Posted by : Dento Jul 1, 2021

 


Gyarados e Magneton se encaravam sem piscar. Ambos analisavam o oponente em busca de algum ponto fraco, algo que pudesse ser efetivo já no primeiro movimento. Nenhum dos dois Pokémon ousava subestimar seu adversário, afinal, aquela batalha carregava um enorme peso psicológico, não se podia dar sorte ao azar.

 

— Eu sinto pena de você me enfrentar primeiro.  Eu não me subestimaria se fosse você, meu objetivo aqui é impedir que você prossiga no desafio para enfrentar meus colegas — disse Katharina, a Gyarados, de forma ameaçadora, intimidando Faísca.

— Não se preocupe... Eu não te subestimo — respondeu o Pokémon ímã.

 

Katarina deu uma risadinha.

 

— Você quem tem a vantagem, mas parece tão... Temeroso... O que acontece? Logo você, um guerreiro com uma belíssima armadura de metal, tão imponente... — Gyarados caminhava lentamente na direção de Magneton, deferindo palavras num sussurro hipnotizante, ostentando um sorriso diabólico. — Acho que você não passa de um pedaço de lata.

 

A Pokémon Dragão avançou com violência na direção de Faísca e o mordeu com força. O Bite de Gyarados fez com que Magneton titubeasse — GYARADOS’s Intimidate cuts MAGNETON’s attack! — e desse alguns passos para trás. Seu oponente era poderoso e o nervosismo tomava conta do Pokémon elétrico. A serpente dracônica aproveitou o gancho que lhe era oferecido e passou a balançar sua cauda de uma maneira circular, girando ao redor do próprio eixo. Uma corrente de ar foi se juntando e transformando-se em um grande tornado, arremessado em direção à Magneton que foi jogado para longe, caindo com força no chão. O dano foi absorvido pela carapuça de metal que o Pokémon vestia, mas Faísca continuava amedrontado pelos golpes sofridos — MAGNETON flinched! —.

 

Katharina ria com um prazer mórbido. Sua risada fazia Faísca tremer, ele sabia que apesar de exercer vantagem sobre o oponente, Gyarados atacava o psicológico, desestabilizando totalmente o rival para que Magneton não conseguisse executar qualquer ataque.

 

O Pokémon de Metal ergueu-se, apesar da tremedeira, e encarou sua oponente de forma séria.

 

— Se eu soubesse que eu perderia meu tempo te ouvindo falar asneira, eu tinha te atacado antes.

 

Gyarados fechou a cara. Os imãs de Faísca começaram a brilhar e a girar em alta velocidade.

 

— SonicBoom!  — bradou Faísca invocando o ataque.

 

Ondas sonoras poderosas atravessaram o campo de batalha em um piscar de olhos, atingindo em cheio o peito de Gyarados, empurrando a dragão alguns metros para trás. O primeiro golpe de Magneton fora executado com sucesso. Com o peito ardendo e fumegando, Gyarados sentia uma ira que ia crescendo dentro de seu peito e que se espalhava por cada veia do seu corpo com uma queimação que vinha da ponta de sua enorme cauda, passava por cada escama de seu corpo e chegou em sua garganta, transformando-se em uma bola de energia que ia crescendo exponencialmente.

 

— Maldito! Dragon Rage! — bradou Katharina, lançando um luminoso feixe azul na direção de seu oponente. Aquele golpe atingiu Faísca em cheio, ardendo como fogo em sua armadura de metal. O impacto do ataque com o Pokémon fez subir uma fosca cortina de fumaça e Gyarados permaneceu atenta para qualquer movimento de Faísca, que era mais lento do que ela.

 

A expressão de Katharina mudou de apreensiva para surpresa quando ouviu as palavras profanadas por Faísca.

 

— Você realmente não poupa energia em seus ataques. Não a toa tem a função de impedir que os lutadores prossigam em seu desafio. Mas seu problema é que...

 

Faíscas fagulhavam dos imãs que permaneciam firmes ligados ao corpo do Magneton.

 

— ...Seu problema é que você fala demais.

 

Katharina gritou quando sentiu seu corpo sendo atingido por uma intensa descarga elétrica. Seus músculos travaram, a Pokémon caiu no campo de batalha, contorcendo-se enquanto seu corpo se contraía. O choque em si foi curto, mas os efeitos se provariam ser de longo prazo durante aquela batalha.

 

A Pokémon levantou-se com dificuldade e encarou Faísca com ódio. Seu orgulho a impedia de sofrer aquele tipo de humilhação. Faísca devolvia a encarada com um olhar curioso, atento aos próximos passos da grande Gyarados. Ao ver que a oponente estava paralisada e não iria se mover tomou a frente para golpeá-la.

 

Os três imãs de Faísca começaram a girar em sincronia. De cada um deles, um brilho era emitido, cada um de uma cor. O de cima, amarelo, o da esquerda, azul e o da direita, vermelho. As três luzes aumentavam de intensidade e de tamanho e o espectro delas formavam um triângulo perfeito. Faísca bradou de forma firme o nome do golpe, como se de alguma maneira, aquela atitude pudesse ser convertida em uma força a mais para aquele movimento.

