Posted by : Dento Dec 19, 2018


Sugestão:
Dark Grovyle
Donnel
Sir Naponielli


Ideia original:
Dento
Sob colaboração de
ShadowZangoose
CanasOminous
Roteiro:
Dento
CanasOminous
Leeca

Produzido por:
Aliança Aventuras
Direção:
A Equipe de Resgate dos Corações de Ouro Ltda. S/A

© 1995-2018 Pokémon™/Nintendo/GAMEFREAK/Creatures Inc./Aliança Aventuras
Todos os direitos reservados.




— Papai, por que não neva no Natal em Johto?


Aquela simples pergunta fez o homem parar de cobrir seu filho e o encarar sem ter uma resposta pronta, assim como todas as vezes.

Era véspera de Natal, e como sempre, as crianças brincaram o dia inteiro. Após a ceia, a família daquele casal se resumiu aos filhos, que agora esperavam deitados o sono chegar, enquanto os demais parentes, entre tios, sobrinhos e primos, já deviam estar no caminho de volta para casa após uma noite esplêndida.

E, como todas as noites, as crianças faziam perguntas que culminavam em novas histórias sendo contadas a elas. Histórias mágicas que sempre envolviam seres místicos.

Pocket Monsters, ou apenas Pokémon. As mágicas criaturas que habitavam aquele mundo em que aquela família vivia, e que inspiravam tantas e tantas histórias.

Afinal, tanto Papai quanto Mamãe eram heróis para seus filhos. Eles foram grandes treinadores Pokémon que viajaram por grandes lugares no mundo conhecendo centenas dessas criaturas e tornaram-se referência às crianças, que queriam, é claro, explorar também todos os continentes que existiam ao lado de seus parceiros de poderes incríveis.

E justamente a história daquela noite, assim como todas, envolvia os Pokémon.  Ou melhor, os tinha como protagonistas.

A mulher entrou no quarto dos filhos, que era decorado com diversas pelúcias de Pokémon, espalhadas pelas estantes, pelo chão e pelas prateleiras pregadas nas paredes. Pelo teto do quarto estavam espalhadas diversas estrelas fluorescentes que brilhavam no escuro e que formavam diversas constelações, dentre elas a favorita das crianças, a de Tauros. Ao ver o marido com a conhecida expressão pensativa, a jovem já sabia o que estaria por vir.

Pensando no bem estar de seu esposo, resolveu intervir.

— Muito bem, queridos, hora de dormir. Papai e eu estamos cansados. Amanhã é o dia de Natal e nós iremos visitar a vovó.

As crianças fizeram um olhar desapontado.

— Ah, mamãe, hoje ficaremos sem ouvir as histórias do papai? — perguntou a menina numa voz chorosa, abraçando com força seu Wobbuffet de pelúcia.
— Tudo bem, querida. Eles só me perguntaram o motivo de não nevar aqui. Está tudo bem, eu consigo.

A mulher ergueu o cenho, curiosa.

— Por que não neva em Johto? Não foi por causa daquele caso envolvendo seu Wobbuffet, meu bem?

Os dois irmãos ergueram as sobrancelhas, espantados.

— O seu Wobbuffet fez parar de nevar em Johto, papai?! — perguntaram em uníssono e ao mesmo tempo.

O homem riu ao ver os gêmeos caírem na resposta inventada da mãe. Ele adorava quando ela o ajudava a elaborar temas para as histórias, principalmente quando eles queriam saber de coisas simples, como o motivo do céu ser azul ou porque chovia, ou simplesmente a razão do sol ser quente.

A cumplicidade daquele jovem casal se refletia nas incríveis histórias que aquelas duas crianças ouviam desde novas.

— Essa história aconteceu há muito tempo atrás. E tudo começou quando um Pokémon de gelo foi encontrado... congelado.

A mulher aproximou-se da outra cama e começou a cobrir a filha, preparando-a para ouvir a história. Por um segundo, repousou o olhar no boné dourado que o marido costumava usar durante a juventude como treinador Pokémon, deixando-se envolver por alguns instantes das incríveis aventuras que viveu com ele quando era mais jovem.

Se deixando levar pela voz do pai, logo cada cena narrada começou a tomar forma na cabeça dos irmãos, como se eles próprios fossem transportados para o mundo em que aquela história se passava.

