Posted by : Dento Dec 19, 2019




Pela primeira vez em muito tempo, tudo andava muito bem. Já fazia duas semanas que Ethan, Amy e Forrest haviam chegado na cidade de Mahogany e o mundo ao redor deles quase entrou em colapso. Mas, pelo menos, a Equipe Rocket já não dava sinais de vida, o que era um alivio para Amy e mais ainda para Ethan, que agora a tinha oficialmente como namorada e preocupava-se em dobro. Claro, nem ele e nem Amy fizeram um pedido formal como manda o figurino, apenas decidiram em ficar juntos, ponto final. Nada era mais importante pra Ethan agora do que a recuperação plena de Amy. Para o garoto, a organização ainda era um empecilho, mas ele sabia que dessa vez havia a esperança de que a Equipe Rocket não causaria problemas por algum tempo.

Para ela, só o fato de ter sobrevivido já era o suficiente. O que importava era o presente, havia feito uma promessa para si mesma que o passado não iria mais interferir em sua vida. Com Ethan ao seu lado, tinha certeza de que ficaria mais fácil do desejo se realizar.

Durante os dias que a garota ficara internada no hospital, Ethan dividia seu tempo entre visitar Amy e Pryce no hospital e encontrar-se com Forrest e os membros da Liga Pokémon, da Elite 4 aos Líderes de Ginásio que participaram do ataque ao quartel-general Rocket. Lance o informou que Clair era seu próximo desafio de Ginásio e Ethan lamentou que não pode marcar seu desafio, a mulher havia ido embora pouco tempo depois da operação, como era de seu feitio. O garoto também conheceu o irmão de Forrest, Brock, Líder do Ginásio de Pewter, que o fizera uma série de perguntas sobre a viagem do irmão. Era estranho, no entanto, ver Forrest agindo de maneira tão ativa, visto que, durante a viagem, o garoto acostumou-se a ter o amigo sempre sendo alguém passivo. Forrest nunca tomava as rédeas da situação. Por um lado, Ethan gostava de ver o amigo dessa maneira, visto que isso agregaria bastante em jornada — e com certeza seria ainda mais útil na proteção de Amy.

Por outro lado, parecia que Forrest era outra pessoa, diferente daquela que Ethan conhecera meses atrás na cidade de Violet. Fazia tempo que ele não o via sorrir — o que havia mudado nos últimos dias com a presença de seu irmão mais velho, Brock..

O mundo ao redor ia mudando e só agora, com outra cabeça, Ethan havia percebido.

No dia em que Amy estava para receber alta, recebeu a visita de Forrest. Ethan já estava presente no quarto quando o moreno entrou, meio sem jeito, e aproximou-se do amigo, cumprimentando-o com um leve aceno de cabeça. Aproximou-se da cama onde Amy repousava e a cumprimentou com um leve sorriso.

— Que susto que você nos deu, hein, Amy?

A garota sorriu.

— Eu jamais imaginaria que você iria iniciar uma conversa comigo falando assim. Até parece que não me conhece.

Forrest dirigiu-se até um dos sofás que o quarto no hospital do Centro Pokémon oferecia.

— E então, como está a Elite 4? — questionou a garota.
— Te parafraseando, eu jamais imaginaria que você iniciaria uma conversa comigo começando com essa pauta. Bem, as investigações sobre a Equipe Rocket não pararam, ainda há bastante coisa a se fazer... Mas, com o sumiço dos integrantes da organização, a prioridade é localizá-los antes que eles possam se reencontrar.

Amy pareceu refletir por um instante antes de prosseguir.

— Quais as probabilidades de a Equipe Rocket contra-atacar?
— Bem, você mesma sabe que não estamos falando de bandidos comuns. Integrantes de máfias poderosas não se dão por vencidos muito fácil. Se fosse assim, eles teriam se dizimado anos atrás quando Red os derrotou.
— Ou melhor, levou os créditos pelo feito, não é? — riu a garota.

Ethan se manifestou pela primeira vez.

— Então nós temos que tomar mais cuidado, não é? Afinal, a Equipe Rocket pode pegar no pé da Amy de novo...

A garota sorriu para o rapaz.

— Não se preocupe, meu bem, eu vou ficar bem.

Forrest sorriu.

— Ah, é. Ele me contou sobre vocês, eu fico bem feliz em saber que vocês estão juntos. Apesar de eu ter um pouco de inveja por eu estar solteiro ainda.
— Mas o que vamos fazer agora? A gente vai se esconder? — perguntou Ethan.

Forrest levou a mão ao queixo, perdido em pensamentos.

— Forrest, o que você quer fazer? Você é quem está mais por dentro das informações confidenciais da polícia. O que sugere? — Quis saber Amy.
— Olha, eu vou ser sincero... Pelo o que eu andei ouvindo, é muito mais fácil pra Elite 4 manter controle sobre você caso haja alguma manifestação da Equipe Rocket pra se vingar... Mas, eu acho que se estamos há tanto tempo em jornada e, apesar das tentativas, a gente ainda não morreu, então eu não gostaria de esperar um Slowpoke fazer chover... Vocês entendem a metáfora?
— Então acha que a gente deve continuar viajando fingindo que tá tudo bem e sem se preocupar que provavelmente a gente pode levar um tiro de uma gangue de malucos que foram enganados duas vezes por alguns pirralhos? — ironizou Ethan.
— Bem, se você não tem outra ideia melhor, então, sim — respondeu o moreno.
— Todo mundo acreditou que vocês haviam me traído para poder ganhar a confiança da Equipe Rocket. E eu sei que nesse meio tempo, você ficou bem poderoso, Forrest. A conclusão que eu chego é que, se conseguimos passar a perna em todo mundo uma vez, vamos conseguir fazer isso quantas vezes forem necessárias.