 

Tri Attack!

 

As três esferas de energia foram disparadas na direção de Gyarados. Por um breve segundo, três elementos, fogo, gelo e eletricidade, se tornaram um só, fundindo-se em um único raio poderoso que atingiu em cheio o tórax de Katharina, que caiu para trás e não levantou mais.

 

Faísca não teceu nenhum comentário. Aquela vitória não significava nada, ainda havia outras duas batalhas pela frente. Quando viu o segundo oponente surgir em sua frente, teve a certeza de que a partir daquele instante, não seria fácil se manter de pé.

 

Nadia, a Dragonair que há muito habitava as lendas da Cidade de Blackthorn, graciosamente caminhava até o campo de batalha. Faísca, imediatamente, deixou-se surpreender pela imagem do Pokémon que mantinha uma postura majestosa, superior, como a verdadeira mandante daquele lugar.

 

— V-você? Eu não imaginei que lutaríamos tão cedo...

 

Nadia sorriu.

 

— Katharina caiu. Claro que muito me surpreende, visto que nossa guardiã foi derrubada. Você não é um oponente fraco, reconheço seu poder. Mas não posso deixar você e seus colegas darem sequer mais um passo dentro de meus domínios. Chegou minha vez de demonstrar o verdadeiro poder dos Pokémon Dragões. Já adianto meu sincero pedido de desculpas por ser tão apelativa, mas acredito que você seja um Pokémon sortudo por poder, em breve, afirmar que foi derrotado por mim.

 

Faíscas eram emitidas dos ímãs de Magneton que não escondia sua raiva.

 

— Como você pode ter tanta certeza de que vai me derrotar? — questionou Faísca de forma séria.

 

A Dragonair respondeu com um sorriso de deboche.

 

— Como você pode ter tanta certeza de que não será derrotado?

 

Faísca começou atacando com Sonicboom, mas Nadia esquivou das ondas sonoras como uma folha ao vento, em uma dança hipnótica que fazia seu corpo dracônico e esguio se mover com precisão, desviando do golpe sem dificuldades.

 

— Vai precisar de mais do que isso pra me atingir. Thunderbolt!

 

O orbe azul que Dragonair tinha no pescoço começou a emanar um brilho amarelado. Faíscas elétricas subiram pelo ar na velocidade da luz e juntaram-se em um único raio poderoso que atingiu Faísca em cheio. Não era apenas por ser um Pokémon Elétrico, mas aquele golpe não chegava perto da ferocidade que o Magneton havia sentido em seu treinamento nas montanhas. Até parecia que Nadia não havia utilizado todo seu poder — ou pelo menos, acreditava que aquele choque seria o bastante para derrubá-lo, porque ou ela o subestimava como oponente ou porque não considerava como um oponente realmente forte. De toda forma, aquilo foi o bastante para que Faísca se irritasse.

 

— Por que você poupa seus ataques?! Por que é que você não me ataca com tudo o que tem? — bradou para sua oponente.

— Quem me subestima é você. Você quem quer definir tudo com golpes diretos sem sequer pensar em uma estratégia.

— Eu não tenho estratégia? Que tal isso? Thunderwave!

 

Dos imãs magnéticos de Magneton saíram faíscas elétricas que rapidamente cruzaram o campo de batalha e atingiram Nadia em cheio.  A Dragonair soltou um grito de dor e caiu ao chão, sentindo seus músculos paralisarem com o golpe. Faísca não baixou a guarda, observou de longe sua oponente tentar erguer-se do chão.

 

— Dançar para se esquivar dos meus ataques é uma ideia fantástica... Mas será que você vai conseguir continuar dançando depois de paralisada?

 

Nadia começou a rir. Uma risada que se iniciou como um cochicho e foi crescendo, tomando uma forma além da cômica, sendo um riso maníaco, beirando à insanidade. Faísca permanecia encarando sua oponente completamente estupefato. Com certeza aquilo não tinha a ver com senso de humor algum.

 

Como se estivesse se despindo, Dragonair começou a contorcer-se. Aos poucos, ela foi se soltando de suas escamas e deslizando como uma serpente pelo chão do campo de batalha, deixando para trás uma cópia fantasma de si mesma, sem vida. A Troca de Pele* de Dragonair deixou Faísca de boca aberta. A paralisia não fazia efeito em Nadia.

 

— O que você dizia mesmo sobre dançar? — perguntou Nadia de forma maliciosa. — Você é quem está ficando sem truques.

 

Uma bola de fogo surgiu na boca de Dragonair. Ao perceber o calor subir, Faísca tentou pensar rapidamente em alguma maneira de se defender, mas não existia. O Fire Blast foi disparado em um grande círculo de fogo que aumentava em proporção, inflamando e ardendo como uma enorme fogueira que, ao atingir Magneton, espalhou-se em brasas que se espalharam por todos os lados. Faísca veio ao chão, completamente desfalecido.

