— Eu vou encontrar nossas coisas! — Respondia o garoto, apressado.

Logo, eles estavam de volta na Rota 39. Procurando entre as árvores, o mato e pela estrada algum vestígio dos pertences de Ethan, Amy e Forrest, mas sem sucesso.

Após certo tempo, os cinco, mais Nidoran♂, retornaram para a residência.

O grupo resolveu almoçar antes de retomar as buscas. Jogando conversa fora, Ethan acabou percebendo que Nidoran♂ estava sempre presente ao lado do casal George e Mariana. O garoto sacou a PokéAgenda.

— “Nidoran, um Pokémon Espinho Venenoso. É pequeno, mas seu chifre está cheio de veneno. Ele carrega o golpe e então apunhala com o chifre para injetar veneno. Ela levanta suas orelhas grandes para verificar seus arredores. Ele vai atacar primeiro, se detectar qualquer perigo.” — Informou a PokéAgenda.
— Esse Pokémon é de vocês? — Perguntou o garoto.
— Não. Nidoran♂ apareceu perdido e machucado na fazenda. Então, como nunca foi embora, resolvemos cria-lo. — Respondeu Mariana.
— Acredito que ele tenha se perdido do treinador, mas ninguém nunca apareceu para busca-lo. — Incrementou George.
— Será que ele foi abandonado? — Perguntou Forrest.
— Não sabemos. Mas espero que um dia ele volte pra buscar esse Pokémon. Ele é muito especial. — Disse Mariana.
— Assim como nossa filha... — Suspirou George.

Os garotos se entreolharam, mas não disseram nada. Ethan levantou-se da mesa e dirigiu-se até o Nidoran♂, acariciando sua nuca.

— Você é um Pokémon muito bonzinho... — Disse o rapaz.

Nidoran♂ virou sua cabeça e mordeu a mão de Ethan, fazendo o garoto soltar um grito de dor.

— AI! Por que você fez isso?! — Perguntou o garoto chacoalhando a mão direita.

Todos riram. Mariana levantou-se para auxiliar no machucado de Ethan.

Amy e Forrest levantaram-se da mesa e foram colocar seus pratos na pia.

Todos partiram para a sala de estar. Mariana fazia curativos na mão de Ethan, enfaixando-a.

— Pronto. Logo, logo vai sarar. — Disse a mulher com um sorriso gentil.
— Obrigado, dona Mariana. — Agradeceu Ethan retribuindo o sorriso.

Amy e Forrest olhavam os retratos nas paredes e nas estantes. George e Mariana apareciam em muitas fotos acompanhados de uma menina. Ela era linda. Seus cabelos ondulados desciam até a cintura e em grande parte das fotos, usava vestidos. Seus olhos eram dourados.

— Essa é a filha de vocês? — Perguntou Forrest.
— Sim. Essa é a Carolina. — Respondeu George com um tom saudosista na voz.
— Ela desapareceu há dias quando voltava da escola de treinadores com nosso caseiro, Baoba. — Disse Mariana, caminhando até uma das fotografias da estante. — Vejam, aqui estão os dois.

Ethan, Amy e Forrest se aproximaram. Na foto, a pequena Carolina aparecia sorrindo ao lado de um homem velho — com seus 60 anos —, bigode por aparar, calvo, alto e magro.

Amy encarou a foto por alguns instantes.

— Eu acho... Que já vi esse homem... — Disse a garota, séria.

A mente de Ethan também começou a trabalhar.

— Agora que você falou... — Falou o garoto, semicerrando os olhos.

“Ethan chegou até a casinha que havia no centro da fazenda e começou a bater desesperadamente na porta. Estava tudo escuro dentro da residência.

Um homem velho — com seus 60 anos —, bigode por aparar, calvo, alto e magro aproximou-se do rapaz. Ele tinha um olhar zangado. Ethan não percebeu sua aproximação até ele falar.

— O que você tá fazendo aqui a essa hora, moleque?!

Ethan se assustou e olhou para trás.

— Quem é o senhor?!
— Eu quem tenho que fazer essa pergunta! Quem é você e o que faz na minha fazenda?!
— Eu preciso de ajuda! Meus amigos...
— Eu não ligo pros seus amigos! Suma já daqui!
— Meus amigos estão desmaiados no meio na estrada! Fomos atacados por um Vileplume selvagem, por favor, ajuda a gente!