Ethan bufou.

— Então tá bem, façam como bem entenderem.

Forrest olhou para o amigo.

— Você está quase com oito insígnias, cara. Quer mesmo parar por aqui?

O garoto encarou o moreno e suspirou.

— Na verdade, eu nem sei o que eu quero...
— Falando na Liga Pokémon, e como está o Pryce, Ethan? — perguntou Amy.

Ethan e Forrest se encararam e uma feição preocupada tomou conta de seus rostos.

***

Amy terminava de arrumar suas coisas no quarto no Centro Pokémon. Era seu último dia na cidade de Mahogany e também o último dia da existência de Amanda Green, a fugitiva da Equipe Rocket. Ela estava disposta a encarar sua nova vida, começar de novo aceitando que não se podia alterar o passado, mas que poderia fazer um novo futuro. Havia comprado novas roupas: Uma regata longa preta e shorts jeans, substituindo a saia vermelha que a acompanhou durante tanto tempo. O chapéu que usava para tentar esconder sua identidade foi guardado dentro da bolsa amarela, agora assumia seus cabelos castanhos que cobriam suas costas. Ao se olhar no espelho, viu seus olhos azuis refletirem uma nova pessoa, uma nova menina que reaprendia a viver e uma nova mulher que estava disposta a lidar com a vida da melhor maneira que conseguiria. Respirou fundo e permitiu admirar-se por alguns instantes. Com um sorriso, se retirou do quarto e desceu até a recepção do Centro Pokémon, onde Ethan e Forrest aguardavam. Ao vê-la se aproximando, Ethan se engasgou com a própria saliva e Forrest abriu a bocarra. Eles não estavam esperando encontrar Amy de forma tão diferente. Não que ela não fosse uma moça bonita, mas havia rejuvenescido anos só de ter mudado o visual — ela estava linda.

Art by: Diego Chinatsu


Amy até ficou um pouco sem jeito ao ver as expressões de seus amigos.

— O que foi? Ficou tão ruim assim? — ela sorriu.
— Você tá linda... Quer dizer, mais do que já é... — comentou Ethan, sem graça.
— Arrasou! — exclamou Forrest.
— Fico feliz de ter acertado no figurino... Estou me sentindo uma pessoa nova.

Forrest sorriu.

— Talvez porque agora você realmente seja uma pessoa nova.

Ethan aproximou-se de Amy e deu nela um selinho.

— Bem, acho que antes de irmos embora em definitivo de Mahogany, temos uma última coisa a fazer — disse ele aos amigos.

***

O Ginásio da cidade se mantinha imponente como sempre. Grande parte dos visitantes da cidade tinha seu endereço em mente e não perdia tempo: a única coisa que importava era desafiar Pryce, seu líder, para conquistar a Insígnia Glacial, um passo adiante no glorioso sonho de chegar à Liga Pokémon. Imbatível, era assim que ele se definia. Apesar de não ser nem um pouco modesto, era verdade, no entanto, que ele e seu Sandslash feito de gelo causavam dores de cabeça para qualquer treinador desprevenido.

Mas, Pryce olhava para o campo de batalha sentindo uma enorme tristeza dentro de si. Havia recebido alta do hospital há poucos dias, mas o motivo de alegria logo foi substituído por uma notícia que abalou o velho: Ele passaria o resto de seus dias em uma cadeira de rodas. Logo ele que sempre se gabava pela sua vitalidade, estava acabado. Ao proteger sua cidade dos vermes da Equipe Rocket, a explosão que se sucedera o deixou paraplégico, pois a força com que ele atingiu o chão foi tamanha que partiu sua coluna. O Líder de Ginásio que já tinha fama de ser rabugento e antipático agora tinha motivos o bastante para não ter mais alegria em sua vida.

Katherine ficou observando o homem perdido em pensamentos por alguns instantes antes de respirar fundo e caminhar até ele.

— Pryce, você tem visitas.
— Você ainda não foi embora, mulher? Eu não preciso de ninguém, eu estou acabado. Não quero visitas — ele respondeu sem olhar para ela.
— Eu não preciso receber ordens suas. Eu estou aqui porque eu quero estar, você querendo ou não. Lembre-se de que você já foi casado comigo e, se me lembro bem, você costumava dizer que me amava.

Pryce demorou alguns segundos para responder.

— Eu te amei até o momento em que eu descobri que você preferiu trocar nosso casamento por um lugar idiota.
— Esta não é uma boa hora para discutirmos isso pela bilionésima vez, seu velho imbecil. Azalea nunca será uma cidade idiota, ela sempre será o lugar onde formamos nossa família, quer você queira ou não. Eu prefiro mil vezes estar lá, próximo da Floresta Ilex do que aqui, no topo de uma montanha isolada no mapa vivendo solitária e ranzinza como você fez a vida inteira! Agora receba sua visita idiota e arrume essa sua cara feia, eu vou preparar o almoço.

Katherine saiu bufando da sala enquanto Pryce virou-se para ela pela primeira vez.

