Posted by : Dento Apr 2, 2020





Cidade de Blackthorn, Centro Pokémon, quarto 25, sexta-feira, dia 7 de Junho, 11:24h.

Ethan continuava a olhar as seis PokéBolas em cima do criado-mudo ao lado de sua cama. Milhares de coisas passavam em sua cabeça, mas a principal de todas elas era: Como ele havia perdido o controle de seus Pokémon? Por que eles passaram a não obedecê-lo? O que ele havia feito de errado? O pior de tudo isso era saber que era em Blackthorn que seu último desafio se encontrava antes de enfrentar a Liga Pokémon no começo do ano que vem. Justo agora, seus companheiros insistiam em não lhe dar ouvidos.

A última vez que o garoto ficara dessa maneira havia sido há algumas semanas, quando enfrentou a Equipe Rocket em seu esconderijo subterrâneo na Cidade de Mahogany, onde viu Pryce quase perder a vida. Apesar da vantagem em saber que a líder do Ginásio de Blackthorn, Clair, havia lutado a seu lado naquele dia e saber que ela utilizava o Tipo Dragão, o fato de não ter o controle de seus Pokémon há alguns dias o deixava preocupado.

Será que ele seria deixado na mão justo naquele momento crítico?

O garoto suspirou, levantou-se da cama, recolheu suas PokéBolas e retirou-se do quarto, deixando-o completamente vazio. Amy e Forrest não se encontravam presentes ali desde as primeiras horas da manhã, mas Ethan estava com a cabeça cheia demais para se importar para onde seu amigo levava sua namorada.

Ethan ainda calçava seus chinelos brancos e pela primeira vez não se importou em sair com os cabelos desarrumados do Centro Pokémon — o que seria motivo de sermão por parte de dona Marieta, caso ela visse aquilo. A cidade era cercada por montanhas, o que a fazia ser tocada constantemente pelo vento que soprava para o sul, onde em uma breve olhada no mapa geográfico da Região de Johto, podia-se notar a localização da Cidade de New Bark, terra natal do garoto, e de onde se dizia partir para as demais localidades da região, como um grande funil natural. Blackthorn ainda mantinha as características histórias do vale onde foi fundada, como um grande rio que cruzava a cidade de um canto ao outro, acompanhado por uma vasta floresta que rasgava as construções de pedra e granito da cidade e onde os prédios não eram mais altos do que as montanhas que a cercavam. O sol podia ser visto de qualquer lugar e sempre havia uma árvore em cada esquina para aliviar o calor que fazia.

Porém, não seria a beleza da cidade histórica ou o belo dia quente que faria Ethan mudar seu humor.

O garoto caminhava seguindo as placas que indicavam a direção da Toca do Dragão, um ponto turístico famoso da cidade que reunia os maiores treinadores de Blackthorn. Todos eles exibiam seus Pokémon do Tipo Dragão e treinavam juntos, disputando e medindo forças como adolescentes inconsequentes bancados pelos pais. Ao perguntar para Forrest o que ele poderia fazer para se reaproximar de seus Pokémon, a resposta foi simples.

— Você já pensou em fazer um programa junto com eles?

O garoto olhou o moreno com uma expressão confusa. Sentou-se na cama em seu quarto no Centro Pokémon e olhou para os amigos. Amy estava debruçada na janela, olhando a chuva leve que caia e as nuvens cinzentas que cobriam as montanhas que enfeitavam a paisagem para todo lugar que se via. Forrest permanecia deitado, de barriga para cima e as mãos cruzadas, debaixo de sua cabeça.

— Como assim?
— Você só tem usado seus Pokémon em batalha ultimamente. Quando foi a última vez que você, sei lá, brincou com eles? — questionou Amy.

Ethan não respondeu.

— Você reclama que seus Pokémon se tornaram desobedientes, mas você mesmo não parece se esforçar para ganhar o respeito deles — comentou Forrest.

O garoto cruzou os braços, incomodado com o comentário.

— E o que vocês querem que eu faça?
— Não somos nós que temos que resolver isso por você, cara. Mas, eu posso te dar uma luz. Sei que aqui na cidade tem um lugar próximo do Ginásio chamado “Toca do Dragão”. Por que não passa um tempo com seus Pokémon lá? Fiquei sabendo que eles têm umas saunas maneiras — disse o moreno.

Perdido em pensamentos, Ethan mal notou quando alcançou a entrada da Toca do Dragão. Havia duas entradas principais: A maior delas, por onde Ethan deveria entrar, era a exclusiva dos visitantes, onde a fila de pessoas dentro das lojinhas de lembrancinhas e apetrechos se estendia por alguns metros. A segunda, era uma porta menor, protegida por dois Machokes, que impediriam qualquer pessoa não-autorizada a prosseguir pelo o que for que estivesse atrás dela.

O garoto entrou pela porta principal e se orientou pelas placas em direção à sauna. Viu que estava no caminho certo quando percebeu uma nuvem de vapor tomando conta dos corredores. Para se usar a sauna, o usuário tinha de ir a um balcão do lado de fora das salas onde se encontravam as saunas propriamente ditas. Apesar de ter em um primeiro momento se assustado com o valor da sessão, o garoto retirou a carteira e efetuou o pagamento.