O velho pareceu refletir um pouco.

— Muito bem. Vou ajudar vocês.

Ethan suspirou aliviado e sorriu.

— Obrigado! Muito obrigado mesmo!

Os dois voltaram correndo até o trecho da Rota 39 onde Amy e Forrest permaneciam desmaiados. Ethan correu para tentar socorrer os amigos enquanto o velho pareceu analisar a situação.”

Ethan soltou um grito.

— EU NÃO ACREDITO! — Amy e Forrest o encararam.
— O que foi, Ethan?! — Perguntou o moreno.
— É ele, gente...! Baoba! — Exclamou o garoto em choque.

“— Faça-os beber.
— O que é isso?
— Leite das Miltank da fazenda. Ele tem propriedades nutritivas que curam até o pior dos efeitos. — Explicou o idoso.

Ethan pegou um dos copos e aproximou-se do corpo de Amy. Lentamente, encostou o copo nos lábios da garota e fez o líquido descer por sua garganta. Amy tossiu e acordou. Ethan a segurando foi a primeira coisa que viu.

A garota sentou-se no chão com a cabeça rodando. Ethan estendeu o copo para ela, incentivando-a a beber o resto do leite de Miltank.

Forrest foi o próximo. Sofrendo o mesmo processo que sua companheira, o rapaz despertou do sono. Olhou o ambiente em que estava enquanto Ethan entregava o copo de leite para o rapaz tomar.

Alguns instantes passaram-se até que Amy e Forrest se levantassem do chão.

— Amy! Forrest! Vocês estão bem? — Perguntou Ethan, preocupado.
— Eu estou bem melhor. Eu não sinto mais os efeitos dos esporos do Vileplume... — Disse Forrest.
— Eu me sinto ótima. — Comentou Amy espreguiçando-se.

Ethan sorriu e correu para abraçar os dois amigos.

— Eu fiquei tão preocupado com vocês! — Exclamava o garoto enquanto Amy e Forrest ficavam sem graça com aquela demonstração de carinho.
— Bom ver que vocês estão melhor, jovens. — Disse o velho.

Os três se viraram para ele.

— Obrigado, senhor. Como se chama? — Perguntou Forrest.
— Meu nome é Baoba. Eu sou o caseiro dessa fazenda. — Respondeu o homem.
— Eu sou Amy. E estes são Forrest e Ethan. — Disse a garota apresentando os amigos.
— Esse rapaz... Ethan... Ficou muito preocupado com vocês. Ele correu até aqui para pedir ajuda. A sorte é que eu estava em casa. — Disse Baoba”.

Tudo estava claro agora.

O trio encarou George e Mariana que os olhavam sem entender nada.

— Foi ele! O caseiro Baoba que dopou a gente! — Exclamou Ethan.

Mariana soltou um sorriso de descrença.

— Ora, jovens... Não tem como ele fazer isso. Baoba é um amor de pessoa.

Amy deu um passo à frente.

— Escuta, dona. Eu não tenho motivos pra mentir. Eu estou dizendo que vi este homem ontem tentando passar um golpe na gente. — Disse a garota firmemente.
— Pode ter sido ele que roubou nossas coisas! — Concluiu Forrest.

George fechou a cara e deu um soco na mesa de centro.

— Eu não vou admitir mentiras aqui dentro desta casa. Nós acolhemos vocês, os alimentamos com nossa própria comida, pra quê? Pra ouvir mentiras?! Chega! — Bradou ele, irritado.

Os três se encararam. Foi Amy quem abriu a boca.

— Bem, se é assim, o senhor não se importaria de nos acompanhar até a casa dele para tirarmos satisfações. — Disse a garota olhando fixamente para o homem.

George relutou.

— Nós confiamos em Baoba. Isso seria invasão de sua privacidade. São anos trabalhando para nós e nunca recebemos uma só reclamação!

Amy insistiu.

— Se o senhor confia tanto nele, então não tem o que temer.

Amy e George se fuzilavam com o olhar. Mariana aproximou-se do marido.

— Querido, vamos lá... É melhor do que ficar discutindo. Vamos mostrar pra eles que Baoba é uma ótima pessoa. — Disse a mulher de forma calma.