 

— Estratégia não se resume apenas à força bruta...  Espero que você pelo menos tenha algo diferente para me mostrar.

 

Quagsire subia no campo de batalha e olhava os arredores com certa fascinação. A arena de batalha em cima de um rio de lava parecia um cenário assustador demais, mas o encantamento com aquela arquitetura fantástica era ainda muito maior do que qualquer tipo de ameaça.

 

— Então, de quem foi a ideia de fazer um campo de batalha dentro de um vulcão?

— De que isso importa? — questionou Nadia.

— É que, sei lá... É perigoso. Se alguém usar Earthquake, não explode o Ginásio inteiro?

— Não se preocupe, a estrutura é reforçada. Você vai se preocupar mais com a arquitetura do campo de batalha ou com nosso duelo?

— Eu não me sinto muito seguro...

— Então permita-se mostrar como a arena funciona. Dragon Pulse!

 

Dragonair bateu a cauda que brilhou em um tom azulado com força no chão. As ondas de impacto uniram-se e formaram uma enorme bola de energia que atingiu Quagsire em cheio. O Pokémon aquático, por um instante, segurou a respiração e sentiu o forte impacto contra um dos pilares que sustentavam o teto do Ginásio. Caiu sentado e demorou alguns segundos para que levantasse e encarasse sua oponente novamente.

 

— Você bate forte.

— Obrigada. Eu diria que são anos de prática — respondeu Nadia de forma irônica.

— Agora é minha vez de atacar, certo? — questionou Quagsire, respondendo um aceno positivo da Dragonair.

 

Da cauda do Pokémon aquático surgiu uma torrente de água corrente que foi aumentando e se expandindo como um enorme chicote. Quagsire deu um salto e mirou em Dragonair, girando seu corpo no ar e atingindo Nadia com precisão. O Aqua Tail deu um acerto crítico Critical Hit! — em sua oponente, fazendo com que Dragonair desse alguns passos para trás.

 

Nadia ergueu a cabeça de forma majestosa. Encarou Quagsire de maneira séria, como se fosse capaz de enxergar o interior da sua alma. Testava-o antes de atacá-lo, queria descobrir os limites de sua força. Aquele Aqua Tail era, sim, forte, mas aquele Pokémon precisaria de muito mais do que aquilo para conseguir derrubá-la.

 

Fire Blast!

 

A voz de Nadia ecoou pelo campo de batalha enquanto uma intensa bola de fogo era produzida no interior do corpo de Dragonair. O calor intenso não chegou a incomodar Quagsire, mas ele não conseguiu esconder a dor que sentiu quando o golpe atingiu seu tórax. A queimadura formou um símbolo em formato de cruz e fez Quagsire cair de quatro no chão sentindo uma dor lancinante.

 

O Pokémon aquático ergueu-se com dificuldade. Pôs-se de pé e encarou Nadia com raiva.

 

— Eu vou apagar seu fogo...! Water Gun!

 

Um poderoso jato d’água foi disparado por Quagsire.  Nadia, no entanto, desviou magistralmente da bomba aquática, atirando seu corpo com precisão para o lado esquerdo e avançou veloz em direção ao oponente, que assustou-se ao se deparar com Nadia em sua frente   quase em um piscar de olhos.

 

— Fica frio... Ice Beam!

 

A Dragonair lançou uma explosão de gelo no rosto de Quagsire. O esguicho do Water Gun transformou-se em sólido e o próprio Pokémon fora transformado em uma estátua de gelo. Congelado Enemy QUAGSIRE was frozen solid! —, Quagsire não conseguia mexer um único músculo, apesar de ver claramente sua oponente mexer-se como uma serpente pronta para dar o bote. A cauda de Nadia mais uma vez atingiu o chão com força, fazendo com que uma pulsação de energia fosse disparada e atingisse em cheio o oponente. O Dragon Pulse deu o último suspiro de Quagsire, arremessado com força para trás e caindo de costas para o chão, completamente desacordado. Era mais uma vitória para os dragões.

 

Um sorriso de canto de boca apareceu nos lábios de Nadia. Já era dois Pokémon que ela derrotava com tranquilidade. A supremacia dos Dragões não seria derrubada tão facilmente.

 

Um guerreiro vestia uma armadura rubra. Caminhou a passos largos pelo campo de batalha e logo se posicionou em seu lugar na arena. Encarou Nadia e apontou sua garra em forma de pinça, vermelha como sangue, em um gesto de ameaça.

 

— Eu não vim aqui pra pegar leve.

— Seus colegas também disseram a mesma coisa. Caíram, um por um.

 

Agora foi Scizor quem sorriu. Olhava de forma provocativa para Dragonair, com a cabeça curvada para cima, passando uma certa impressão soberba.

 

— Meus colegas não vestem esta armadura. Iron Defense!

 

Scizor cruzou as garras em frente ao corpo e sua armadura enrijeceu-se SCIZOR used Iron Defense! SCIZOR’s Defense sharply rose! —. O metal que o revestia tornou-se impenetrável com a solidez de um diamante.