A recepcionista o orientou a ir tirar as roupas em um vestiário próximo. Ethan assim o fez, saindo da cabine apenas sem a camiseta, vestindo seus shorts e o par de chinelos brancos.  Foi alertado pela recepcionista de que teria de entrar no espaço descalço, então o garoto colocou o calçado nas sapateiras disponíveis próximas à porta. Ethan respirou fundo e sacou suas seis PokéBolas do bolso. Quilava, Sandslash, Wobbuffet, Pupitar, Magneton e Nidorino se encararam antes de olhar para seu treinador que os observava ansioso.

— Bem, trouxe vocês aqui para que possamos relaxar. Afinal, a última batalha de Ginásio está chegando e acho que estamos todos bem estressados... Então, por que não entramos nessa sauna? Não se preocupem, Sand e Pupitar, é sauna seca, vocês não vão se molhar.

O garoto entrou na sala e os seis Pokémon o seguiram. Era uma sala espaçosa, com bancos de madeira, muita fumaça e pouca umidade. O cheiro de citronela foi a mensagem de boas-vindas recebida por eles. Ethan timidamente escolheu um lugar para se sentar, haviam outras pessoas na sala. Passou de cabeça baixa, não percebeu um velho conhecido reparando em sua chegada.

— Até você veio pra cá, garoto?

Ethan parou abruptamente. Ao olhar para a fonte daquela voz, ele não deixou de soltar uma exclamação alta.

— Eusine?!

O homem estava seminu, vestindo uma cueca roxa com a imagem de Suicune estampada. Uma toalha branca jazia sob seu pescoço enquanto gotas de suor escorriam em cada centímetro de sua pele. O homem levantou-se e se dirigiu ao garoto.

— Você está de folga também? A última vez que ouvi falar de você, você estava trabalhando com a Equipe Rocket.
— Eu só vim... Passar um tempo com meus Pokémon... — respondeu Ethan, constrangido.

O suado Eusine aproximava-se cada vez mais do garoto, que dava um passo para trás a cada um pra frente dado pelo homem. Os Pokémon de Ethan pareciam se divertir com a cena.

— Foi muito bom te ver, a propósito. Eu descobri que Suicune foi visto nos arredores da cidade e vim atrás dele como sempre. Mas como ninguém é de ferro, claro que eu acabei tirando umas horinhas pra cuidar da pele. Sabe como é, às vezes dá trabalho ser bonito — gabou-se o homem, dando uma risada forçada.
— É, né? — respondeu Ethan.
— Deu meu tempo. Nos vemos por aí, garoto.

O homem deu as costas e Ethan não pôde deixar de reparar na cueca roxa encavada por entre as nádegas do homem, que sorria satisfeito.

— Eu acho que vou passar mal... — comentou Ethan sentindo um forte enjoo, antes de se sentar no seu banco de madeira.

***

Cerca de quinze minutos da sessão já havia se passado. Ethan estava suado e cansado, como se tivesse corrido uma maratona. Quilava e Pupitar eram os Pokémon que mais se sentiam confortáveis naquele ambiente, enquanto Wobbuffet não esboçava reação alguma, apesar de estar claramente derretendo.  Tudo estava na maior tranquilidade quando a porta da sala de sauna se abriu. Um rapaz jovem, de cabelos esverdeados, porte atlético e abdômen definido chamou a atenção de Ethan quando sentou ao seu lado. Trazia consigo um Pokémon enorme, bípede e crocodiliano, com seu corpo repleto de escamas azuis. Possuía mandíbulas grandes e poderosas, alinhadas com várias presas afiadas. Três dentes eram visíveis, mesmo com suas mandíbulas fechadas, sendo dois na mandíbula inferior e um na parte superior. Seus olhos eram vermelhos com manchas pretas ao redor e sulcos acima deles e sua mandíbula inferior era amarelada.




O treinador reparou na atenção demasiada que Ethan dava ao seu Pokémon.

— Você gostou do Feraligatr? O nome dele é Richard. O meu é Duster.
— Meu nome é Ethan. Seu Feraligatr é muito maneiro, é a primeira vez que vejo um de perto!

Duster olhou para os Pokémon de Ethan, que se aproximaram do treinador olhando para o Feraligatr.

— Que equipe legal essa sua. Vocês devem ter passado por muitas batalhas. Quantas insígnias você tem? Três?
— Na verdade, são sete — respondeu Ethan.
— Sete? E seu Quilava não virou um Typhlosion ainda? — debochou o treinador.

Ethan olhou para seus Pokémon e viu que eles esperavam uma resposta.