George respirou fundo. Calmamente, andou até a porta e, de trás dela, retirou um molho de chaves. O homem abriu a porta e convidou os demais a sair.

Os cinco acompanharam o casal. Tendo a inseparável companhia de Nidoran♂, levou cerca de cinco minutos para chegar até a entrada da casa do caseiro.

— Bem, é aqui. Vamos acabar logo com isso. — Disse George abrindo a porta com a cópia da chave que tinha.

Todos olharam ali dentro. Ethan, Amy e Forrest começavam a se lembrar de cada canto da residência, onde estiveram anteriormente. Cada detalhe da madeira, as estantes com insígnias, PokéBolas e troféus dos mais variados tamanhos e banhados a ouro... Estava tudo ali, intacto.

Os garotos olhavam em volta. As mochilas dos três estavam juntas embaixo de uma das estantes.

Eles correram e abriram-nas, verificando se estava tudo em ordem. Ethan deu por falta de sua caixa de Insígnias, pela segunda vez, ela não se encontrava com suas coisas. Vasculhando pelo lado, a encontrou próxima das demais insígnias roubadas por Baoba. Elas haviam sido retiradas do case preto uma por uma e colocadas em cima da tampa da caixinha. A sorte de Ethan era Baoba não ter organizado com as demais.

Nidoran♂ rugiu e correu para a porta. Ao olharem na direção que o Pokémon corria, os cinco viram Baoba correndo para longe, fugindo. Os garotos começaram a persegui-lo.

Baoba corria sem rumo, apenas para tentar se esquivar de seus perseguidores. No entanto, o pequeno Nidoran♂ acelerava cada vez mais, diminuindo a distância de seu alvo. O velho então sacou uma PokéBola.

— Vileplume, vai!

Nidoran♂ parou e encarou seu oponente. Vileplume encarou o pequeno com um olhar maligno. Aquele olhar que ele sabia que Nidoran♂ temia mais do que tudo.

Ethan, Amy, Forrest, George e Mariana alcançaram os Pokémon. Nidoran♂ os encarou e pediu para que eles perseguissem Baoba. Ele enfrentaria Vileplume sozinho.

Os humanos continuaram a correr, mas Vileplume saiu em defesa de seu mestre, atacando com o Bullet Seed. No entanto, Nidoran♂ se pôs em sua frente, tomando o ataque. Ele tinha vantagem. Vileplume deu um passo para trás, surpreso.

A história daqueles dois já era antiga.

Há alguns anos, quase na mesma época que Red disputava a Liga Pokémon, uma jovem treinadora iniciava sua jornada Pokémon. Ela vivia acompanhada de seu parceiro, Nidoran♂, que sempre estava com ela.

Sunny era nativa da Cidade de Cherrygrove, litoral ao leste de Johto. Ela estava buscando Insígnias para competir na Liga Pokémon. Já tinha três: A de Falkner, a de Whitney e a de Bugsy.

A garota caminhava pela Rota 39, rumo à Olivine. Vileplume saiu por detrás das moitas, atacando Sunny com o Stun Spore. A garota caiu ao chão. Nidoran♂ ficou encarando a jovem treinadora, sem saber o que fazer.

Vileplume atacou Nidoran♂ investindo com seu pesado corpo. Baoba saiu de um local próximo e aproximou-se do corpo da garota ao chão.

— Isso mesmo... Boa menina. — O homem então, pegou sua mochila e revirou a garota, recolhendo suas PokéBolas.

Nidoran♂ atacou Baoba, fazendo o velho cair ao chão. Ele rosnava e ficava na  frente da garota, impedindo que algum mal fosse feito à ela.

Sunny olhou para o Pokémon.

— Cherry... Corre... Eu vou ficar bem. Eu não vou me perdoar se... Alguma coisa acontecer... Com você... — Disse a garota em um fraco tom de voz.

Nidoran♂ a encarou, mas não se moveu.

— Por favor, Cherry... Eu voltarei... Pra te buscar...

Nidoran♂ continuou encarando-a, mas, após alguns segundos, fez um sinal afirmativo com a cabeça, virou-se de costas e desapareceu no mato.

Ele nunca soube o que havia acontecido com sua treinadora.