Fazia frio. A neve cobria cada centímetro do chão e se acoplava em cada canto possível, fazendo com que o branco fosse predominante até além, muito além de onde os olhos podiam ver. O vento frio espantava os Pokémon que costumavam habitar aquela rota, fazendo com que procurassem abrigo ou acima das árvores, longe do chão coberto de neve ou migrando para outras regiões, buscando ir atrás do sol e climas mais quentes.

Um grupo de Pokémon, porém, parecia não se importar com o clima extremo e caminhava solenemente por entre as árvores sem folhas que permaneciam de pé naquele bosque. Aquelas criaturinhas procuravam qualquer sinal de ajuda para que prontamente buscassem socorrer quem quer que fosse. Seu líder, Pichu, um ser amarelo, baixinho com as orelhas pontudas, onde a ponta de uma delas era dividida em três e ouvidos sempre atentos caminhava com Psyduck, um pato alaranjado que sofria de fortes dores de cabeça que nunca cessavam que não escondia o cansaço — e nem poderia, visto que seus pulmões produziam um audível som grave devido à falta de ar que, somada a exaustão, faziam o Pokémon quase desmaiar, possibilidade que era alta principalmente após sair machucado da última missão de resgate, de onde saiu com a nadadeira torcida —, Bulbasaur, segundo no comando do grupo que tinha uma semente nas costas, sempre pronta para atacar e defender os colegas, apesar da cara séria e Magby, um Pokémon de fogo de cara amarrada, visivelmente insatisfeito de estar ali naquele momento.

Aqueles quatro formavam o conhecido grupo da Equipe de Resgate dos Corações de Ouro, patrulheiros das florestas e dos bosques (pelo menos, para eles). O corpo quente de Magby derretia a neve no caminho dos Pokémon, permitindo que eles caminhassem.

— Será que falta muito para a pausa? Eu acho que vou pegar uma gripe se continuar aqui fora por mais algum tempo... — reclamou um Psyduck manco.
— Não é só você... Quero voltar logo pra nossa cabana, de onde a gente não deveria ter saído PRA COMEÇAR! — Magby realmente não estava nada feliz.
— Acho que não ajudou muito ter mergulhado naquele lago... Onde já se viu um Magikarp não saber nadar? Sobrou pra mim entrar na água congelada para resgatá-lo...
— Você é o Pokémon aquático da nossa trupe, companheiro. Resgatar Pokémon embaixo d’água é sua área.
— É, apesar de que sair com a pata machucada não foi nada legal...
— Hey, Psyduck, se um pato perder a pata ele fica viúvo ou manco?

Psyduck pareceu não entender a piada de Magby.

— Pera aí, de que pata estamos falando?

Magby fechou a cara, completamente frustrado.

— Esqueci que você é burro que nem uma porta. Prefiro quando você fica reclamando do serviço.
— Desde que começamos o nosso grupo, todos tiveram ciência de que, faça chuva ou faça sol, estaríamos dispostos a trabalhar para ajudar a todos os que precisassem. Não reclamem de um friozinho de nada — advertiu Bulbasaur, que auxiliava Psyduck durante a caminhada, ajudando o parceiro a se equilibrar.

Todos permaneceram em silêncio. O grupo voltou a caminhar, mas Magby continuou parado, olhando para as costas do Bulbasaur.

— O objetivo da equipe é realmente resgatar Pokémon que precisem de ajuda, mas... Por acaso, neste momento NÃO TEM NENHUM POKÉMON POR AQUI!
...POR AQUI!
...POR AQUI!
...POR AQUI!

A voz de Magby ecoava solitária por entre o bosque congelado.

— Eu também acho. Se nós fôssemos humanos, nem estaríamos trabalhando... — suspirou Psyduck.
— Provavelmente estaríamos numa casa confortável enchendo o bucho, ao lado de uma árvore de Natal imensa... — delirou Magby.

Bulbasaur tentou não perder a paciência.

— Pelo menos a vantagem de ser um Pokémon é poder usar um Sleep Powder e fazer vocês pararem de encher o saco. O que acha, Pichu?

Todos os demais voltaram sua atenção para o líder, Pichu, que não havia dado uma única palavra sequer desde o início daquela patrulha.

— Pichu? Você está bem? — a voz de Bulbasaur tentou chamar a atenção do Pokémon, mas o mesmo não respondeu. Encarava um ponto fixo e mexia suas orelhas, tentando ouvir algo que os demais não ouviam.
— Tem alguma coisa errada... — comentou Pichu de forma séria.

Os outros três silenciaram-se imediatamente. Focaram sua atenção na área ao redor, que aparentemente permanecia calma.