— Eu já disse que eu não quero receber visitas!

O humor do velho Líder de Ginásio não mudou ao ver a chegada de Ethan, Amy e Forrest.

— Olá, senhor Pryce. Como o senhor está? — perguntou Amy.
— Como você ainda tem coragem de perguntar como eu estou, sua pirralha insolente? Eu estou ótimo, não está vendo? Eu estou em uma maldita cadeira de rodas e a culpa é de vocês, todos vocês! Amaldiçoo o dia em que vocês apareceram na minha vida!

Amy ficou constrangida. Ethan tentou a sorte.

— Senhor Pryce, sentimos muito pelo o que aconteceu. Será que tem algo que podemos fazer para que o senhor se sinta melhor?
— Sempre tem. A principal delas: Sumam da minha cidade e não voltem mais! Eu já tive o bastante de vocês e olha a minha situação! Se eu ver vocês de novo em minha frente, quem vai ficar numa cadeira de rodas são vocês! Sumam, sumam!

Pryce colocou os garotos para correr. Ao se retiraram do campo de batalha, deram de cara com Katherine, que ouvia tudo escondida no corredor.

— Sentimos muito... — lamentou Forrest.
— Não precisam se preocupar... Ele nunca vai mudar. Eu o conheci assim e só ficou pior com o tempo... Bem, agora a situação tende a ficar insustentável.
— Mas, como ele ficou um mala desse jeito? — perguntou Ethan, logo percebendo a besteira que havia falado. — Quer dizer, não foi o que eu quis dizer, é...

Katherine riu.

— Tudo certo, meu filho. As coisas começaram a ficar ruins quando nosso filho morreu de tuberculose quando criança. Pryce sempre gostou de Pokémon do tipo Gelo e deve se culpar até hoje por isso... Você me lembra ele, Ethan. Vocês se parecem muito, por isso que eu criei um fã-clube seu, assim eu posso sempre torcer por ele enquanto torço por você.

Os garotos se olharam sem saber como reagir.

— Sentimos muito... — disse Forrest.
— Nos mudamos para Azalea para tentar mudar de vida, esquecer, recomeçar... Mas não é tão fácil. O coração de Pryce é essa cidade, Mahogany. Mesmo com a morte de nosso filho, essa cidade nunca deixou de ser a cidade dele. Ele quis mudar para cá diversas vezes, mas eu não nunca suportei a ideia de morar aqui novamente... Sei que é difícil pra ele, mas eu sempre vou estar presente pra ele e por ele. Acho que só eu que conseguirei eternamente lidar com ele, sei que ele precisa de mim. E quanto ao que ele falou, nem se preocupem, eu sei que ele é bastante grato por vocês terem ajudado a expulsar os Rockets daqui. Só que o orgulho e a chatice dele jamais irão permitir que ele agradeça vocês, mas me permitam dizer muito obrigada.

Katherine abraçou o trio e os deixou constrangidos.

— Não precisa agradecer... — disse Amy.
— Eu estarei torcendo por vocês. E me aguarde na Liga Pokémon, Ethan! Você é meu neto favorito, não conte pra Vivian.

O garoto riu.

— Não sou nem louco!

***

A Cidade de Mahogany ficava cada vez mais distante a cada passo que Ethan, Amy e Forrest davam pela Rota 44. A Caverna de Gelo mostrava-se cada vez mais próxima, Amy dava um passo após o outro, cada vez mais determinada a cruzar a caverna e chegar até o próximo destino, Blackthorn. Ethan, por sua vez, estava preocupado com a hipótese de que Amy pudesse ter algum tipo de recaída e caminhava segurando sua mão. Forrest analisava um mapa adquirido no Centro Pokémon que indicava a rota a ser tomada dentro do local e lia em voz alta sobre os Pokémon que habitavam ali, o que deixou Ethan bastante empolgado. Um Pokémon do tipo Gelo viria a calhar, já que o Ginásio de Blackthorn utilizava Pokémon do tipo Dragão — informação valiosa dada de presente por Lance a Ethan como forma de pagamento pelo auxílio em Mahogany, e o garoto não havia em seu time de Pokémon nenhuma arma para utilizar em sua batalha. Mas Ethan não estava preocupado, afinal, tudo acabaria bem no fim das contas.

O caminho feito pelo trio para chegar à Caverna de Gelo era o convencional, que passava por dentro da Rota 44 e que dava para a entrada da caverna onde uma barraca autorizada alugava blusões de frio para que os treinadores que adentrassem o local não congelassem e que eram devolvidos quando os usuários chegavam ao outro lado da caverna, quase na entrada da Cidade de Blackthorn. Ethan fez questão de pagar o aluguel do de Amy e certificou-se que a namorada estava bem agasalhada. A tarde já estava quase no fim, então provavelmente a temperatura cairia ainda mais dentro da caverna.

Forrest guiava os amigos pela rota dentro do local e achava engraçado como era Ethan quem temia uma recaída de Amy enquanto a mesma continuava caminhando e rindo com a preocupação de Ethan. O garoto, morrendo de vergonha, aproximou-se da namorada.

— Posso pegar na sua mão?

Agora era Amy quem sentiu o rosto arder de vergonha.

— C-claro que não! Isso é muito cafona.

Ethan deu uma risada sem graça para disfarçar o fora que levou.

— Hahahaha, verdade, né? Perdoa minha ideia idiota.