Agora ele estava ali, frente a frente com Vileplume. Ele sim, devia saber o paradeiro de Sunny. Nidoran♂ só pensava em vingança. Em derrotar aquele que fez sua treinadora sofrer.

Nidoran♂ atacou com Poison Sting, atingindo o estômago de Vileplume. O Pokémon não desistiu e voltou a encarar seu oponente, tentando assustá-lo, como fazia antigamente.

Mas Nidoran♂ não tinha mais medo.

Outro ataque físico. Peck foi super efetivo. Porém, Vileplume não seria derrotado tão fácil assim. Utilizando o Stun Spore, conseguiu uma brecha na defesa de Nidoran♂, deixando-o paralisado.

Vileplume então fez a grama aos pés de Nidoran♂ criarem vida. A vegetação amarrou o corpo do pequeno e o puxou com força para baixo. Era o Grass Knot.

Vileplume já estava contando vitória quando Nidoran♂ levantou do chão. O baixinho encarou seu oponente com um olhar frio.

Preparou seu chifre. Correu em direção à Vileplume, penetrando seu chifre entre seus dois olhos vermelhos, exatamente no centro de seu rosto, abaixo das pétalas de sua grande flor. O Peck, super efetivo, utilizado de forma fatal, foi o suficiente para que Vileplume pendesse sobre as duas pernas e caísse de joelhos, vindo a cair de cara no chão, inconsciente e nocauteado.

Nidoran♂ encarou o rival. Ele finalmente estava ali, caído em sua frente. Sua vingança estava concluída.

Ele então seguiu na direção em que os humanos haviam corrido.

Os garotos continuavam a perseguir Baoba, que corria sem demonstrar cansaço.

— Mano, esse velho só pode ter pacto com o Papa-Léguas, não é possível! — Xingava Amy.
— Haja porte físico! — Exclamou Forrest.

Ethan parou de correr.

— Cansei. Rocky, Bind! — O garoto arremessou a PokéBola da criatura colossal.

Onix pousou fazendo o chão tremer. Ele encarou Baoba, mas ficou com receio de ataca-lo.

Ethan aproximou-se do Pokémon.

— Rocky, eu sei que você não gosta de lutar... Mas eu não te convocaria se não fosse por algo justo. Esse homem rouba Pokémon. Esse homem droga os treinadores e sabe-se-lá-Arceus o que faz com eles depois... Você é o único que pode acabar com isso.

Onix encarou seu treinador e assentiu com a cabeça. Mergulhou debaixo da terra e, instantes depois, apareceu na frente de Baoba, assustando-o.

Rocky envolveu sua cauda no corpo do velho, erguendo-o do chão.

— Me coloca no chão, seu monte de porcaria! — Xingava Baoba enquanto se debatia.

O grupo havia alcançado Onix e Baoba. Se vendo derrotado, não fez resistência alguma.

— Muito bem, Baoba. Acabou. — Disse Amy.

George e Mariana aproximaram-se timidamente.

— Baoba... É verdade mesmo? — Perguntou Mariana, sem acreditar nas próprias palavras.

Baoba hesitou por um instante.

— Sim, senhora. É verdade.
— Mas... Depois de todos esses anos servindo nossa casa, nossa família... Você realmente tinha que fazer esse tipo de coisa? — Perguntou a mulher em lágrimas.

George aproximou-se tão rápido quanto um foguete e deu um soco no rosto de Baoba, fazendo sua cabeça pender para trás.

Forrest e Ethan tentavam segurar o homem, que berrava.

— NÓS CONFIAMOS EM VOCÊ! EU JUREI PELOS CÉUS DE QUE VOCÊ NÃO TINHA NADA A VER COM O DESAPARECIMENTO DA CAROLINA!

Mariana encarou o marido.

— O que quer dizer com isso?

George caiu de joelhos no chão, levando as mãos ao rosto.

— Carolina sempre me dizia que Baoba a olhava de um jeito estranho. Eu nunca quis acreditar, não me deixei acreditar, que o homem que me ajudou a cuidar das Miltank, a cuidar da fazenda, podia fazer alguma coisa com a minha princesinha... — George começou a soluçar de tanto chorar.

Baoba começou a rir. Ele ria compulsivamente.

— Você achou mesmo que eu ia ficar servindo você até a morte? Eu penso grande!

Mariana caiu de joelhos, com um olhar profundo.