 

— Você não passa de um grilo falante. Fire Blast!

 

Uma poderosa explosão de chamas fora disparada por Dragonair na direção de Scizor. No entanto, ouviu o oponente gritar “Bullet Punch!” instantes antes de soltar o golpe.

 

Nadia foi arremessada para trás. Scizor executava dezenas de golpes por segundo na oponente, que não conseguiu executar o seu ataque. Os socos de Scizor eram precisos, impediam Dragonair de se mover. Meio zonza, Nadia balançou a cabeça tentando reorganizar seus pensamentos e se concentrar na batalha, mas foi surpreendida quando sentiu sua cauda ser puxada.

 

Scizor agarrou a cauda da oponente e a arremessou na arena. Pegou impulso e cruzou as duas garras na frente de seu corpo e avançou veloz rumo à Nadia. O X-Scissor atingiu o tórax nu da oponente, fazendo-a finalmente cair ao chão, derrotada.

 

O Pokémon rubro encarava sua oponente desmaiada. Notou um terceiro Pokémon subindo no campo de batalhas e aproximando-se dele.

 

Kingdra cutucava suas presas com um palito de madeira enquanto sentava calmamente no chão da arena. Seu olhar trazia uma carga de petulância e atrevimento que harmonizavam com seu sorriso travesso. O Pokémon não fazia contato visual com Scizor, seu único foco de atenção era uma espécie de pistola aquática que ele calmamente carregava com seis projéteis pequenos que tinham sua ponta afiada. Mesmo com Nadia desmaiada ao seu lado, Kingdra não pareceu incomodado. 

 

— Esse seu jeito de pistoleiro destemido... Você é assim mesmo ou é só personagem? — perguntou Scizor. 

 

Kingdra girava o tambor da pistola lentamente, sem pressa de terminar o serviço. Vez em quando, limpava o cano da arma contra o próprio corpo, infringindo claramente toda e qualquer regra de uso daquele tipo de armamento. 

 

— Se eu for um personagem, você tem sorte. A morte de um personagem em uma história não representa a morte do ator que o interpreta. É teatro, é coisa de mentirinha. Já se eu for louco de verdade... 

 

Kingdra apontou o revolver na direção de Scizor e puxou o gatilho. Um estampido ensurdecedor foi ouvido. A bala passou bem em cima da cabeça do Pokémon de armadura rubra, por entre os três chifres sem ponta que ficavam acima de sua testa. O tiro foi de raspão, mas o olhar assassino de Kingdra enquanto a pistola girava em seu dedo indicador anunciava que ele não erraria o próximo. 

 

— Você é Draco — concluiu Scizor. — Ouvi falar bastante de você de um colega de equipe. 

— Seu colega de equipe teve a chance de me conhecer e sair vivo pra contar a história? Que sujeito de sorte... — riu Draco. 

— Pode até ser... Mas eu não sei se você conseguiria derrubá-lo, viu? Uma muralha que destruiu até seu centro de treinamento... Eu o temeria. 

 

Draco engatilhou o revolver e o admirou por alguns segundos antes de encarar Scizor com seu familiar sorriso debochado. 

 

— Temer. Logo eu, a morte materializada e encarnada, como posso temer alguém?

 

disparou. Scizor veio ao chão, completamente desmaiado.

 

Draco soprou o cano da arma e dissipou a fumaça do disparo. O Kingdra permanecia com o olhar completamente insano, um olhar perverso que continha prazer apenas por destruir seus oponentes. Não pode deixar de rir quando viu surgir em sua direção um Pokémon do tipo Fogo. Ele claramente tinha vantagem naquela batalha, apenas um único tiro poderia definir aquilo de maneira tão fácil quanto apertar um gatilho.

 

— Um Pokémon de Fogo sobe à arena... Isso seria uma tentativa de suicídio disfarçada de homicídio? — questionou Draco, engatilhando sua pistola.

 

Quilava encarou o oponente sem emitir qualquer tipo de reação. Sua respiração não hesitava nem por um instante, era mantida sob controle sem o Pokémon demonstrar qualquer resquício de ansiedade.

 

— Não estou aqui pra levar a vitória sozinho. Eu vim aqui pra fazer parte dela.

— Discurso bonito. Pena que você não passará dessa rodada. Hydro Pump!

 

Draco disparou seu revolver na direção de Quilava. O Hydro Pump cruzou o campo de batalha com um estampido ensurdecedor, ao mesmo tempo em que o Pokémon de Fogo esquivou-se com o Quick Attack. Kingdra foi atingido pela lateral e sua pistola voou. Draco imediatamente abriu sua boca e liberou uma fumaça negra que correu e cobriu rapidamente o campo de batalha, subindo com velocidade e impedindo que ambos os Pokémon se enxergassem.