Ele continuou caminhando ao lado de Forrest e Amy parou, refletindo um pouco. Ela se abrigou melhor dentro do grosso casaco que vestia e deu um sorriso que admitia estar apaixonada. Avançou na direção da dupla de amigos e pegou na mão de Ethan, entrelaçando seus dedos nos do garoto, que sentiu um arrepio na espinha. O coração do menino bateu ainda mais veloz quando ela encostou a cabeça em seu ombro enquanto caminhavam.

Forrest não escondeu uma risada ligeira.

— É, dona Amanda... Quem diria que um dia eu veria você apaixonada — comentou o moreno, entrelaçando os dedos atrás da cabeça.

Enquanto caminhavam, o trio passou pelo mesmo caminho que Amy tomara da última vez que estivera ali. Sem querer, todas aquelas memórias da tentativa de interromper a própria vida passaram por sua cabeça. Diferente de Ethan, que estava visivelmente nervoso, a garota estava tranquila.

— Foi aqui que você me reencontrou — disse ela a Ethan.

Ethan olhava apreensivo para o local onde Amy apontava.

— Foi dali que você tentou se jogar? — perguntou Forrest, obtendo uma confirmação silenciosa da amiga.
— Quando tudo estava perdido, eu quis apenas ter a certeza de que eu iria me encontrar, de uma forma ou de outra. A solução dos meus problemas nunca foi fugir deles, mas encará-los de frente... Só depois que eu fui salva pelo Ethan foi que eu entendi que nem tudo na vida é do jeito que a gente quer, mas do jeito que a gente precisa que seja, mesmo contra nossa vontade. E você, Forrest, também me ajuda a enxergar bastante coisa que eu mesma não sabia que podia ser possível. Se eu nunca falei isso antes, muito obrigada. Você mudou a minha vida.

Com o outro braço, Amy abraçou o moreno pelo pescoço e mantinha Ethan e ele presos juntos enquanto dava risada.

— Acho que as nossas aventuras estão começando agora... — ela comentou.
— Mas elas já não estão acabando? Depois dessa caverna maldita, a última batalha de Ginásio me aguarda... — perguntou Ethan.
— Pois é... Não é engraçado? — retrucou ela contente.
— Sabe de uma coisa? Que bom que estamos começando a nossa aventura agora, significa que estamos mais experientes — disse Forrest.
— Eu nunca vou te perder, Amy. Vou fazer de tudo pra te proteger, seja nessa jornada, seja nas próximas. É uma promessa — afirmou Ethan para a garota, que deu um doce sorriso.
— Eu confio a minha vida a vocês.

O tempo ia passando e o trio ainda caminhava pela caverna. Vários Pokémon atraíam a atenção dos treinadores, mas nenhum em especial despertava o interesse em Ethan. Ele já tinha muitos Pokémon em sua posse e queria um que pudesse ser útil em sua batalha de Ginásio, não poderia desperdiçar PokéBolas. Ao continuar caminhando, uma criatura fez o garoto parar. Um Pokémon bípede que se assemelhava a um gato preto com três penas vermelhas brilhantes na cauda e uma na orelha esquerda enquanto sua outra orelha era curta e pontiaguda e encarava Ethan com seus olhos vermelhos. Na testa e no peito havia marcas amarelas e ovais. Tinha olhos vermelhos com manchas pretas nas bordas. Garras afiadas e retráteis em suas patas das mãos e pés brilhavam ameaçadoramente enquanto o gatuno espreguiçava-se alongando seus membros longos. Era um Sneasel, cuja evolução, Weavile, Ethan havia enfrentado em sua última batalha de Ginásio, era perfeito.

O garoto sacou sua PokéDex.

— “Sneasel, o Pokémon Garra Afiada. Suas patas escondem garras afiadas. Se atacado, repentinamente estende as garras e assusta seu inimigo. De natureza cruel, afasta Pidgey de seus ninhos e apanha todas as sobras que encontrar.” — informou o dispositivo.
— Essa cara aí não me assusta. Tá na hora mesmo de eu ter uma boa batalha! Lava, eu escolho você!

Ethan arremessou sua PokéBola na caverna, mas ela não se abriu.

— Hein? O que tá pegando, Lava?

O garoto aproximou-se da PokéBola no chão de gelo e a pegou. Olhou para a cápsula, apontou-a para Sneasel e apertou o botão central que a desbloqueava. Ela se abriu, uma forte luz vermelha saiu dela, mas logo cessou, fechando a PokéBola mais uma vez. Quilava se recusava a sair.

Amy fez uma expressão preocupada.

— Não é esquisito o Quilava não querer sair da PokéBola?
— Vamos, Lava, eu preciso de você! — insistia Ethan, tentando convocar seu Pokémon, sem sucesso.
— Ethan, talvez Quilava não queira lutar... Tente outro Pokémon — sugeriu Forrest.

O garoto olhou para o amigo e, mesmo contrariado, acatou a ideia. Guardou a PokéBola de Quilava no bolso e escolheu outra.

— Muito bem, Sand, eu escolho você!

Ethan arremessou a PokéBola e, desta vez, Sandslash surgiu em campo.

— Vamos lá, Sand, use o Crush Claw!

Sandslash não se moveu. Cruzou os braços e ficou encarando seu oponente. Ethan fechou os punhos, sem entender.

— Sand, eu pedi pra você atacar. Vamos lá, amigão, colabora!