— Mas... O que nós fizemos pra você...?
— Vocês não precisaram fazer nada. Eu sempre sonhei em ser um empresário de sucesso... E por que não fazer isso fazendo os outros de trouxa? Ninguém chega ao topo sozinho. Às vezes, é necessário fazer subordinados de escada. — Riu Baoba.

Amy foi quem aproximou-se de Baoba, colocando-se frente a frente do homem.

— Você é um velho escroto.

A garota quebrou o nariz de Baoba com as cinco falanges de sua mão direita em um soco bem aplicado. O sangue começou a escorrer como cachoeira dos orifícios nasais.

— E quanto à Carolina...? — Perguntou George.

Baoba não respondeu.

— Responda. E quanto à Carolina? — George repetiu.

Baoba sorriu.

— A morte dela não foi minha culpa.

Memórias voltavam à mente de Baoba.

— Por favor, Cherry... Eu voltarei... Pra te buscar...

Nidoran continuou encarando-a, mas, após alguns segundos, fez um sinal afirmativo com a cabeça, virou-se de costas e desapareceu no mato.

Sunny desmaiou. Baoba aproximou-se do corpo inconsciente e terminou de surrupiar as coisas.

— Mas que moça bonita... — Sorria maliciosamente.
— O que você está fazendo, Tio Baoba? — Perguntou uma voz aguda.

Baoba travou. A voz de Carolina chegava aos seus ouvidos como um soco.

Ele se virou e encarou a garota, que o olhava com uma expressão confusa.

— Ah, olá, minha querida... O que faz aqui? — Baoba tentava fazer um tom tranquilo,
— Por que o senhor está perto dessa moça?
— Ela desmaiou, eu só estava tentando ajudar.

Carolina deu um passo para trás.

— Se é assim, eu vou falar com mamãe e papai! Eles vão dar pra ela o Leite Moomoo e ela vai ficar bem.

Carolina saiu correndo.

— Não! — Exclamou Baoba.

Vileplume tentou ajudar seu treinador. Usando o Grass Knot, fez a grama amarrar-se nos pés da garota, fazendo-a tropeçar e cair. Ela bateu forte a cabeça no chão na queda.

Baoba aproximou-se correndo. Ele viu uma poça de sangue começar a se formar. Carolina ainda mantinha os pequenos olhos curiosos abertos, mas seu coração não pulsava mais.

— Vileplume não teve culpa. Ele só estava tentando me ajudar...

Todos ouviam atentamente. Ninguém se pronunciava. O choque era maior do que qualquer coisa.

A sirene da policia soou ao longe. As viaturas se aproximaram com velocidade e cercaram o grupo. A policial Jenny desceu de um dos carros.

— Baoba, o senhor está preso. — Disse a mulher de forma firme.

Um barulho alto. Uma forte luz. O corpo de Baoba caiu ao chão enquanto Rocky, o Onix encolhia seu imenso corpo. Quando a luz evaporou, todos puderam ver Baoba morto, estirado no chão, e Vileplume com uma fumaça fina saindo do centro de sua imensa flor.

O Pokémon havia assassinado seu mestre com o Solar Beam.

Mariana soltou um berro de dor. George exclamou. Ethan, Amy e Forrest ficaram estáticos com uma expressão chocada no rosto.

Jenny aproximou-se do corpo de Baoba e constatou sua morte. Uma matilha de Growlithe cercou Vileplume, que permanecia imóvel.

***

As buscas pelos restos mortais de Carolina seguiram pelos próximos dias. Vários buracos foram feitos na estrada das Rotas 38 e 39. Matilhas de Growlithe e Arcanine usavam seus faros para auxiliar nas buscas.

O sol já estava se pondo quando um dos Growlithe localizou alguma coisa. Todos se dirigiram para o começo da Rota 39, na estrada para Olivine.

***

George e Mariana se abraçavam, enquanto as lágrimas corriam pelo seu rosto. Ethan, Amy e Forrest tomavam as dores e, em silêncio, prestavam homenagens àquela pequena garota que nunca chegaram a conhecer em vida. Nidoran♂ estava próximo, também em silêncio, com feição triste.

A manhã já ia embora. E, com ela, Ethan, Amy e Forrest guardavam suas coisas para prosseguir viagem. A despedida de George e Mariana foi silenciosa. Cada um dos garotos abraçou por um longo momento o casal, como filhos que saem de casa para uma longa viagem.