 

As costas de Quilava arderam em chamas. As labaredas em suas costas reluziam por entre a fumaça e fazia subir ainda mais a temperatura do ambiente. Mais fumaça, dessa vez, emanada de Quilava. Uma mistura de fogo e poeira se espalhava como fagulha em pólvora. Do escuro, ambos os oponentes berraram golpes em voz alta.

 

HYPER BEAM!

LAVA PLUME!

 

Um enorme raio de luz laranja cruzou a arena rasgando a fumaça negra por onde passava. Quilava foi atingido em cheio — Critical Hit! — e seu corpo fora engolido pelo raio laranja enquanto o incêndio provocado por ele atingia Kingdra com intensidade. Seu corpo ardeu e ele gritou de dor — Enemy KINGDRA was burned! The foe’s KINGDRA is hurt by its burn! —. A marca da queimadura permanecia latejando em suas costas. Quilava, no entanto, continuava deitado de bruços, tentando erguer-se de pé.

 

Eu vou acabar com você! — ameaçou Kingdra, ainda tentando se recuperar do golpe. Caminhou mancando até sua pistola, que jazia jogada na arena, a pegou de volta e a engatilhou novamente. Tentou mirar e disparar em Quilava, mas todos os músculos de seu corpo tremiam pelo esforço que havia feito para executar o Hyper Beam KINGDRA must recharge! —. Quilava notou o cansaço do oponente e, concentrando suas últimas forças, entrou em combustão, girando seu corpo em chamas pela arena com velocidade. O Flame Wheel atingiu Kingdra com potência, mas não fora o bastante para que causasse algum dano sério. A queimadura de Draco ardia cada vez mais. Kingdra já havia perdido a sanidade. Agarrou Quilava, arremessou-o no chão e apontou a pistola para sua face, sem nenhum tipo de piedade. Engatilhou a arma e, antes de puxar o gatilho, sentiu um sorriso involuntário tomar conta de seu rosto.

 

— Isso é pela queimadura... Não me leve a sério. Como você disse... Você não veio pra ganhar.

 

O Hydro Pump atingiu Quilava com violência, à queima-roupa. O Pokémon de Fogo caiu nocauteado e não mais respondeu.

 

Kingdra olhou mais um Pokémon surgir na arena de batalha. Sandslash encarava com ódio o oponente, que não se cansava de se vangloriar.

 

— Quando vão perceber que os tipo Dragão são os mais poderosos de todo o mundo? Vocês não podem contra mim. Parece até provocação um guerreiro que sobe a arena em completa desvantagem.

— O mundo é muito grande... E você ainda é um Pokémon, como eu e cada um dos meus amigos que passou por essa batalha... Ainda não acabou! — exclamou Sand, exibindo as garras afiadas de sua pata direita.

 

Kingdra apontou sua pistola na direção do oponente e a engatilhou, encarando seu adversário com os olhos arregalados e sobrancelhas erguidas. O sorriso sádico do Pokémon o fazia parecer um maníaco.

 

— Vou tratar você da mesma maneira que fiz com seu amigo de Fogo... Vou acabar com você com misericórdia... Você nem vai ver o que te atingiu.

 

Draco lançou de sua boca uma cortina de fumaça que voltou a tomar conta do ambiente, que ainda permanecia esfumaçado pela batalha anterior. Rapidamente, a bruma cobriu cada centímetro da arena e subiu até o teto, não permitindo que se enxergasse um palmo a frente do focinho. Kingdra então disparou seu revolver e o seu estampido ensurdecedor ecoou por todo campo de batalha.

 

O silêncio. Draco ouvia apenas a própria respiração. Algo estava errado.

 

Sandslash surgiu por baixo de Kingdra. O Dig atingiu o oponente que foi pego totalmente desprevenido. Sand continuou avançando e atacando Draco e arranhando suas escamas com fúria. A armadura dracônica do Pokémon o fez resistir, apesar do estrago causado pela queimadura do Lava Plume executado por Quilava The foe’s KINGDRA is hurt by its burn! —.

 

Sandslash voltou ao chão e girou ao redor do próprio eixo, rolando com velocidade pelo chão da arena e retornando para o buraco que havia feito com Dig para escapar do Smokescreen de Kingdra, que ardia em fúria. Jamais aceitaria ser derrotado por uma equipe de Pokémon como aquela.

 

De sua pistola, disparou outra vez o Hydro Pump, que entrou na escavação feita por Sandslash e, com força, percorreu rapidamente os caminhos que foram cavados pelo Pokémon de Terra. Como um gêiser, o poderoso jato d’água em espiral saiu do chão, carregando Sand na ponta. O Pokémon girava ao redor do próprio eixo com velocidade, girando como uma roda. Quando a água enfraqueceu e Sandslash tocou o solo novamente, rodava no mesmo eixo. Uma nuvem de poeira e areia foi subindo e se espalhando. A terra encharcada e espalhada das escavações de Sandslash virou uma lama grossa que foi aos poucos se afunilando e se espalhando, chegando à Kingdra e o fazendo sentir o chão se desfazer — The foe’s KINGDRA was trapped by Sand Tomb! —. Draco caiu para a frente, de bruços, sem equilíbrio — The foe’s KINGDRA is hurt by Sand Tomb! —. O Sand Tomb havia criado uma armadilha, mas aquilo não impediu que Draco mirasse em Sandslash e apertasse o gatilho.