Sneasel cansou de esperar e atacou com suas garras afiadas. O Fury Swipes atingiu em cheio o Pokémon de Ethan, que nada fez para se defender.

— O que está acontecendo? Por que seus Pokémon não estão te obedecendo? — questionou Forrest preocupado.
— Eu não sei... Isso nunca me aconteceu antes... — respondeu o garoto, paralisado.
— Primeape, preciso de você! — convocou Amy arremessando uma PokéBola.

Diferente dos Pokémon de Ethan, Primeape parecia bem-disposto a lutar. Forrest imediatamente descartou a hipótese de a própria Caverna de Gelo ser causadora do mal-estar de Quilava e Sandslash.

— Isso só pode significar que, por algum motivo, seus Pokémon estão conscientes de que estão te desobedecendo, Ethan... — comentou o moreno.
— O quê? Mas por quê?! — questionou o garoto de forma indignada.
— Primeape, Karate Chop!

Primeape partiu em direção ao oponente e o atingiu com a mão aberta no ombro com um golpe de karatê. Sneasel deu um grito de dor, mas não se renderia tão fácil. Avançou em Primeape tentando surpreendê-lo com um Faint Attack, mas o Pokémon de Amy era mais ágil e desviou com maestria ao perceber o oponente atrás de si.

Seismic Toss!

Primeape agarrou Sneasel e saltou para cima, dando voltas ao redor do próprio eixo antes de arremessar o oponente com violência no chão congelado abaixo. Sneasel caiu nocauteado.

— PokéBola, vai! — Amy arremessou uma cápsula bicolor no Pokémon ao chão que não resistiu à captura.

Ethan não havia prestado atenção. Estava perdido em pensamentos, tentando entender o que havia acontecido.

— Sneasel não pode contra Primeape, imagino que fosse um Pokémon de um nível até baixo... Seja com Quilava, seja com Sandslash, você tinha chance contra esse Pokémon, meu bem... Mas o que será que aconteceu? Por que seus Pokémon não te obedecem? — perguntou Amy encarando a PokéBolade Sneasel.

Ethan não fez nenhum tipo de contato visual. Apenas encarava seu reflexo no chão de gelo. Respirou fundo antes de responder à namorada.

— Eu acho que me tornei um oponente para meus próprios Pokémon...


TO BE CONTINUED...





{ 18 comentários... read them below or Comment }

  1. MDS ETHAN E AMY SÃO MT FOFINHOS, EU VOU MORRER COM TANTA FOFURA DELES ANDANDO DE MÃOS DADAS AAAAAAAAAAAAA

    OI DENTO, TUDO BOM?

    QUE CAPÍTULO FOFINHO, PESSOAS ANDANDO DE MÃOS DADAS É A COISA MAIS FOFA DO MUNDO, EU SÓ QUERO ALGUÉM PRA ANDAR DE MÃO DADA COMIGO

    Engraçado ver como os personagens foram mudando com o passar da fic e como isso é percebido pelos próprios, tipo o Ethan vê no Forrest mais atitude nesse cap

    E QUE LINDA A AMY DE NOVO VISUAL, NOSSO GUERREIRINHO CHINA NÃO NOS DECEPCIONA

    Triste a situação do Pryce, mas eu tava achando que ele ia morrer, então não é tão ruim olhando desse ponto, mas ainda é triste

    Eu acho mt fofinho a interação Ethan e Amy casalzinho, ele preocupado com ela e andando de mãos dadas, SÃO TÃO FOFINHOS

    E pesada essa parte na caverna, Forrest tá nem aí e pergunta direto, mas pelo menos deu tudo certo, até agora...

    E agora Ethan vai lidar com seus mons revoltados, eu entendo o lado deles, meu palpite é que depois de serem esmagados pelo Red por culpa do Ethan eles perderam a confiança e respeito nele

    No mais é isto, no aguardo dos próximos caps

    See Ya

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    1. Yo, Grovy!

      ETHAMY É CANON! TEM QUE SER!!! (Se bem que os outros shipps também foram... Será que é obrigação de TODOS ELES serem? HAEUAHEUEAHUEAH). LOGO VOCÊ VAI ESTAR DE MÃOS DADAS COM UMA GATINHA, GROVY!!! Mas até lá, você vai ter que terminar de ler AeJ. HEAUAEHUEAHUAEHE

      Pois é, mano. O tempo vai passando e vai mudando todo mundo, inclusive nossos personagens. A convivência, a experiência e a maturidade vão transformando cada um de nós, cada um deles e é muito legal ver esse crescimento. A gente tá crescendo junto à eles, né?

      SIM! Nova personagem, novo outfit. Obrigado ao China por sempre estar embelezando os capítulos da Aliança. ♥ Deu um charme todo especial pra Amy!

      É, mano... Ficar preso pra ele é pior do que a morte. É mó triste que isso tenha acontecido... Acho que vai ser um longo período até cair a ficha do Pryce sobre o que realmente aconteceu.

      Sim, mano! Agora começou toda a treta de vez. Pokémon revoltados com o seu treinador é pedir pra jogar tudo pro alto. Já deu ruim isso aí. MUITO RUIM! Será que tem volta?

      Espero que continue se surpreendendo!

      See ya!

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  2. Em algum momento eu tinha de largar a vagabundagem e vir comentar...

    Pois bem, esse é o momento.