— Pois é, né? Acho que eu não tenho me dedicado tanto assim como treinador... — respondeu o garoto, visivelmente sem graça.
— Richard foi meu primeiro companheiro. Já coletamos todas as oito insígnias, estou passando um tempo aqui antes de prosseguir pra Área de Treinamento da Toca do Dragão, onde os maiores treinadores da cidade se reúnem para lutar pesado. Até a Clair, a líder do Ginásio bonitona, frequenta por lá. Se quiser, eu posso te dar umas dicas pra fazer seu Quilava evoluir rapidinho.
— Claro! Seria ótimo! — exclamou Ethan, empolgado.

Quilava, no entanto, fechou a cara. Grunhiu para seu treinador em sinal de insatisfação. O mestre a quem ele se fortalecia estava ignorando totalmente a forma que ele se sentia. Quilava não estava pronto pra evoluir e estava tudo bem. Seus amigos de equipe evoluíram por Ethan para ajudá-lo em batalhas, assim como ele próprio tempos atrás, e agora o discurso havia mudado bem à sua frente.

A Equipe de Pokémon de Ethan já não havia concordado com a postura do treinador quando Pupitar havia evoluído a força recebendo influência das ondas radiotransmissoras do Lago dos Magikarp. Ethan deixou sua equipe no Centro Pokémon e foi atrás de Amy, nem havia se importado o bastante com o Pokémon. Após aquele dia, Pupitar se fechou, não tinha mais o mesmo afeto por Ethan como antigamente. Foi uma traição. Pupitar não pôde contar com Ethan quando mais precisou, então seu treinador não iria mais contar com ele.

Os Pokémon se entreolhavam incomodados. Por mais que tentassem chamar a atenção de seu mestre, Ethan continuava a prestar atenção em Duster e seu papo de evolução.

— Sabe Ethan, nós que somos treinadores Pokémon devemos sempre estar dispostos a sair de nossa zona de conforto. Quanto mais Pokémon nós pegarmos e quanto mais versátil for nossa equipe, mais vitórias nós conquistamos. Eu sigo um método que aprendi com um amigo em Hoenn: Quando eu perco uma batalha, eu mando meu Pokémon pro laboratório e pego outro pra colocar no lugar. Assim, eu construí uma equipe imbatível e invencível! Richard manteve seu recorde, nunca perdeu uma batalha.
— E como isso foi possível?
— Richard sabe que pra ser o melhor do mundo, ele precisa me dar ouvidos. Eu sou o treinador dele, se ele me ouve, vence as lutas.

Ethan olhou para seus Pokémon e os viu totalmente sérios. O garoto suspirou e, em tom de desabafo, comentou com o rapaz ao seu lado.

— Como seria legal eu ter um Pokémon como o Richard na minha equipe... Um Pokémon que sempre me ouviria nas batalhas e nunca me deixaria na mão.

Quilava pareceu tomar um soco no estômago. Wobbuffet, de braços cruzados, balançou a cabeça para o treinador de forma negativa, claramente em desacordo. O relógio na sala tocou, anunciando que os vinte minutos da sessão de Ethan haviam se esgotado. A Equipe de Pokémon de Ethan saiu imediatamente da sauna enquanto o garoto e Duster trocavam telefones.

***

Durante a tarde, Ethan voltou a se encontrar com Amy e Forrest no Centro Pokémon antes da batalha de Ginásio do garoto, marcado para as cinco horas da tarde. Sentados na cantina, nenhum dos três parecia disposto a puxar conversa. Aquele clima já era bastante comum, afinal, Ethan sempre ficava nervoso antes de suas batalhas de Ginásio.

— Como foi hoje na sauna? Você e seus Pokémon se entenderam? — perguntou Amy.
— Foi legal. Estamos bem, prontos pra batalhar pela insígnia — respondeu o garoto, com a boca cheia de arroz e strogonoff de frango.
— Tomara mesmo. Fico feliz por você ter ouvido nossa sugestão e corrido atrás de resolver seu problema de relacionamento com sua equipe o quanto antes — disse Forrest.
— Não se preocupe, cara. Não tem como dar errado — respondeu Ethan com um sorriso.

Cidade de Blackthorn, Ginásio local, quinta-feira, dia 7 de Junho, 17h.

Dois Dragonites encaravam imponentes qualquer um que caminhava em direção aos portões que davam acesso ao Ginásio da cidade. Apesar de terem sido esculpidas em pedra, o escultor, de alguma maneira, conseguiu colocar no olhar de cada estátua uma chama ardente e ameaçadora que as fazia vivas. Na questão arquitetônica, aqueles Dragonites davam um toque muito elegante às paredes de tijolos que separavam a rua do jardim que dava para o interior da construção enorme. Os vitrais na janela se destacavam por seu tamanho, os vidros eram tão limpos que se podia ver de longe o reflexo do céu plúmbeo que pairava pelas cabeças de todos os que passeavam por ali. O vitral mais bonito, de longe, era o do frontão do prédio, que tinha o formato de uma flor com oito pétalas — que talvez representasse o último desafio de um treinador que já possuía as outras sete insígnias, caso de Ethan, que se encontrava parado na frente do endereço, com receio de entrar.