— Eu não vejo nada... — comentou Bulbasaur, tentando concentrar-se nos menores ruídos possíveis que podiam estar sendo produzidos.

Quase inaudível, um murmúrio foi ouvido pelo grupo. Nenhum dos quatro Pokémon conseguiu de forma imediata descobrir de onde ele estava sendo originado, então caminharam cautelosamente em direções diferentes para tentar descobrir de onde vinha. O murmúrio abafado ficava cada vez mais concentrado na frente de Magby, a medida em que o Pokémon se aproximava de um grande volume de neve acumulada de forma estranha, como se tivesse coberto uma imensa pedra.


— Gente, acho que isso não é uma pedra gigante... — comentou Magby, observando o estranho acúmulo mais de perto.

Ao derreter a neve com cuidado, logo os Pokémon soltaram uma exclamação audível. Aquela pedra estranha, na verdade, era um Pokémon com uma pele roxa, que nenhum deles sabia se era devido ao contato com o gelo ou se era sua cor natural, e se assemelhava a uma figura humana — até usava um belíssimo vestido vermelho. O que chamava a atenção, no entanto era a expressão de espanto que a criatura fazia, como se estivesse encarando algo terrível.

— Quem é esse Pokémon? — questionou Magby.
— É o Pikachu! — exclamou Psyduck.
— Claro que não! Se for um Pikachu, eu me recuso a evoluir... — comentou Pichu olhando com certa aversão a pele enrugada e escura daquele misterioso Pokémon.
— Acho melhor levá-la para nossa cabana, afinal não sabemos quem ela é e nem como veio parar aqui. Para descobrirmos, precisaremos fazê-la acordar primeiro — Bulbasaur aproximou-se do corpo estirado do Pokémon e tentou erguê-lo. — Vamos, equipe, me dêem uma forcinha aqui.

Os quatro Pokémon se juntaram para tentar erguer o corpo do Pokémon congelado, mas era demasiado pesado para eles.

— Psyduck, vai ficar mais fácil com você levitando o corpo! Use o seu ataque Confusion — pediu Pichu ao companheiro.

Psyduck levou as patas à cabeça e concentrou-se em seus poderes psíquicos. Apesar de ser um pato aquático, o Pokémon acreditava veementemente que tinha poderes sobrenaturais. As íris de seus olhos foram substituídas por um brilho azul, a mesma cor da aura que envolveu o corpo do Pokémon congelado à sua frente, levitando-o alguns centímetros do chão, suficiente para que Bulbasaur, Pichu e Magby pudessem se posicionar embaixo do corpo e erguer suas patinhas (Bulbasaur utilizava seu Vine Whip para envolver o Pokémon) para carregá-lo de volta para a Base Secreta onde o grupo se reunia.

A cabana da Equipe de Resgate dos Corações de Ouro fora construída com muito esmero no topo da colina próximo à rota completamente tomada pela neve. Era feita basicamente de madeira e cipós que protegia os Pokémon das condições climáticas e de predadores que passavam por ali. Além do mais, sua localização permitia uma vista privilegiada dos arredores, permitindo que o grupo pudesse rapidamente ter ciência do que acontecia e prontamente se preparar para qualquer situação.

Dentro, uma decoração simplória dava todo um charme. Não havia cômodos. Quatro camas dividiam espaço com uma mesa de madeira com quatro cadeiras com uma cesta de Apricorns em cima, uma lareira e duas janelas com cortinas feitas de seda de Caterpie. A cabana era simples, mas bastante aconchegante. Tudo o que aqueles Pokémon tinham de material era apenas eles próprios, as conversas durante as madrugadas, as brigas e discordâncias comuns em uma relação longa e, principalmente, o elo de amizade que ligava cada um deles.


Duas camas foram juntadas para que coubesse o corpo do Pokémon congelado.

— Como a gente sabe que tá vivo? — perguntou Psyduck, olhando desconfiado para o corpo do Pokémon resgatado tentando perceber algum sinal vital sem que precisasse chegar muito perto.
— Bem, esse Pokémon continua emitindo um barulho estranho, igual você quando dorme, só que menos irritante — comparou Magby.
— O que vamos fazer? — quis saber Bulbasaur.

Pichu aproximou-se do Pokémon e o analisou cautelosamente. Pensou por alguns instantes antes de virar para seus companheiros.

— Acho que a coisa mais óbvia a se fazer nesse momento é avisar à polícia.

Bulbasaur, Psyduck e Magby olharam entre si com as sobrancelhas arqueadas em completa surpresa.