    Primeiramente agradeço aí pelo capítulo 55, mais um marco pra essa fanfic linda de marrédeci.

    Vou tentar restringir o comentário a 3 parágrafos a partir de agora.

    Primeiro, o começo do capítulo, no qual vemos ali o que creio que era um dos últimos dias de repouso de Amy, dia este que é marcado ali pela conversa que ela tem com Forrest e Ethan sobre os eventos que ocorreram e estavam por ocorrer, coisas como se eles devem continuar a jornada normalmente sem medo dos Rockets e tal.

    Depois temos o meio, que é marcado pela saída de Amy do hospital e pela visita deles ao velho Pryce, que nos revela coisas sobre o passado deste idoso e da senhora Katherine, além de servir pra nos dar a triste notícia do estado físico atual de Pryce, algo avassalador pra qualquer um que estivesse em tal situação.

    Por fim, vamos ter nossos heróis pondo de novo o pé na estrada, e com isso indo pra Caverna de Gelo, onde alguns desenvolvimentos da relação de Amy e Ethan são mostrados. Mas, com certeza, o mais importante dos fatos que ocorrem ali é os pokémon do Ethan não o obedecerem, o que nos trás a pergunta que não quer calar:

    Por que isto está ocorrendo?

    Valeu aí, Dento, e até depois!

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    1. Yo, Napo!

      Pois é, cara, 55 capítulos. Se eu cheguei até aqui, com certeza foi por causa do seu apoio e motivação. Muito obrigado!

      São muitas coisas acontecendo e acho que no fim das contas, essa pergunta segue sem resposta. Quando tudo parece ir bem, sempre tem um problema novo a se resolver... E tá parecendo que esse é o dos mais sérios. Quando você não tem a confiança de seus Pokémon, é muito certo de que vai dar ruim. O que você faria?

      Espero que continue se surpreendendo!

      See ya!

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  3. Bom, depois de MUUUUUIITTOOO TEMPO, eu li os capítulos que faltavam de AeJ, como eu estou com uma certa preguiça, vou comentar a maioria dos acontecimentos que aconteceram antes desse capitulo.

    Primeira coisa, Ethan x Amy ficou canon dentro da timeline da aliança, diferente da maioria, não é um casal que eu torci tanto, mas até eu admito que eles são fofos.

    Nesse final de temporada eu fiquei impressionado como o Silver, o rival mais edgy e fodão, virou um garoto burro e mimado, o cara deu o fatality na Equipe Rocket, perdeu o respeito de todo mundo, e ainda levou corno da Lyra por não ter dado atenção para ela por 5 minutos, sendo que nesse tempo ele estava gastando os recursos da Equipe Rocket em uma pesquisa falsa, personagem mais triste da fic até agora. (btw, depois desses eventos, torço muito para que ou a Lyra ou o Joey sejam os campeões, mas o protagonismo do Ethan vai vencer).

    E é legal ver esse recomeço do grupo como um todo, Forrest teve o seu desenvolvimento, Amy teve o seu desenvolvimento, e agora é a vez do Ethan, sinto que ele ainda é aquele garoto da cidade de New Bark que vive na monotomia, então por mais que os outros estejam começando, sinto que ele ainda precisa terminar uma jornada para começar a outra, talvez a Clair, os futuros eventos com a Team Rocket, e a E4 sejam parte desse desenvolvimento.

    E os mons do Ethan estão revoltados, um desafio para mostrar o que eu acabei de dizer, o desenvolvimento do Ethan como treinador e como pessoa também, como ele vai lidar com os amigos dele olhando para trás? Vamos ver no próximo capitulo.

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    1. E eu esqueci de falar, mas artes lindas que o Chinatsu fez para a aliança (vi a da Amy e a da Camilla), um ótimo trabalho

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    2. Yo, Donnel!

      Sempre muito bom vê-lo por aqui, e melhor ainda é que você ainda se interessa por essa história.

      Sim! Ethamy é canon, apesar da polêmica! HEUHEAUHEAUHAUHAU Eu sei que você é do #TeamEthamine, mas já que tinha que escolher um shipp só pra tornar real... Foi esse. Por favor não me mate. HUEAHEAUHEAUHEA

      Sim, cara, com certeza. Aos poucos, o Silver vai se deteriorando, isso é muito triste... O psicológico dele deve estar pior do que o da Amy, porque não foi só ela que saiu chocada. Ele foi totalmente feito de idiota por debaixo do próprio nariz. Orgulhoso do jeito que é, eu duvido que ele deixaria isso barato.

      Sim, mano! A cada vez, nossos personagens vão sendo testados. Agora, chegou a vez do Ethan mostrar como reage quando o destino resolve ser não tão legal assim... É apenas um prólogo do que está por vir, e eu espero mais uma vez surpreender você.

      Como disse no começo, muito obrigado por ainda dar audiência à AeJ. Se eu cheguei quase a 60 capítulos é por sua causa. ♥

      See ya!

      PS: Chinatsu é FODA MESMO!

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  4. Eu amo esse capítulo cara, de verdade, há muita sutileza na forma como as coisas se desenrolam, nossos personagens respiram após grandes reviravoltas e vemos as consequências do que foi deixado.