 

Não deu. O Hydro Pump super-efetivo atingiu Sand que não mais girou naquela arena.

 

Draco continuava a tentar sair daquela areia movediça em que se encontrava. O chão tremeu e uma imensa tempestade de areia formou-se na arena de batalha. Havia uma imensa sombra por entre o vendaval. Um rugido grave fez com que Kingdra pela primeira vez sentisse algum tipo de mau pressentimento.

 

— Eu não pude lutar contra Nadia... Mas eu vou ficar feliz em acabar com você, Draco.

 

Tyranitar, de dentro da areia devido ao Fluxo de Areia**, deu um soco no campo de batalhas, rompendo o chão. A grande quantidade de energia do choque correu em direção de Kingdra, que foi atingido em cheio.

 

— Você aprendeu a brincar um pouquinho... — disse Draco em um claro esforço. — Mas fui eu quem te treinou, eu conheço seus pontos fracos...

 

Kingdra pegou sua pistola e atirou em direção à Tyranitar. A bala atravessou a tormenta de areia e atingiu o ombro da imensa criatura que berrou de dor. Seu rugido fez tremer o chão, não com a mesma intensidade do Earthquake de segundos antes, mas o suficiente para que a estrutura se mexesse e fragmentos de pedra que formavam o campo de batalhas caíssem sob a lava do vulcão que corria agitada embaixo da arena.

 

Kingdra mirou mais uma vez em Tyranitar e puxou o gatilho, mas o disparo não aconteceu. As balas acabaram. Draco arremessou sua pistola para o lado e deu um berro na direção de Tyranitar, deixando todo seu ódio percorrer cada veia de seu corpo e concentrando-se em um único ponto de seu corpo — seu peito —, onde ardia mais do que a queimadura causada por Quilava. O ódio era evidente.

 

Um poderoso raio púrpuro saiu da boca de Draco e percorreu a arena, atingindo Tyranitar no meio do tórax. O impacto do Dragon Pulse o fez cair ao chão e tremer a arena devido ao enorme peso. A estrutura do Ginásio tremeu. Comandante ergueu-se. Sua armadura de pedra resistia aos danos sofridos, mas não duraria para sempre. Tyranitar era grande, mas muito pesado — isso era cobrado em sua velocidade, muito mais lenta. Draco, por sua vez, estava cansado. Ele precisava terminar logo com aquilo, mesmo sem o Hydro Pump, que seria super-efetivo.

 

— Eu vou acabar com você, pivete! Hyper Beam!

Stone Edge!

 

Tyranitar deu uma pisada no chão da arena, quebrando-a no meio e socando os pedaços de concreto, jogando-os na direção de Kingdra que disparava o Hyper Beam. O raio alaranjado atravessou a arena em um piscar de olhos e atingiu Tyranitar em cheio.

 

Comandante caiu para frente e mergulhou em direção ao rio de lava. Kingdra utilizou os fragmentos do Stone Edge para conseguir sair do Sand Tomb.

 

Draco caminhou com dificuldades pelo campo de batalha destruído. Sentia o corpo latejar pelos machucados das batalhas anteriores e mais ainda pela queimadura da batalha contra Quilava. Ao olhar para onde Tyranitar tinha caído, viu bolhas na superfície. Tais bolhas foram se multiplicando e se espalhando e crescendo exponencialmente. Claramente havia alguma movimentação ali dentro.

 

— Impossível...! — exclamou Draco.

 

A lava se espalhou e se dividiu, revelando o conteúdo de seu interior. Tyranitar encarava Kingdra com ódio, mas em seus olhos não havia pupilas — eles estavam completamente brancos. Comandante soltou um rugido raivoso, a lava do vulcão explodiu, começando a correr mais rápido. Tyranitar subiu novamente para o campo de batalha utilizando pedaços da arena para pegar impulso. O Pokémon Armadura caminhou incontrolável para cima de seu oponente, arremessando pedras e pedregulhos. Pegou Kingdra pelo pescoço e atirou em sua cara uma bola imensa de energia, nocauteando o Pokémon imediatamente.

 

Lava escorria do corpo de Comandante, que não parecia sentir absolutamente dor alguma. Vozes gritavam em sua cabeça. Tyranitar passou a esmurrar o Kingdra desmaiado. As vozes continuavam inteligíveis dentro de sua mente. Comandante deu um soco no próprio estômago, tentando fazer cessar as vozes.

 

— TYRANITAR, VOCÊ TEM QUE PARAR COM ISSO! — berrou Ethan para o Pokémon na arena destruída.

 

O Pokémon ajoelhou-se e levou as mãos até a cabeça. Ele berrava, gritava de desespero e seu rugido fazia as estruturas do Ginásio tremerem. As pupilas foram retornando para a os olhos, Tyranitar rosnava, tentava manter o controle da confusão. O Outrage ainda não estava completamente dominado.