Amy aproximou-se de Ethan e pegou em sua mão direita, apertando-a com firmeza. Forrest segurou o ombro esquerdo do amigo e também o apertou de forma firme. Ethan olhou para os dois e os viu dar um sorriso encorajador, o que o fez sentir certo frio na barriga.

O trio avançou em direção à porta de entrada do Ginásio e entraram pela porta.

Era possível de se ver o campo de batalha do saguão principal, uma visão arrebatadora já que talvez estivesse havendo uma confusão sensorial devido ao ar condicionado estrategicamente posicionado, pois o campo era cercado por lava de vulcão. As paredes de alvenaria eram feitas de vidro, o calor deveria ser insuportável, mas quem estava ali não sentia a transição do extremo calor.

— Sejam bem-vindos ao Ginásio Municipal de Blackthorn. Pelo horário, acredito que o senhor seja Ethan, o desafiante de hoje.

Ele vestia uma roupa de treino púrpura, com luvas e botas na cor amarela e uma capa esvoaçante na cor vermelha. Tinha um olhar severo e checava fichas em uma prancheta que trazia consigo, aonde constavam os dados de Ethan. 

— Sim, sou eu. Muito prazer — cumprimentou o garoto. — Estes são Amy e Forrest.
— Não há menção de desafio pra nenhuma Amy ou algum Forrest — checou o rapaz na lista que carregava consigo.
— Ah, nós não vamos desafiar o Ginásio também, viemos apenas assistir a batalha — disse Amy.
— Ah, sim... É que as coisas no Ginásio de Blackthorn são diferentes. Aqui, toda batalha da nossa líder, Mestra Clair, requer que vocês tenham comprado ingressos em nossas bilheterias para poder assistir as batalhas do dia — explicou o homem olhando em sua prancheta. — E ao que me consta aqui, todos os ingressos disponíveis para a batalha do senhor Ethan estão esgotados, infelizmente. As batalhas da Mestra Clair são sempre concorridas, como devem saber.

Ethan, Amy e Forrest se olharam, espantados.

— Isso quer dizer que nós não podemos assistir a batalha dele? — questionou Forrest.
— Claro que podem — comentou o rapaz, para um breve suspiro de alivio do trio. — Vocês compraram seus ingressos?
— Não — respondeu Amy, recebendo um olhar surpreso de Ethan.
— Então, infelizmente, vocês terão de saber do resultado após a batalha de seu amigo. Senhor Ethan, por favor, siga pelo corredor e pegue o elevador. Mestra Clair entrará em campo exatamente em três minutos. Vocês dois, me acompanhem, por favor.

Amy e Forrest acompanharam o recepcionista pelo corredor que dava para o lado de fora do Ginásio.

— Você não pode fazer isso! — bradou Ethan.

O recepcionista se virou com um sorriso cínico.

— Claro que posso, é o meu trabalho. Por favor, se dirija ao seu lugar. Caso você não apareça cinco minutos após a Mestra Clair se posicionar em campo, é considerado desistência do desafiante. O Ginásio Municipal de Blackthorn não precisa de você, mas você precisa da insígnia dele. A decisão é sua, senhor Ethan.

O garoto fechou os punhos com força.

— Está tudo bem, Ethan. Foi como você disse pra nós, não tem como dar errado. Estamos com você — disse Amy com um olhar sereno.

Forrest concordou, balançando a cabeça de forma afirmativa com um sorriso no rosto.

Os dois continuaram seu caminho para fora do Ginásio enquanto Ethan demorou alguns segundos para tomar a iniciativa de seguir até o elevador.

Clair, a Líder do Ginásio de Blackthorn, já estava posicionada no seu lado do campo. Ethan nem reparou de imediato, o calor que estava fazendo era comparável à sauna que estava frequentando mais cedo. Não, com certeza o calor era muito maior. Ele começou a suar assim que chegou ao seu lugar de treinador no campo de batalha. Na sua frente, a alguns metros de distância, a mulher de longos cabelos azulados que mantinha sua pose imponente reforçada por sua capa negra que balançava de forma hipnótica para os lados. O olhar de Clair era o mesmo que o desafiante lembrava ao vê-la lutando no Quartel-General da Equipe Rocket — sério, frio, que não permitia que lessem seus sentimentos ou intenções. Clair era uma muralha, muito diferente de seu primo, Lance, que apesar da seriedade, se permitia ser um pouco simpático, apesar do gosto pelo humor negro que tanto causava críticas entre os colegas da Liga Pokémon.

— Achei que tinha desistido, desafiante — comentou Clair.
— Que calor... — reclamava Ethan. — Como você consegue ficar com essa capa presa no seu pescoço?
— Treinadores de Pokémon do tipo Dragão precisam ser fortes, resistentes e habilidosos, tal qual as criaturas que nós domamos. Eu sou a maior Mestre de Dragões do mundo. Posso bater de frente com a Elite 4 inteira. Você querer me desafiar já mostra que você tem coragem... Mas não me toca. Como Líder de Ginásio, meu dever é testar suas habilidades. E como treinadora... Eu vou mostrar que os meus Pokémon são imbatíveis em todos os cenários. Eu usarei apenas três Pokémon, fique à vontade pra usar quantos você quiser. Dragonair!