    Foi um tremendo prazer poder auxiliar um pouquinho na construção dele, desde o desenvolvimento do Pryce que encontrou seu destino no capítulo que escrevi para Sinnoh até o estresse pós-traumático que a Amy sofreu após sua fuga dos Rockets. A Ice Cavern acabou sendo um lugar de memórias e transição, deixamos a Amy antiga lá dentro para sair com essa versão nova ilustrada pelo China. Obrigado por aderir a pequenos detalhes como a cena das mãos dadas e até mesmo do Forrest voltando a atuar como aquele cara bacana que está ali sempre torcendo pelos amigos. AMY E ETHAN É CANON AGORA, TÁ LIBERADO AS FANFICS DE CASALZINHO! Quem diria que um dia eu viveria pra ver esses dois se chamarem de namorados. Ainda acho que eles saem no soco de vez em quando, mas relacionamento assim que é bom hahae

    Tem muita coisa boa pra acontecer daqui pra frente, Ethan vai ter que se redescobrir como treinador, ganhar o respeito do time inteiro que deu uma estagnada e batalhar pela sua última insígnia, e se alguém pensou que teríamos um pouco de calmaria, é melhor preparar porque vem outro arco ainda maior e sigo ansioso para conferir o resultado! 2019 nos trouxe alguns ótimos capítulos, vamos seguir firmes e fortes ano que vem, conte comigo nessa trajetória para Mente de Cristal seguir surpreendendo. Grande abraço!

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    1. Yo, Canas!

      Você sempre presente nos momentos de "crise" de AeJ. Acho que é porque você trabalhou tão bem com isso em Sinnoh que vez em quando eu peço ajuda pra tentar desenvolver só 1% das emoções que você causou no seu enredo. kkkk

      É engraçado como às vezes você parece mais sintonizado com AeJ que eu, assim como eu às vezes sou com Sinnoh. Seu especial tão especial sobre o Pryce abriu minha mente, é surpreendente como nós, não só como autores da Aliança Aventuras, mas como amigos que somos (de verdade) somos tão conectados nas ideias e nos sentimentos. Talvez isso fique claro em cada texto que escrevemos nos capítulos das histórias que fazemos. Então, às vezes UMA coisa só que você diz é o bastante pra que eu consiga desenvolver um novo capítulo. Então, você tem parte em AeJ e se eu cheguei tão longe e se eu continuo surpreendendo com esses plot twists, você é responsável. ♥

      Sim, cara! REDENÇÃO. Essa palavra eu aprendi com você. E é tão bonito como ela pode ser tão ambígua... Redenção pro bem, redenção pro mal... Nós aprendemos a lidar com isso diariamente enquanto nós vamos vivendo. Como você consegue se redimir de alguma coisa? Pedindo perdão? Fazendo algo em troca? E, o mais difícil, como você se redime com você mesmo? Acho que aqui começa uma nova fase pra Amy, e ela tem até outfit novo! Outro arraso do Chinatsu, né? kkkk Eu sempre disse que você me inspirou a começar a escrever e cada vez que eu termino um capítulo com a sua aprovação, eu me sinto renovado. É mais um capítulo que eu me dediquei pra fazer algo bom e bem feito, apesar de saber que vou precisar me superar no próximo. E é assim a vida, né? Toda vez que você acorda, acaba sendo um dia diferente do que foi o anterior. Estamos renovados. E um novo capítulo é assim, mesmo muitas vezes sendo uma sequência do anterior, há muitas coisas nele que são melhores do que o último. Há uma evolução, nem que seja mínima. É o que me causa fascinação em escrever.

      SIM, AGORA O SHIPP TÁ LIBERADO! E você mais do que ninguém conhece bem, né? AEHUAHEUAHUEAH

      Fico e sou muito feliz por ter você como amigo e parceiro nessa longa caminhada, fictícia e pessoal. Muito obrigado! Espero que eu continue a conseguir te surpreender! kkkk

      See ya! ♥

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  5. Muito legal ver as coisas seguindo com um pouco mais de calma depois daquela guerra que tomou conta de Mahogany nos últimos capítulos. Você tem conseguido dosar com sucesso tudo que é necessário e na hora certa. Esse é o último descanso que teremos antes de partir pra Blackthorn, que por ser a cidade onde está a última insígnia que resta para o Ethan chegar à Liga Pokémon eu já tenho certeza que depois que chegarmos lá não vai mais dar pra respirar direito.

    Ethan e Amy namorando de vez durante a jornada. Vai ser algo bem diferente pra eles agora. Fico até com pena do Forrest, que vai ficar segurando vela pelo jeito kkkkkkkkkk Mas ele vai ter seu momento de destaque de novo muito em breve, tenho certeza.

    Por fim, a treta que deu nome ao capítulo. Sendo sincero, quando li o título pela primeira vez, lá na revisão, achei que seria algo relacionado à Amy com a Team Rocket ainda, mas fui pego de surpresa com o fato de os Pokémons do Ethan terem deixado de obedecê-lo repentinamente. E deixo claro que "repentinamente" não quer dizer "sem motivo". Já sei onde isso vai dar. Clair vai fazer parecer que a Whitney nem demandou tanto esforço pra ser superada. Ethan, ferrou de vez pra você agora, meu consagrado. Vai fazer uma DR com seus Pokémons antes de sequer olhar pra Clair. Ou vai passar vergonha.

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    1. Yo, Shadow!