— Envolver a polícia? Mas não é perigoso? — perguntou Bulbasaur com um visível temor na voz.
— Perigoso por quê? — indagou Pichu.
— Eles podem achar que quem congelou esse Pokémon foi um de nós...

Pichu pareceu refletir por um momento.

— Mas nenhum de nós tem golpes de Gelo, não é verdade? Então eu acredito que não temos nada a temer. É só contar a verdade, afinal, nós realmente encontramos esse Pokémon congelado enquanto vagávamos pela floresta deserta na antevéspera de Natal procurando resgatar algum Pokémon necessitado.

Magby aproximou-se do ouvido de Psyduck.

— Se tem um discurso mais suspeito do que esse, eu acho que desconheço...

Bulbasaur caminhou na direção de Pichu e sorriu.

— Bem, se é isso que você quer fazer, então eu apoio completamente! Mas ao mesmo tempo, alguém precisa ficar cuidando desse Pokémon... Afinal, nem sabemos o seu nome.
— Não se preocupem, eu irei sozinho. Fiquem aqui e façam o possível para que esse Pokémon fique bem.

Pichu despediu-se dos companheiros batendo uma continência e saindo pela porta de madeira, encarando o frio e o gelo do lado de fora.

— Será que ele vai ficar bem? — perguntou Psyduck.
— Ele sabe o que faz — respondeu Bulbasaur, voltando a atenção ao Pokémon deitado em sua cama.

***

A delegacia de polícia, localizada a alguns bons minutos de caminhada da cabana onde a Equipe de Resgate dos Corações de Ouro fazia sua morada, estava uma bagunça. Telefones gritavam, Growlithes andavam apressados de um lado ao outro, policiais vociferavam uns contra os outros e um caos irremediável tomava conta do ambiente. Pichu mal conseguia ouvir seus próprios pensamentos quando se dirigiu a uma Furret recepcionista visivelmente estressada com a imensa demanda de trabalho.

— Com licença, eu precisava fazer um boletim de ocorrência.
— Desculpa, senhor, nós estamos bastante atarefados por aqui. É alguma emergência?
— Bem, eu acho que sim...
— Muito bem, aguarde, por favor. Assim que possível, lhe chamarei — avisou Furret sem tirar os olhos da máquina de datilografia.

Pichu se dirigiu para algumas cadeiras próximas da recepção e percebeu um Pokémon azul sentado. Com a cara fechada e fumando um charuto enorme, o estranho lia um papel que tinha a foto de um cara barbudo. Seus olhos eram cobertos pelo chapéu negro que utilizava, o que fazia sua identidade ser um verdadeiro mistério para o pequeno Pokémon amarelo, que aproximou-se daquele cidadão peculiar.

— Com licença, posso me sentar aí? — perguntou Pichu apontando para uma cadeira vazia ao lado do Pokémon azul.
— Eu não faço ideia do motivo que o traz até aqui, garoto, mas pode ter certeza que esta delegacia não é lugar para crianças como você — a voz grave do Pokémon fez Pichu soltar uma exclamação audível.
— M... Me desculpe, senhor! Eu estou aqui para prestar queixa sobre um Pokémon, eu não queria atrapalhar.
— Prestar queixa? Acho que você vai ter que voltar outro dia... Esses Pokémon estão preocupados demais em procurar Papai Noel...
— Papai Noel? — Pichu pareceu não entender.

O homem estendeu o papel que lia para Pichu, que o olhou com atenção.



— HEIN? O PAPAI NOEL DESAPARECEU?!

O Pokémon misterioso deu uma risadinha.

— Só uma criança pra acreditar numa coisa assim... Mas sim, é o que dizem os boatos.

Pichu continuou a encarar o documento com uma expressão incrédula.

— O Natal é daqui a dois dias... Como é que as pessoas vão ganhar presentes?
— A pergunta correta a se fazer é: Será que as pessoas vão deixar de ser idiotas e pararão de acreditar em fantasias? Tch.

Pichu o olhou curioso.

— Você não acredita em Papai Noel?

O Pokémon azul deu uma sonora gargalhada.

— Garoto, eu sou o maior detetive do mundo Pokémon. Se Papai Noel existir, eu não me chamo Wobbuffet.

Um Graveler aproximou-se da dupla e dirigiu-se até Wobbuffet.

— De novo com esse papo de super detetive? Eu já teria desistido de passar vergonha, se fosse você.

Wobbuffet virou a cara e deu uma profunda tragada em seu charuto.