Clair arremessou sua primeira PokéBola. De dentro dela, saiu Pokémon de corpo longo e serpentino que possuía pelo corpo escamas azul celeste e uma parte inferior branca. Possuía um focinho arredondado, olhos roxos ovais que faziam Ethan sentir calafrios e um pequeno chifre branco na testa. Em cada lado da cabeça havia uma asa pequena na cor branca e que formava um redemoinho em sua base. Três esferas azuis de cristal adornavam seu corpo, sendo uma no pescoço e duas na cauda.

Ethan estava tenso. Ele não tinha seus amigos para poder dar apoio e quando olhava para cima, via várias pessoas o encarando, claramente torcendo para a Líder de Ginásio. Pela primeira vez, ele estava completamente sozinho.

O garoto pegou sua primeira PokéBola e a arremessou no campo de batalha. De dentro dela, saiu Quilava. O Pokémon de Ethan encarou seu oponente e ergueu-se, ficando em uma postura ereta.

— Lava, use o Flame Wheel!

As chamas das costas de Quilava, no entanto, não arderam. O Pokémon continuou a encarar seu oponente sem dizer uma palavra.

Clair ergueu o cenho.

— Já que seu Pokémon não ataca... Eu assim farei. Thunder Wave!

O Dragonair de Clair lançou de seu chifre um raio elétrico na direção de Quilava, que recebeu todo o impacto diretamente, sem perder sua postura. O Pokémon de Ethan ficou paralisado, sentiu todos os seus músculos se contraírem, mas não iria ceder. Permaneceu ereto, encarando com seu oponente com respeito. 

— Quilava, por favor... Eu preciso de você. Lava Plume!

Jamais se saberia se era por causa da paralisia que o acometeu ou se por teimosia, mas o Pokémon de Ethan novamente não se moveu.

— Seu Pokémon não o obedece e você quis me desafiar. Como você tem coragem? — questionou Clair ao garoto.
— Retorne, Quilava. Pupitar, eu te escolho!

Quilava retornou para a PokéBola e Pupitar tomou o campo de batalha. Encarou o oponente do outro lado do campo e o cumprimentou, retornando em seguida para a PokéBola.

Ethan abriu a boca, sem reação.

— Seus Pokémon não estão a fim de lutar. Essa luta está encerrada — anunciou Clair.

O treinador arregalou os olhos. Ao seu redor, o público começou a vaiá-lo pela primeira vez em sua carreira.

— Como assim? Espera, eu tenho meus outros Pokémon! Deve estar acontecendo algum equívoco...
— Então trate de resolver esse equívoco. Você não tem condições de batalhar pela insígnia do Ginásio. Volte quando, e se, tiver um bom desafio a oferecer.

O suor se misturava às lágrimas de frustração que escorriam pelo rosto de Ethan. O garoto fechou os punhos com força e ouviu Clair passar pela porta. Ele voltou para o elevador e caminhou pelo corredor, sentindo os cochichos daqueles que assistiram a batalha. Sentindo o rosto queimar de vergonha, ele manteve-se firme e caminhou até a porta de saída.

O vento tocou seu rosto e aliviou o calor que sentia. O misto de frustração e raiva tomava conta de seu corpo que não cessou ao sentir as primeiras gotas de chuva caindo do céu.  O garoto sacou suas seis PokéBolas e liberou seus Pokémon

— Vocês estão insatisfeitos comigo como treinador. Então, acho que devemos resolver esse problema de uma vez. Procurem um treinador melhor, vocês merecem.

Os Pokémon se entreolharam, mas não fizeram nenhuma objeção. Wobbuffet pareceu hesitar por um instante, mas permaneceu ao lado dos companheiros. Ethan encarou esperançoso cada um de seus Pokémon, mas sentiu-se desolado ao ver que Pupitar liderou o grupo para longe dele.

Aquele era o fim da jornada Pokémon do garoto.

***

Cidade de Blackthorn, Centro Pokémon, quarto 25, quinta-feira, dia 6 de Junho, 18:17h.

Ethan chegou completamente ensopado no quarto onde estava hospedado no Centro Pokémon. Amy e Forrest conversavam, mas foram surpreendidos com a chegada do garoto.

— E aí, cara! Como foi sua batalha, você conseguiu a insígnia? — perguntou Forrest entusiasmado.
— Não — respondeu Ethan, entrando no banheiro para tomar banho.
— Não? Poxa vida, meu bem... Que chato... Mas tenho certeza que você vai conseguir na próxima vez. Como se saíram Quilava e os outros? — questionou Amy.
— Não sei, eles não lutaram, daí resolvi abandoná-los.

O silêncio só foi quebrado pela água do chuveiro tocando o piso do box.

— Desculpa, eu não ouvi direito. Você fez o quê? — a voz incrédula de Amy fora abafada pela grossa parede que dividia o banheiro do quarto.
— Eu dei release nos meus Pokémon, quer que seja mais claro? Vai ser melhor eles encontrarem um novo treinador. Foi nosso acordo — respondeu Ethan do chuveiro.