 

Ao ver Kingdra completamente desmaiado no chão, Clair caiu de joelhos. Sua expressão era de incredulidade.

 

— N-não... Não pode ser... — sussurrou ela baixinho. — Eu... perdi? Como isso é possível?

 

Ethan tomou cuidado para não cair na lava que continuava a correr com velocidade por debaixo do que antes era a arena de batalhas — agora, perturbadas pela queda de Tyranitar nela. Avançou com pressa até seu Pokémon e agachou em sua frente, chamando seu nome.

 

— Comandante! Ei, Comandante, por favor, você tem que se acalmar...

 

Tyranitar grunhia e rosnava cada vez menos. Olhou para Ethan e tentou erguer-se, mas suas pernas fraquejavam.

 

— Calma, calma... Você não precisa fazer esforço. Vamos ao Centro Pokémon, está bem? — disse o menino ao Tyranitar, pegando sua PokéBola.

 

O Pokémon assentiu com a cabeça. Ethan encostou o botão da esfera bicolor no braço de Tyranitar, que foi sugado pelo raio vermelho para dentro da cápsula.

 

— EU NÃO RECONHEÇO SUA VITÓRIA NO GINÁSIO DE BLACKTHORN! — bradou Clair.

 

Ethan a encarou de forma surpresa.

 

— Mas eu te venci. De forma justa. Por que eu não mereço sua insígnia?

— Porque eu sou uma Dragon Tamer. Eu enfrentei a Elite 4 e só perdi para uma única pessoa nessa vida, o Lance. Não vou deixar um garoto qualquer conquistar a minha insígnia.

 

Ethan permanecia estático. Definitivamente não era a atitude que ele esperaria de Clair.

 

— Pouco antes de nossa batalha, você me disse que um Dragon Tamer de verdade jamais curvará a cabeça. Isso foi evidente em cada um de seus Pokémon, que nem mesmo por um instante recuaram dos golpes de minha equipe inteira. Quando lutamos a primeira vez, você me fez entender que eu precisava respeitar minha equipe de Pokémon para poder fazer uma boa batalha. E agora, você se rebaixa porque não consegue aceitar uma derrota justa.

 

O garoto encarou Clair com firmeza. Não sentia mais medo algum da mulher, apenas pena.

 

— Pode ficar com a sua insígnia. Eu não preciso dela. Sua honra se resume a uma coisa inútil.

 

Ethan se virou pra ir embora, caminhando em direção à saída dos elevadores — agora destruída pela feroz batalha que travara há pouco. Clair retornou seu Kingdra para a PokéBola e a encarou com seriedade.

 

***

 

Quando as portas do Ginásio de Blackthorn se abriram, Forrest já estava próximo, aguardando o menino acompanhado de Elaine e Chase, que estavam visivelmente ansiosos. O moreno correu até Ethan.

 

— E aí, cara? Como foi a batalha? O bairro inteiro tremeu! — exclamou Forrest.

— Deixa eu ver a sua Insígnia? Você vai mostrar pra gente, não vai?! — perguntou Elaine, ansiosa.

— Você diz isso como se não tivéssemos visto um milhão de vezes... — comentou Chase em um sussurro antes de tomar uma cotovelada de sua irmã.

— Eu não peguei a insígnia.

 

Os três emudeceram.

 

— Você perdeu? — questionou Forrest.

— Não. Eu ganhei a batalha, mas a Clair não me reconheceu como merecedor.

— Mas isso não pode acontecer! As regras da Liga Pokémon claramente dizem que-

— Que se danem as regras. Eu fiz o melhor com a minha equipe. Eu não preciso da Insígnia do Ginásio de Blackthorn.

— Mas... E a Liga Pokémon? — perguntou Forrest.

— Eu dou um jeito, cara. Tu não tá treinando pra ser um Líder de Ginásio? Pois então pronto, eu te desafio e ganho a que falta.

— Eu ainda não fiz o teste... — explicou Forrest sem graça coçando a nuca.

— Eu vejo isso depois. Vamos até o Centro Pokémon. Minha equipe merece descanso.

— Eu já acompanho vocês, eu preciso fazer uma ligação — avisou Forrest.

— Ah. Está bem, então — disse Ethan. — Vejo você depois.

 

Os quatro concordaram e seguiram de volta para o Centro Pokémon de Blackthorn.

 

***

 

Já fazia algumas horas que Ethan permanecia na recepção da enfermaria do Centro Pokémon. Os danos no corpo de Tyranitar devido à exposição à lava eram bastante sérios, mas a resistência do próprio Pokémon ao Fogo o impediu de ter machucados piores.

 

Um falatório repentino tomou conta do ambiente. Ethan foi despertado de seus pensamentos pela leve cotovelada de Forrest. Ao olhar para onde o amigo apontava, Ethan deparou-se com Clair aproximando-se com sua capa esvoaçante.