— Não é super detetive, é o maior detetive. Você que acredita em Papai Noel e eu que passo vergonha.

Os quatro poderosos punhos de Graveler se fecharam ameaçadoramente.

— Eu só não te espanco porque estou no meu horário de trabalho...
— Trabalho esse que não te ocupa o bastante, visto que está aqui sem fazer nada. Fico imaginando o que seus superiores diriam ao ver essa cena — provocou Wobbuffet de forma cínica.

Graveler fuzilou o Pokémon azul com o olhar. Queria esganá-lo até sua cabeça explodir em milhares de pedacinhos. Notou a presença de Pichu, fazendo-o mudar sua postura imediatamente.

— O que faz aqui, baixinho? Se perdeu da sua mãe?
— Não, senhor. Eu vim fazer um boletim de ocorrência.
— Boletim de ocorrência? Você não é muito novo pra fazer essas coisas?
— Encontrei um Pokémon congelado na floresta ainda a pouco e não sabemos o seu nome.

Graveler ergueu as sobrancelhas.

— Um Pokémon congelado? Eu até iria perguntar o que um baixinho como você estava fazendo andando por aí debaixo de toda essa neve, mas vamos pular essa parte por enquanto. Pode me dizer as características desse Pokémon?
— Ela tem a pele roxa, está usando um vestido vermelho, tem cabelo loiro... E ah! Tem os lábios grandões ashim — Pichu fez um biquinho para tentar ilustrar.

Wobbuffet e Graveler se encararam de forma séria.

— Pera aí... Com essa descrição, será que poderia ser a Jynx? — questionou o Pokémon azul.
— A assistente do Papai Noel que também sumiu recentemente? Só pode ser.

O Pokémon azul soltou um sorriso sarcástico.

— O que foi? — perguntou Graveler.
— Um Pokémon de Gelo achado congelado numa estrada coberta de neve. Que Jynxperdício...

Graveler massageou a têmpora, com a paciência completamente esgotada.

— Você realmente fez essa piada?

Pichu encarou os dois com uma expressão confusa.

— Eu não entendi.


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{ 14 comentários... read them below or Comment }

  1. Cara, lá vamos nós com esse especial que você veio tramando há semanas. Eu até fico lisonjeado com os créditos que você me deu por colaboração, sendo que eu apenas disse que seria legal você levar pra frente a ideia que você mesmo teve do Wobbuffet detetive kkkk

    Equipe de Resgate dos Corações de Ouro, quanto tempo desde a última vez que ouvimos falar deles. E agora teremos um especial dedicado a esses guerreirinhos (talvez só o Grovy vai pegar essa referência) pra poder já ir entrando no clima de Natal. Eu não sou o tipo de pessoa que se esforça pra fazer as coisas em família e tals, mas essa época de fim de ano é boa porque traz uma vibe legal.

    O Papai Noel sumiu? Isso é uma situação grave! Os comerciais da Coca-Cola ainda não foram gravados! Alguém chame as autoridades! O Natal está em perigo! Ou não, eles têm os ursos polares que são daora também...

    Sinceramente, essa ideia de sair no meio da neve procurando gente que precisa de ajuda que você nem sabe se realmente existe... Nesse ponto eu tô fechado em 100% com o Magby. Dava pra ter ficado em casa comendo uma Pringles (no Natal pode fazer um rombo no orçamento que a gente só vai conseguir terminar de pagar em Março, é uma ocasião especial).

    Bem, eu quero só ver onde isso vai dar. O Wobbuffet vai acabar saindo pra investigar algo no qual ele sequer acredita. Creio que ele vai com a intenção de provar pra todos que é mentira, que tá todo mundo delirando ou achando que fazem parte de algum tipo de filme, sei lá kkkkkkkkkkkk

    Enfim, só com o tempo vamos saber a verdade. :v

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    1. Yo, Shadow!

      O fato de você ter me incentivado a começar a escrever esse especial ajudou DEMAIS! Entre diversas ideias possíveis, você ter me ajudado a escolher essa e também a ter uma base sobre os personagens já te dá todo o crédito do mundo!

      A Equipe de Resgate dos Corações de Ouro estão de volta! Meus bichinhos favoritos brilham mais uma vez nessa história muito bizarra e maluca. Poder trabalhar com eles mais uma vez me deixa muito feliz, afinal, a primeira aparição deles lá em Coração de Ouro foi muito bem aceita! E apesar de AeJ não ter as guildas, sempre é muito bom poder ter a liberdade de poder se trabalhar com os Pokémon em si, e esse especial reflete muito bem isso.