A porta do banheiro foi aberta com violência.

— VOCÊ FEZ O QUÊ?! — Amy estava furiosa. Ela não se importava se Ethan estava nu, ela queria matá-lo.
— Você tá brincando, né? — perguntou Forrest, em seguida, logo atrás de Amy.

Ethan tentou se virar no box, tentando cobrir suas partes íntimas como podia.

— Ow, eu tô pelado! — reclamou o garoto.
— VOCÊ ABANDONOU SEUS POKÉMON, VOCÊ É LOUCO? VOCÊ É UM IDIOTA, VOCÊ É PATÉTICO! — a garota arremessou um vidro de sabonete no box do chuveiro e o quebrou em diversas partes.
— Calma, meu amor, eu posso capturar outros! — respondeu Ethan assustado.

Aquele comentário foi a gota d’agua.

Um trovão ribombou do lado de fora. A violência do barulho não foi nada comparado com o tapa que Amy deu no rosto de Ethan. Ela estava com os olhos vermelhos, a veia em sua testa pulsava e seus dentes rangiam.

— Você vai dar um jeito de trazer cada um dos seus Pokémon de volta e eu não ligo como você vai fazer isso. Você é um babaca infantil que não sabe sequer como se relacionar com a sua equipe. Dá seu jeito — ameaçou a garota.

Ethan estava ofegante. Ele nunca havia visto a namorada agir daquele jeito, nem mesmo enfrentando a Equipe Rocket. Será que ele havia ido tão longe assim?

— Você quer que eu vá atrás dos meus Pokémon e me relacione bem com eles sendo que você mesma mal treina seu time... Com quem será que eu aprendi? — perguntou o garoto, começando a perder a calma.

A expressão de Amy mudou. De raiva, passou para decepção. Seus punhos afrouxaram e seus ombros caíram. Ela olhou no fundo dos olhos de Ethan e usou as palavras que o machucaram mais do que qualquer tipo de agressão física que ela fizesse contra ele.

— Eu me apaixonei por um cara que se esforçava para não deixar nada de ruim acontecer com aqueles que amava. Seus Pokémon estiveram ao seu lado antes mesmo do que eu ou Forrest, e você os tratou como lixo. Não, pior. Lixo pelo menos tem alguma utilidade reciclável.

A garota virou as costas em direção à saída do banheiro.

— Eu me recuso a chamar um moleque como você de namorado. Eu não quero mais.

Forrest a seguiu. Novamente, a água do chuveiro tocando o piso era a única coisa que quebrava o silêncio antes da porta do quarto se fechar por um bom tempo.


TO BE CONTINUED...(?)





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  1. Grrrr vontade de matar o Etahn foda-se alguem enfie um abacaxi na bunda desse menino porra

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    1. Yo, Shii!

      Todo mundo com vontade de matar o Ethan... Não é a toa que dizem por aí que ele morre! EHAUHAEUHAEUHA

      Espero que você passe menos raiva enquanto lê os próximos capítulos!

      See ya!

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  2. Yo Dento. Beleza? Espero que sim.

    Bro, o cap ficou legal, tivemos aqui um pouco do ar de Blackthorn, a cidade do ginásio final de Johto. Na cidade temos ali a questão de que Ethan está tendo problemas com seus pokémon, e lhe é recomendado ir resolver eles nas saunas da cidade, o que tem um efeito adverso, graças a um certo treinador de cabelos verdes passou ali. E o resultado não nos surpreende.

    Ethan chega no ginásio, o atendente não permite que seus amigos entrem sem ingressos e fala mais uns outros trem. Ethan entra em campo, meio perdido sem seus amigos, mas com certa confiança ainda. A luta logo começa, mas os pokémon do garoto não o obedecem, e Clair para a luta, e diz pra ele que o rapaz não está pronto pra lutar ali.

    Isso, combinado a algumas outras coisas, leva a um conjunto de atos que me parecem meio fora de personagem, e ligeiramente empurrados. O garoto dá release nos seus pokémon , e fala pra eles procurarem um treinador melhor, e segue com isso a lógica de um terceiro, e isso leva a um conflito com seus amigos, que descobrem isso no CP pelas palavras do próprio jovem. O que ocorre é uma discussão, que mostra o choque das outras duas partes com as ações de Ethan, e momentâneo abandono, que será resolvido nós próximos capítulos.

    No geral foi um capítulo bom, embora com aquilo que eu falei.

    Agradeço aí , meu chapa Dento, e até o próximo!

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    1. Yo, Napo!

      São muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Quando muitas pessoas opinam ao mesmo tempo sobre um mesmo assunto, isso causa uma série de conflitos internos, para todos nós. Quando a gente fica muito abalado, não pensa direito, e aí começa a fazer besteira. Não só Ethan, todos nós. O Ethan ter abandonado seus Pokémon de repente seja uma ilustração disso. É difícil, em um mundo banhado pelo caos, distinguir o certo e o errado, afinal, quem basicamente diz isso pra nós é o nosso próprio senso comum. É um tema polêmico e eu fico extremamente satisfeito de você se propor a debatê-lo comigo. Muito obrigado!