— Obrigado por tudo, garotos... E desculpem por termos duvidado de vocês quando falaram de Baoba... — Disse Mariana, visivelmente constrangida.
— Não precisam se desculpar. Vocês foram ótimos. Nos orgulhamos muito de ter conhecido vocês. — Falou Amy.
— Antes, preciso que me façam um favor. — Disse George.

Os três olharam atentamente.

— Preciso que levem Nidoran♂ com vocês.

Os garotos fizeram uma expressão de surpresa.

— O Nido?! — Exclamou Ethan.
— A fazenda é grande demais pra ele se desenvolver. Acho que a Mariana concorda comigo.

George olhou para sua esposa. Ela apenas sorriu.

— Sim. Acho que você tem razão... Sem falar que a chance de encontrar o treinador dele lá fora é maior. — Disse ela.

Ethan olhou para o Pokémon e agachou para tentar ficar na sua altura.

— O que você acha de viajar com a gente, Nido? Vamos encontrar a sua treinadora! — Exclamou o rapaz.

Nidoran♂ encarou George e Mariana, que o incentivavam com o olhar. O pequeno encarou Ethan e deu um passo a frente.

O garoto pegou uma PokéBola vazia e estendeu a mão em direção à Nidoran♂. O pequeno encostou a cabeça no botão central e foi sugado pelo raio vermelho da esfera.

Imediatamente, ela diminuiu seu tamanho e Ethan não conseguiu reativá-la.

— Ué? — Questionou-se o garoto.
— Você já tem seis Pokémon com você, Ethan. Os que você tiver agora, a PokéBola vai travar. — Avisou Forrest.
— Então, se quiser treinar o Nidoran♂, você tem que enviar um Pokémon pro PC. — Completou Amy.

Mariana aproximou-se dos jovens.

— Cuidem bem dele.
— Nós faremos isso. Muito obrigado mesmo. Por tudo. — Disse Ethan com um sorriso.
— E a propósito... Por Onix ter ajudado, nós lhe damos de presente esse item que o transformará em um poderoso Steelix, um Revestimento de Metal*.

Mariana tirou do bolso uma corrente feita de aço puro. Ela parecia pesada e reluzia quando a luz do sol refletia nele.

Ethan liberou Rocky da PokéBola e George aproximou-se com sua esposa até o grande Pokémon. Os dois amarraram a corrente em sua cauda e Rocky sorriu amorosamente ao casal pelo presente, como se agradecesse.

— Nós é que agradecemos. — Sorriu George em resposta enquanto Mariana abraçava o corpo de pedra de Rocky de forma carinhosa.

A jornada de Ethan, Amy e Forrest continua. Dessa vez, acompanhados do pequeno Nidoran♂, eles rumam para Olivine, onde novas aventuras os aguardam. Baoba nunca mais atacará nenhum viajante. O mistério do desaparecimento de Carolina foi resolvido, infelizmente, da forma menos agradável possível... No entanto, é um novo recomeço, tanto para Nidoran♂, quanto para George e Mariana. E novos encontros aguardam Ethan, Amy e Forrest em sua viagem. Que desta vez, eles não acabem sendo vítimas de alguma armadilha... Vamos continuar acompanhando a jornada dos três.


TO BE CONTINUED...



*Nota: Revestimento de Metal = Metal Coat.




{ 14 comentários... read them below or Comment }

  1. Isso,é tão, esse Baoba,ele foi um dos piores vilões da fic,com toda certeza

    O Ethan ganha mais um membro na equipe,se formos seguir alguma logica,eu diria que faltam dois pokemons para ele (6 para um time,6 para outro)


    Bom ,agora eu tenho que levar meu exercito de Pacas assasinas para a prisão,sabe como é né,foi legal o Baoba ter aparecido,mas eu vou,me certificar que ele nunca mais vai envenenar ninguém

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    1. Yo, Donnel!

      Baoba com certeza deixou sua marca. E concordo, acho que ele foi um dos vilões mais cruéis que eu já desenvolvi...

      Sim! Espero que ele consiga uma boa equipe pra poder disputar a Liga Pokémon tranquilo (porque eu sempre penso lá na frente. kkk)

      Espero que essas suas pacas assassinas façam um bom trabalho. Minha listinha é grande. Hahahahah XD

      See ya, man!