      Natal não é Natal sem especial do Roberto Carlos e sem Papai Noel. Se um dos dois some, já era, o mundo entra em colapso! Mas como eu sou louco da cabeça, foi justamente esse o tema que eu escolhi pra poder elaborar esse enredo.

      De acordo com as más línguas, Magby é um Pokémon cuja personalidade é inspirada na sua, então acabo não me surpreendendo com seu fechamento com ele. HEAUHEUEAHUEA Apesar de que eu também concordo. Trabalhar no Natal... Ninguém merece. Sair debaixo das cobertas então? Nem pensar!

      Estou também curioso pra saber como isso vai terminar. Apesar de ter concluído essa primeira parte, eu vou acabar descobrindo junto com vocês todo o desenrolar da investigação, e isso é o mais legal.

      Vamos nos surpreender juntos! Hehehe

      Espero que se divirta!

      See ya!

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  2. Mano Dento, vende dessa que é boa.

    Cara, o que eu amei aqui foram as piadinhas que ocorrem durante o capítulo, algumas que inclusive fariam sociólogos roer as calças dizendo que é preconceito. Mas sério, vocês bolaram bem isso daí.

    Mas esse Wobbuffet promete, e muito! Ansioso para vê-lo em ação.

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    1. Yo, Sir!

      Esse especial nasceu pra eu poder colocar minhas piadinhas ruins sem ser julgado pela sociedade. EAAUEHUEAHUEAHEAUH Eu sinceramente fico feliz que você tenha aprovado e gostado!

      Espero que continue curtindo! (>~<)7

      See ya!

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  3. Hey Dento,Tudo suave na fada do link(navi)?:v

    O especial de natal saiu,e que especial não é mesmo?Tem até créditos e meu nickzinho ali mesmo que eu não tenha ajudado em quase nada :y

    Que bacana ver a idéia que surgiu de uma das noites de conversa e zoeira sobre faróis e protagonistas que morrem sendo colocada em prática(zoeira essa que você já deve ter se cansado pq são sempre as mesmas piadas com faróis caindo já que eu não sou nada criativo)e ter ficado tão bacana,e é só o primeiro ato ainda


    Cara que começo legal,tem bem aquele clima de natal,ou pelo menos o clima de filmes de natal já que aqui o natal é que nem em Jotho,sem neve,mas dá pra se identificar melhor com eles huahsuahs

    Esse casal,quem são eles?Eles existem na AeJ?É um universo paralelo?Tantas teorias,mas eu tenho uma,é uma soma simples:Boné Dourado+Treinador com Wobbuffet=Ethan
    A mãe deles não teve nenhuma pista,ainda,mas se for o Ethan é a Amy,certeza,ETHAMY É REAL,pelo menos em nossos corações

    E temos a volta da Equipe de Resgate dos Corações de Ouro,saudades deles,eles são legais,quanto tempo não vemos eles produção?

    Cara,como eu adoro trocadilhos,eu já disse isso?Não sei,mas você já deve ter percebido que de vez em sempre eu mando algum trocadilho sem graça junto com o Napo :v

    Pele roxa,hummm,meu primeiro palpite seria o Thanos ou o Mestre Ancião mas depois do vestido vermelho só sobrou a Jynx.

    Jynx essa que estava presa no gelo em Jotho,longe de sua região natal o que explica eles não a reconhecerem.

    E temos Wobbuffet interagindo com o Pichu,pichu esse que é a coisinha mais fofa do mundo fazendo bico e dizendo ashim,cara eu realmente não lembro se o especial começou a ser escrito antes ou depois do "evento" dos detetives do grupo,se foi depois era um mega Easter Egg seu usando aquela foto do Wobbuffet detetive huahsuahsuas

    Também teve o papai noel que desapareceu,isso é estranho,mas ainda é meio cedo para teorias,porém vai acontecer algo muito grande pro Wobbuffet fazer parar de nevar em Jotho.

    See Ya

    Ps:Mano,a Jynx estava preso no gelo,e ela foi salva,então ela de certa forma esperava que alguém salvasse ela,então ela é uma Aguardente Jynx?

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    1. Dark, desculpa comentar seu comentário mas é que notei que tu acha que é o Ethan e a Amy, mas cara, eu pensei algo um pouquinho diferente,porque ... Eu acho que são a mãe e o pai do Ethan! E uma irmã que ele nunca conheceu...