      Espero que você continue se surpreendendo!

      See ya!

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  3. N se pode nem tomar banho em paz que a galera vai interromper mano. O cara peladão.

    Capítulo gostosin de se ler, apesar de estar ficando cada vez mais puto com o Ethan e suas decisões de bbzão. Bota a Amy pra amadurecer esse cara ai logo, pq ta complicado. Surra bem dada da Clair e ainda merecia outra kkkkk. Sou #TeamEthanmorto.

    Quero ver eles se reconciliando logo! Aguardo o próximo, bjs parceiro.

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    1. Yo, Chinatsu!

      Às vezes, tudo o que a gente quer é tomar um belo banho, mas até esse prazer é tirado de nós. UAHAEUHAUHAEUAH

      Quando a gente pensa que os nossos personagens estão se tornando cada vez mais maduros, sempre tem que ter um pra zoar o rolê inteiro. O Ethan, outrora digno de elogios, se tornou uma criança, com um comportamento totalmente infantil e intolerável. Resta saber agora como é que tudo isso vai se desenrolar. Você perdoaria?

      Espero que você continue se surpreendendo!

      See ya!

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  4. Oi Dento!

    Nem acredito no que acabei de ler. Isso foi muito difícil, MESMO!

    Começamos o capítulo com algumas descrições da cidade do último crachá, e de seguida acompanhamos Ethan até à sauna, onde encontra Eusine de cueca roxa - bastante curioso kakaka - e conhece um novo treinador, bem idiota por sinal. Infelizmente, Ethan dá-lhe ouvidos e faz porcaria. Sei que tivemos algumas descrições do que eles sentiam, mas neste momento em especial gostaria de ver o ponto de vista diretamente dos seus Pokémon. O que eles acham? O que dizem? O que podem fazer?

    E claro, como se esperava, o combate contra Clair foi um autêntico fiasco! Mas como se isso não fosse já suficiente, Ethan super que ignorou os seus Pokémon e acabou por abandoná-los!!!! NÃO SE FAZ!!

    Felizmente temos Amy para agir por nós dentro da história. Gritaria, pancada e o drama que eu adoro para terminar esse capítulo da melhor forma. Parece que, para recuperar Amy, Ethan deve recuperar os seus Pokémon primeiro. Ganhar a sua confiança de novo. E parece-me que isso não vai ser fácil.

    Apesar de achar as ações de Ethan um pouco off, não pude deixar de compreender esse seu lado mais influenciável e infantil, depois de conhecer um treinador "mais experiente" e que obviamente impressionou o protagonista.

    Continue com o lindo trabalho, Dento! See ya!

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    1. Yo, Angie!

      Pois é, cara... As coisas em Johto estão ficando completamente malucas. E quando você é como o Ethan e acredita em qualquer coisa que qualquer imbecil te conta (que pro imbecil é a verdade absoluta e inegável), a gente acaba fazendo coisas imbecis. E agora, resta saber como as coisas vão se resolver... Até a Clair, autoridade máxima na cidade, reconheceu o quão burro foi o nosso protagonista para com seus Pokémon. Mas, como o mundo dá voltas, sua própria equipe se recusou a obedecer suas ordens no momento mais importante de sua carreira como treinador até aqui. Agora, o garoto vai ter se virar sozinho pra poder recuperar a confiança dos seus amigos e dos seus Pokémon, isso se conseguir mesmo... As coisas de agora em diante vão ficar cada vez mais tensas...

      Espero que você continue se surpreendendo!

      See ya!

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  5. Pô cara, eu adoro esse capítulo, adoro as reviravoltas que ele causa, as condições em que você escreveu e foi me mostrando os trechos aos pouquinhos, sinto que foi uma guinada que o arco precisava antes de começar por definitivo! Mesmo que o Ethan sempre tenha tido como foco reunir as insígnias, está claro que AeJ gira em torno de MUITO mais. Ele não é um exímio treinador, todos sabemos, não saiu invicto de suas batalhas mais importantes, apanhou que nem criança pra Whtiney e tá quebrado desde que perdeu pro Red, precisou cair o dobro de vezes para aprender. Encarar alguém no nível da Clair estava óbvio que não ia rolar, Ethan não está preparado para essa insígnia.