      Pois é, cara. Depois de sequestros, facções e explosões, por que não uma rápida pausa? Só que não. EHUEAHUAHA Tivemos coisas acontecendo aqui, né? Eu acho que nunca consigo dar um dia de descanso pros meus personagens. kkkk Fico feliz de, pelo menos, conseguir dosar a coisa pra não ficar uma bola de neve. Obrigado por isso, inclusive! Não conseguiria sem você. kkkk

      SIM! Finalmente aconteceu. Eu cheguei na última insígnia e Ethamy é OTP. Forrest, como terceiro protagonista, tem que lidar com isso, mas quem sabe eu não arranjo uma deusa intergaláctica pra ele igual o Lukas? HEAUHEAUAHE ALÔ, LATIAS!

      Agora sim, começamos o Aventuras em Johto. A jornada de um rapaz que sai em jornada para treinar seu Pokémon. Só que no fim da jornada. Agora sim a merda tá feita, afinal, acredito que os Pokémon do Ethan (como de qualquer treinador) só correspondem ao que o treinador merece, não é? Acho que uma rebeldia de vez em quando não faz mal... Vamos ver até quando o Ethan vai continuar dormindo em serviço...

      Espero que você continue se surpreendendo!


      See ya!

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  6. HEYYYYY!

    Minha linda Johto está de volta e desta vez com um capítulo bem calminho, mas já a preparar terreno para os próximos dramas que aí vêm.

    Temos uma passagem no tempo, onde vemos que Amy decidiu, de facto, colocar o seu passado para trás das costas e começar uma nova vida. Adorei essa cena onde ela alterou o seu visual. Sinto que foi um toque necessário nessa transição e evolução da própria personagem. Nunca deixa de surpreender a minha rainha Amy.

    Depois, encontramos um Pryce aterrorizado com o desfecho do confronto com os Rockets, principalmente pelos efeitos causados em si. Ficar paraplégico deve ser algo realmente duro e difícil, principalmente para uma pessoa já idosa mas, no entanto, com tanta vida. Espero que Pryce consiga reerguer-se e voltar a sorrir para a vida. A última cena em que o vimos neste capítulo foi um desfecho realmente triste. Espero que o voltemos a encontrar, talvez, com um pensamento diferente.

    O nosso trio favorito prepara-se para atravessar a Caverna do Gelo. Adorei essas pequenas descrições de interação entre os três. Parece que voltámos ao normal, depois de todo aquele arco louco e cheio de reviravoltas. Talvez, no fundo, eles ainda sejam os mesmos, com algumas mudanças a acrescentar, claro. Adorei a demonstração de afetos entre Ethan e Amy, no entanto, não consegui deixar de sentir um pouco de pena por Forrest... afinal ele agora vai fazer de vela! Espero que, em breve possamos voltar a vê-lo como destaque, a por em prática os seus novos conhecimentos e habilidades.

    E então, o que se passa com os Pokémon de Ethan? Porque é que de repente eles deixaram de lhe obedecer??? O que está a acontecer, mundo??? Graças a Dento, temos uma Amy para capturar o Pokémon por Ethan, se não o que seria desse desgraçado mesmo?

    Ficarei no aguardo do próximo capítulo, companheiro! Continue com o excelente trabalho!

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    1. Yo, Angie!


      Acredito fielmente que às vezes, a gente precisa de um capítulo até então calmo para que a gente, como leitor, não pire nas fortes emoções. Também, pode ser até um sinal de aviso: Se as coisas estão calmas assim, significa tá vindo porradaria por aí.

      Sim! Agora nossa querida Amy está, até então, livre do passado terrível que a perseguia. Ou pelo menos, que ela se deixava abater. É uma nova personagem, com direito até a uma nova artwork. É muito legal ver como nossos personagens vão crescendo, muitas vezes sozinhos, e chegam numa fase que acabam brilhando sozinhos.

      Pois é, cara... Pryce já não é um cara muito sociável, imagina agora passando por essa situação? Preciso dizer que eu até entendo ele. De uma hora pra outra você se ver preso em uma cadeira de rodas? Que tipo de "humilhação" é essa que foi imposta pelo Destino? É muito triste...

      Sim! A lendária Caverna de Gelo agora presente em nossa história. Mas acredito que o Forrest nem liga muito pra isso, o pensamento dele está mais alinhado em estudar para ser um treinador melhor do que em ter algum tipo de relacionamento agora, como os amigos. E quem poderia culpá-lo, não é mesmo?

      E dentre tudo isso, a gente ainda tem esse PEPINO pra resolver! Eu acho que toda rebelião tem um ponto, uma faísca, um início... E aí, a gente se pergunta, claro, sobre tudo o que está acontecendo e, principalmente, será que os Pokémon do Ethan estão errados? Será que o Ethan merece?

      Vish... Que problemão!

      Espero que você continue se surpreendendo!

      See ya!

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  7. quem mandou abandonar os pokes com a Joy!

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    1. Yo, Anan!

      Pois é... Todo ato de inconsequência tem uma consequência... E tende a ficar pior!

      Espero que você continue se surpreendendo!


      See ya!

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  8. Mano, o Ethan tá dando tanta atenção pra Amy que ele não ligou pros Pokémon dele lá atrás e não tá dando atenção pro Forrest também.
    P*** namorado chato. A Amy pelo menos se importa de não fazer o Forrest segurar vela.
    Minha curiosidade maior é se o Sneasel vai ficar com ela, ou se vai pro Ethan.
    Ah, eu realmente gostei da forma natural que o namoro rolou, sem pedido e um simples "É isso aí. Namorados"

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