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    2. Mas o Ethan nunca conheceu o pai dele,só quando ele voltou no tempo,só se fosse o avô do Ethan que usava o mesmo boné :v

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    3. Yo, Dark!

      É como disse pro Shadow, eu não dou créditos de graça. Você sugeriu que AeJ tivesse um especial de Natal, então, ele nasceu. Então, se esse especial existe, é graças à você.

      Fico feliz de ter conseguido fazer esse clima natalino! É a primeira vez que faço algo assim, e ter conseguido acertar me deixa bastante feliz.

      Propositalmente, AeJ é uma história aberta. Então há espaço na história para que os leitores sintam-se a vontade para poder fazer quaisquer tipo de teorias da conspiração que queiram! Os pais mostrados aqui não terão seus nomes revelados, já adianto, ainda que fique óbvio pra alguns quem são eles. HAUEHEAUHAUHE

      SIM! A Equipe de Resgate dos Corações de Ouro está de volta! Desde o final de Coração de Ouro, tem 2 anos, que não os vemos. E agora, estrelando o próprio especial! Quem diria?

      Como eu disse acima, esse especial me dá liberdade pra colocar todas as minhas piadas ruins de uma vez. Afinal, seria um JYNXPERDÍCIO não fazer isso.

      Wobbuffet e Pichu, que dupla, hein? Tão opostos e tão complementares um ao outro! Espero conseguir fazer uma boa química entre eles. O especial começou a ser escrito DEPOIS, mas acabou virando ao mesmo tempo um Easter Egg. MISTÉRIOS QUE SÓ A EQUIPE DE RESGATE DOS CORAÇÕES DE OURO PODERÁ INVESTIGAR!

      Sim, o Papai Noel sumiu, e a neve vai parar de cair. Deve ser obra dos Iluminattis!

      Espero que você continue curtindo!

      See ya!

      PS: Naponielli, Dark, continuem com as teorias, me divirto muito com elas. Hehehe

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  4. ADOREI ESSE ESPECIAL!
    Agora todo aquele debate que tivemos sobre geografia faz sentido! AUSHAUSHAUSHAUHSAUHUS

    Adorei o clima da história e como você consegue fazer ele fluir em diferentes momentos, uma hora é alegre e divertido com a equipe, que apesar de bem diferente parece muito bem entrosada (E EU AMEI A CONEXÃO QUE ELES TÊM) e quando chega o nosso MAIOR DETETIVE DO MUNDO eu só enxergava um filme NOIR, então acho que ficou muito bem trabalhado.

    Gostei também da dualidade que é uma história que você nos conta, de uma equipe que realmente existe, mas ao mesmo tempo é um conto de ninar para as crianças aí. Então tiremos nossas próprias conclusões.

    Espero o próximo ato! WOBBUFFET TACANDO-LHE MIRROR COAT NA NEVASCA E JOGANDO TUDO EM SINNOH!

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    1. Yo, Kill!

      Fico feliz que você tenha gostado!

      Nada é por acaso. Muito menos as coisas que eu pergunto. EHUEAHUEHUEAHA

      Fico aliviado em saber que o clima da história está certinho. Às vezes bate um desespero de escrever algo e sair forçado, sabe? Ler que você conseguiu se identificar com todos esses personagens (e como sempre, em AeJ, são muitos!) me deixa satisfeito com o trabalho realizado e motivado pra escrever as continuações.

      Sempre fica aberto as teorias das conspirações, eu amo, inclusive. Se essa história é paralela com AeJ, se é fictícia, se aconteceu ou não é uma coisa que eu não pretendo contar. Vocês que lêem têm total liberdade pra poder pirar nessas teorias absurdas, eu me divirto demais lendo elas. kkkk

      Espero que continue se surpreendendo, E TODOS SAÚDEM O MAIOR DETETIVE DO UNIVERSO, WOBBUFFET! (>~<)7

      See ya!

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  5. São tantos nomes que te ajudaram na construção desse especial! Tantas influências para cá e para lá, se você tivesse se isolado para escrever tudo sozinho, não teria saído algo tão bacana e sincero. Esses pontos de vista e inspirações diferentes colaboraram com a já existente magia que só sua escrita consegue cara, fico muito feliz de poder ter feito parte disso. Eu acho que não cheguei a ler o primeiro especial dos Corações de Ouro, então está sendo tudo muito novo para mim, cada um tem uma personalidade boa o suficiente para explorar, do Psyduck lerdão até o Magby putasso, mas ainda de forma que dê espaço para todos os outros personagens da história como vilões e o próprio Wobbuffet também brilharem.