    Vi que a galera achou meio off character, que ele agiu de forma diferente do que fez em toda a fic, mas eu senti que funcionou muito bem. Veja tudo que eles passaram no final da temporada passada, seus amigos o superando, as merdas dos Rockets, e ele lá, estagnado. Se tem uma palavra que eu usaria para definir o Ethan, é que ele absorve muito a energia das coisas ao redor dele. Me pergunto o que seria de Ethan se ele tivesse seguido jornada com outras pessoas, com treinadores com métodos mais extremos... onde ele estaria agora? Ele sempre esteve rodeado de seus bons amigos, Forrest e Amy são os alicerces que o sustentam, mas o Ethan também detesta que fiquem comparando e apontando os defeitos dele, isso pra ele é MUITO pior do que apenas ser derrotado numa batalha. Se ele tivesse perdido pra Clair e naquela hora a Amy e o Forrest dissessem: "Tá tudo bem, outro dia você volta e tenta de novo", cara, ele não teria perdido a cabeça e soltado o time inteiro. E é justamente por isso que eu tanto gostei de ver como ele tá perdido sozinho, como precisa desesperadamente dos amigos para continuar seu caminho. Ele estava precisando desse crescimento, e aqui foi só o começo das merdas kkkk

    Foi burro pra caralho, isso não tem como negar kkkkkk Mas isso também é o que é mais foda! Ele vai recuperar os Pokémon e vai ganhar da Clair, todo mundo sabe. Mas que vai ser louco ver ele se foder no caminho, ah, isso vai HUAEUHHAUE E por isso que amo esses capítulos que servem pra desenvolver o caráter de nossos protagonistas. Pode ter certeza que o Ethan do final desse arco não será o mesmo do começo!

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    1. Yo, Canas!

      Se tem uma coisa que eu aprendi com você foi justamente que todo bom personagem vai se desenvolvendo conforme a gente vai escrevendo. Às vezes não é nem proposital, quanto mais a gente vai escrevendo, mais os personagens vão sozinhos se envolvendo em situações que desafiam sua maturidade e os desafiam a enfrentá-las ao extremo. Como a gente estaria no lugar dele? Agora, literalmente, é ele por ele. Será que a gente daria conta?

      Gosto muito de como você analisa os personagens que eu escrevo, porque talvez você, como leitor, enxergue neles muito além do que eu posso imaginar e dá profundidade ao que eu escrevo. É uma parceria muito importante entre leitor-escritor, afinal, a cada capítulo novos acontecimentos ocorrem e qualquer comportamento, como você disse, off character, pode chocar, mas é ao analisar essas entrelinhas que a gente começa a entender de fato o que leva um personagem a agir de tais maneiras, dentro da lógica. Fico grato por você, não só muitas vezes me ver começando um capítulo, mas também por ajudar a dissecá-lo sempre que necessário!

      Espero que logo menos, as coisas possam se resolver e retornar ao seu lugar. Até lá, aparentemente, tem um chão pra percorrer. kkkkk

      Obrigado SEMPRE! Espero que eu continue conseguindo te surpreender.

      See ya!

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  6. Ethan muito milho de pipoca, num pode esquentar que estora!

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    1. Yo, Anan!

      Provavelmente tá até sem sal, afinal, não dá pra engolir. EAHUEHUEAHUAEHAE


      Espero que continue se surpreendendo!

      See ya!

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  7. Mano, eu li esse capítulo logo que lançou! Como que não tinha comentário meu aqui? Deve ter dado algum bug no dia, ou sei lá. Talvez eu tenha esquecido mesmo. Mas cá estou pra reparar isso!

    Como faz muito tempo eu tive que reler o capítulo, claro. Mas logo que as linhas foram passando tudo foi ficando claro.

    A relação do Ethan com sua equipe nunca foi um exemplo de como se deve ser um treinador, vamos ser francos. Mas é interessante como você transformou essa lacuna na jornada do garoto em uma ótima trama a ser desenvolvida. Você sempre se queixa dos furos de roteiro, mas essa habilidade de pegar os limões e fazer uma limonada não é todo mundo que tem.

    A batalha contra a Clair foi o que se esperava de um último ginásio. Digo, apenas por parte dela mesmo. Eu tava esperando que o Ethan fosse tomar um vareio, mas não teve nem batalha. Ele passou vergonha de outro jeito. Eu nunca vi Pokémon fazendo greve, só você mesmo pra trazer uma loucura dessa kkkkkkkkkkkk

    Mas isso abriu precedente pra loucura que ele fez em seguida. Dar release no time inteiro foi de fuder. Porra, Ethan! Me ajuda a te ajudar, carai!

    Tapão da Amy mais que merecido. Relacionamento também azedou o caldo. É interessante que em um momento ele estava prestes a conquistar a última insígnia pra se classificar pra Liga Pokémon, e de repente o mundo começou a desabar a sua volta. Poucas horas foram necessárias pra que ele perdesse tudo. Só falta perder a vida. :v

    Até a próxima! õ/

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  8. A CUECA DO EUSINE ASUHASUHAUSHAUSHUAHSUAHSUHAUSHAUSHUASHAUSHAUHSUAHSUAHSU

    Cara, eu consegui sentir daqui como os pokémon do Ethan tavam mal... Poxa cara... Que cap deprê...
    Como q o povo vai defender o Ethan e atacar o Red assim?
    Mas tenho que admitir que mesmo errado, o banho é lugar para estar sozinho. E A GALERA VAI LÁ DAR TAPA NO CARA PELADÃO! QUE HUMILHAÇÃO HEIN

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