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    2. Nidoking,Ampharos,Steelix,Typhlosion ,Sandslash,se o '' Karma das ligas de Pokemon '' não afetar ele,ele vence

      Sim,elas fazem um ÓTIMO trabalho

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  2. "— Mano, esse velho só pode ter pacto com o Papa-Léguas, não é possível!"

    Só pode é? Pro cara ter essa idade e correr tanto, sem ter tido algo como ser campeão de maratona no passado, só tendo pacto com Papa-Léguas.

    Mas pô, eu já achava que Baoba era sacana, mas não imaginava que a esse nível! E esse Vileplume? Ele é cruel cara, matou o treinador sem dó nem piedade, ele é do Dark Side man!

    O bom é que o caso foi resolvido, nós tivemos uma nova aquisição pro time do herói e o próximo ginásio já está perto! Bem,é só e té mais!Continue com o bom trabalho!

    Ps: Acredita que demoro beeem mais pra comentar do que para ler? Tipo, eu leio um capítulo com um tempo médio de dois a quatro minutos em um dia normal, mas demoro de seis a trinta minutos pra comentar!

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    1. Yo, Sir!

      Tem gente que apela pro cheat. E tá válido qualquer um, até pacto! XD

      Acho que hoje em dia não dá pra confiar em ninguém. Você acha que conhece as pessoas e poof, elas te surpreendem. E nem comento nada sobre o Vileplume... Esse sim devia ser tão fiel ao seu treinador que acabou matando-o pra não ver ele se complicando... Welcome to the Dark Side!

      Agora a viagem segue. Com um novo Pokémon no time, Ethan se fortalece cada vez mais... O que o aguarda no próximo Ginásio, algum palpite?

      Espero que você continue curtindo!

      See ya, man!

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    2. PS: Eu sei como se sente... Mas, no meu caso, às vezes a dificuldade de não responder os comentários imediatamente é a responsabilidade da vida adulta. :(

      De qualquer forma, tamo junto até nisso. XD

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    3. Dento, o próximo ginásio vai ter muito Karate Chop, Mega Kick e golpes tipo lutador voando para todos os lados! Olá pancada! (Isso se você seguir a linha de Pkm Gold, lógico.)

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  3. Oi? O que eu acabei de ler?

    CARA PARECIA UM EPISÓDIO DE HOW TO GET AWAY WITH MURDER! ADOREI!!!

    Esse Baoba e a sua Vileplume eram muito sombrios, mas acho que de vez em quando é importante aparecerem personagens como estas para mostrar que não é só da team vilã que se deve ter medo, percebe?

    GUESS WHAT??? ELE ACABOU MESMO COMO O GIOVANNI!!!!

    Continue com o belo trabalho, Dento! Bye!

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    1. Yo, Angel!

      Surpreso? Pois é, eu também! Hahahaha

      Essa é, depois de Friends, simplesmente a minha série favorita de todas! <3 (Ansioso pra Netflix soltar logo a segunda temporada, tá difícil viver sem ela...)

      Baoba e Miltank trouxeram uma cara nova pra história, não é mesmo? Acho que foram bons elementos pra deixar Alma de Prata bastante diferente da antecessora... Mesmo que Baoba, por motivos óbvios, não venha a aparecer de novo, creio que deixou sua marca na história.

      E sim, concordo MUITO contigo. Personagens assim são excelentes pra tirar um pouco o foco nos vilões principais, que estão sumidos... Falando neles, o que será que eles estão aprontando?

      SIM!!! ELE E GIOVANNI DERAM ADEUS AO NOSSO MUNDO!

      Muito obrigado pelo feedback, meu amigo! Espero que você continue curtindo!

      See ya!

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  4. Além de ladrão o cara ainda é tarado! E ainda comete homicídio culposo! O que um maníaco desse andou fazendo em liberdade por todo esse tempo? Johto anda bem perigosa ultimamente, é bom andar com atenção. Mesmo em uma estrada no meio do nada os caras já atacam, imagina nas áreas urbanas?