    Uma das coisas que mais me deixa contente é lembrar de quando você veio em casa e disse: "Cara, estou travado nesse ponto, não tá indo pra frente." Mas então você me explicou o que tinha planejado e tudo me pareceu tão claro! Digo, você tinha a história inteira perfeitamente criada na sua menta, talvez só não tenha enxergado, por isso precisava de alguém pra dar uma luzinha e mostrar onde encaixar as peças. Desde o começo me surpreendi com as doideiras que envolvem um conto infantil, um Wobbuffet com pinta de fodão e o desaparecimento de um velho que nem existe kkkk (ou existe?) Pô, você teve cuidado até com o cartaz! Está de parabéns, o que começou sendo algo pequeno para descontrair antes do natal vai acabar se tornando o brilho desse final de ano. Se nos esforçarmos, acho que dá pra sair mais um, hein?

    Estou adorando ver as teorias sobre os personagens do começo kkkk Tudo planejado nos mínimos detalhes! E falando em detalhes, já deixei registrado que as descrições como a pequena cesta de Apricorns, a cortina de seda e as estrelas no teto são coisinhas que fazem o meu coração se aquecer :3 É disso que gosto! Mal posso esperar para ver mais piadas fora de hora com esse Wobbuffet, isso é tão DENTO hahh Obrigado por compartilhar suas ideias comigo e aceitar as sugestões, essas reuniões estão rendendo muita coisa boa!

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    1. Yo, Canas!

      Nenhuma história que eu escrevo, faço sozinho. Até mesmo as nossas histórias da Aliança, são tantas e todas se escrevem com diversas colaborações - nossas e dos leitores. E eu acho isso tudo muito mágico, afinal, como este próprio especial, cinco minutos de uma boa conversa já bastam para que as coisas se destrinchem de uma maneira incrível. Johto é um desses exemplos. Eu sempre fiz questão de frisar que, desde o primeiro capítulo, AeJ tem diversos colaboradores, os que já não mais estão conosco, os que vivem com a gente e aqueles que passaram apenas uma única vez, mas já deixaram sua marca em alguma linha ou parágrafo de cada texto em cada capítulo até aqui, e me orgulho demais por isso. São várias vidas que estão contando sobre várias vidas. Talvez por isso eu tenha um carinho tão especial por essa história, por saber que cada vírgula, cada letra é uma parte especial minha ou de alguém que se une para formar um mundo tão bonito quanto este em que nossos personagens vivem.

      AeJ não seria o mesmo se não fosse por você, e sabe disso. E agora eu tive a oportunidade de realizar uma meta de vida, que é abrir as portas de Johto para que você pudesse, definitivamente, invadir e trazer sua magia de vez. Afinal, após tanto eu flertar com Sinnoh usando batatas gratinadas (a especialidade culinária do Forrest) e até mesmo trazendo personagens suas pra cá (sdds, Vivian :c), poder dizer que CanasOminous é co-autor de muitas passagens de AeJ é um orgulho imenso pra mim. Obrigado! <3

      Fico MUITO feliz por você existir na minha vida e por sempre se propor a me ajudar a poder dar existência na vida de tantos personagens.

      Arigatou gozaimasu, Takiyaki-senpai!

      See ya!

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  6. Eae

    Ótimo primeiro ato.
    Gostei muito da apresentação dos protagonistas. Gostei da personidade de cada um.
    Como esse grupinho vai fazer parar de nevar? Olha, não tenho ideia
    Como foi o primeiro ato e não sei comentar, não tenho muito o que falar, mas devo dizer que essa história promete.
    Pichu muito fofinho >_<
    Acho que é isso, demorei um pouco para ler, mas eu realmente gostei.

    Espero ansioso o próximo capítulo!

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    1. Yo, Alefu!

      Fico muito feliz que tenha gostado!

      Me alegra saber que eu consegui fazer, apesar dos muitos personagens, cada um com sua própria e única personalidade, sem que cada uma dessas fosse confundida com as demais.

      Bem, eu já tenho uma ideia de como isso aconteceu, mas não tenho a mínima noção de como eu vou escrever HEUAHUEAHAEUH. Vai ser divertido, afinal, eu vou descobrir junto com você, que lê a história. Vamos nos surpreender juntos!

      Pichu é meu favorito, apesar de ter o Wobbuffet como supremo na minha vida. Não te julgo. kkkk

      Espero que continue curtindo e se surpreendendo!

      See ya!

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