 

— Desafiante Ethan, eis o reconhecimento da sua vitória no Ginásio de Blackthorn.

 

Ethan levantou-se e encarou a mulher.

 

— Eu já disse que não preciso de sua Insígnia. Não precisa dar ela pra mim.

— Não pense que eu estou fazendo isso pra agradar. É meu dever como Líder de Ginásio reconhecer os treinadores habilidosos que consigam derrotar os meus Pokémon.

— Pode ficar. Tá tudo bem, eu consigo outra.

— Pode pegá-la, garoto. Você a merece mais do que qualquer um nessa cidade.

 

Lance aproximou-se da dupla. Com seu sorriso carismático, o ruivo era muito parecido com sua prima, Clair — principalmente pela escolha de usar capas esvoaçantes —. Claro que a sua presença ali já causava rebuliço entre os pacientes e enfermeiros que passavam por aquela ala.

 

— Lance! Que surpresa vê-lo por aqui! — exclamou Ethan.

— Resolvi visitar as raízes, ver pessoas queridas... — comentou o ruivo enquanto passava o braço por cima do ombro de Clair que o removeu no mesmo instante, completamente contrariada. — Como tem passado a senhorita Amanda Green? Tenho certeza de que ela se orgulha em saber que você demonstrou sua força ao conquistar as oito insígnias da região de Johto.

 

Ethan ficou em silêncio por alguns instantes antes de Lance voltar a falar.

 

— Bem, eu e Clair temos coisas importantes para resolver. Pegue a insígnia. Boa sorte no torneio em White City. A Elite 4 terá problemas com treinadores habilidosos como você este ano.

 

Clair aproximou-se de Ethan e estendeu a insígnia negra e triangular, que muito lembrava o rosto de um dragão. A mulher curvou-se na direção do ouvido do rapaz.

 

— Eu não aceitarei você perder para qualquer outra pessoa de agora em diante... Eu vou pessoalmente jogá-lo na lava do meu Ginásio se eu apenas sonhar que você perdeu pra alguém que não a mim.

 

Ethan encarou Clair de forma assustada.

 

— Bem, boa noite a todos — despediu-se Lance, virando-se em direção à saída acompanhado de Clair.

 

Enquanto caminhavam pelos corredores, o ruivo cochichava com a prima.

 

— Gosto de ver você mantendo vivo o orgulho de um Dragon Tamer, mas daqui a pouco ele vai apagar a cidade do mapa... Você já viu o orçamento para a reconstrução da Toca do Dragão, não é? O que o Mestre vai dizer sobre isso, Clair? Não posso ficar sempre vindo do Planalto Índigo pra resolver os seus problemas.

 

Clair se manteve em silêncio por alguns instantes antes de responder.

 

— É muito fácil pra você falar dos meus problemas. Você tem tudo. Você nunca precisou se esforçar pra conseguir as coisas.

— Como não, Clair? Você acha que eu consegui o cargo de chefe do governo subornando quem?

— Quem está falando de dinheiro? Você não entende nada mesmo...

 

Clair acelerou o passo, impedindo Lance de alcançá-la.

 

...

 

Mais tarde aquela noite, Clair permanecia encarando o que havia restado do campo de batalhas de seu Ginásio. Não conseguia segurar as lágrimas de frustração enquanto encarava a Insígnia Nascente na palma de suas mãos.

 


— O segundo colocado será sempre o primeiro perdedor.

 

E arremessou o emblema na arena, que quicou em uma das pedras e despencou rumo ao magma que corria embaixo do campo de batalha.

 

 

 

TO BE CONTINUED...

 

 

*Troca de Pele refere-se à Ability Shed Skin.

**Fluxo de Areia refere-se à Ability Sand Stream.





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  1. Dento, confesso que fiquei surpreendido com a forma como criou este último combate de ginásio: a melhor palavra para o caracterizar é mesmo CRIATIVO E ÚNICO.

    Já me tinha esquecido deste POV dos próprios Pokémon, mas é uma ótima forma de mostrar as suas personalidades individuais e perceber melhor como eles funcionam em equipa e interagem entre si. Gostei especialmente das descrições durante a batalha e de todas as estratégias usadas! Esses pormenores são fundamentais para criar uma disputa acesa e imprevisível para o leitor.

    Parece que o Tyranitar terá de aprender a controlar o Outrage, mas é graças a Ethan que o Pokémon se consegue acalmar. E por falar no nosso protagonista, olha só como ele evoluiu: eu tenho a certeza de que o Ethan do passado faria uma birra caso a Clair não reconhecesse a sua vitória nos tempos anteriores, No entanto, desta vez ele não se preocupa com isso - desde que esteja com os seus companheiros Pokémon, ele conseguirá vencer qualquer Líder de Ginásio e qualificar-se para a Pokémon League.

    Mas Clair volta com a sua decisão atrás e Ethan conquista a sua última badge. E agora, o que vem daí? Eu sei que muito ainda terá que acontecer, portanto... vamos para a frente!

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