    Agora eu me pergunto, será que a tal da Sunny está viva? Eu achei que ela estava morta também, mas lendo o capítulo agora eu notei que em momento algum você fala sobre o paradeiro dela, apenas que o Ethan vai ajudar o Nidoran a encontrá-la, mas eles mesmos não tiveram nenhuma confirmação dela ter sobrevivido. O que você está tramando, jovem Dento?

    Agora é direto para Olivine! Até! õ/

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    1. Yo, Sigert!

      São tempos sombrios, não há como negar. Qualquer lugar do Mundo Pokémon deixou de ser um parque de diversões há muito tempo, desde que a Equipe Rocket roubou as PokéAgendas lá em Sinnoh. Nem sempre, os personagens NPCs da franquia são bonzinhos. Ou talvez sejam e nós, escritores da Aliança,somos rebeldes que enxergam o mundo de uma maneira violenta e passamos esse ponto de vista para cada linha de história que digitamos. Jamais saberemos.

      Sunny... Aonde será que ela está? Jamais saberemos. Como não sabemos se ela está viva, o negócio agora é procurar mesmo por ela. Se essa busca vai ter um resultado positivo, é algo que só o tempo vai dizer. Mas eu mesmo não sei. As coisas em Alma de Prata estão tão fora do comum que tudo pode acontecer.

      Olivine tá aí e espero que você curta a estadia e pegue um bronzeado nas praias de lá!

      See ya!

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  5. Uau, pesado, inesperado, ousado! No contexto de ser o Mundo Pokémon como o conhecemos, eu não esperava que você fosse elevar o nível do crime. Tudo bem, já tivemos o Giovanni morto num helicóptero que explodiu, facções criminosas tentando destruir o mundo dentre tantas outras coisas, mas num teor poético isso não chega aos pés desse capítulo. Curioso, não? Quando se envolve crianças parece que a pegada é outra, e você nos recompensou com um capítulo sério e esplêndido. Quando Baoba os paralisou e envenenou no capítulo passado, pensei na infinidade de coisas que ele poderia ter feito. É curioso como um velho assim parece mais ameaçador e assustador do que todos os Rockets juntos. Acho que é porque ele lembra o mundo real, sabe? Por isso gostei tanto do episódio, você o fez pagar da melhor forma. O envolvimento de terceiros como Mariana e Geroge elevou o nível da trama, o desfecho é exatamente como você falou no fim: Não foi feliz, mas é como precisava ser, um recomeço. O Nidoran veio como um bônus, fiquei interessado na história do pequeno e tenho certeza que você planejou algo bacana para ele lá na frente. Meus parabéns pelo dois episódios, estão entre meus favoritos!

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    1. Yo, Canas!

      O Giovanni foi apenas um aperitivo. Existem muitos personagens pra poder torturar e matar. Hihihih HEAUAHEUEAHUEAH. Trabalhar nesse capítulo foi algo que me fez escrever bastante. Era pra ser um capítulo só e se tornou dois, assim, fácil fácil. Espero que eles não tenham ficado maçantes.

      Mariana, a minha personagem tão querida. Mal teve tempo de brilhar aqui no AeJ, mas nem por isso deixará de ser inesquecível. Claro que eu não posso meter o pé na jaca e fazer uma história muito pesada, acho que eu (ainda) não posso matar a imaginação das crianças dos anos 1990 que cresceram com Pokémon... Mas Baoba, e tantos outras pessoas com sua mentalidade, é uma pessoa doente. Então, sim, pode ser bem possível que ele tenha feito outras vítimas, até feito coisas piores que não vale a pena citar aqui. Sinceramente, eu achei que um tema desses abordado aqui destoaria muito, mas acabou sendo que a própria Alma de Prata (a temporada) exige de mim esse clima mais dark, que envolvam os sentimentos dos personagens... Isso me faz acreditar que eu estou no caminho certo, mesmo que eu duvide um pouco às vezes.

      Nidoran♂ ainda terá muito o que contar. A história dele não acaba aqui. E nem AeJ, tem muitas surpresas ainda te aguardando e ME aguardando também.

      Muito obrigado por tudo! Você mesmo sabe que você é uma das pessoas que sempre me inspira a escrever. Se AeJ existe, pode ter certeza que uma porcentagem generosa é sua. E como grande mão de vaca que sou eu não, não vou pagar sua parte dos direitos autorais.

      Espero que você continue aproveitando!

      See ya!

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