Posted by : Dento Mar 24, 2016



Após sair vitorioso da batalha de Ginásio, Ethan continua sua jornada na Cidade de Goldenrod com seus amigos Amy e Forrest. O objetivo do grupo agora é o Torneio Pokémon de Caça aos Insetos, no Parque Nacional da Cidade. Se encontrando agora no Centro Pokémon, os três descansam no saguão.

— Estou muito contente... O nível das minhas batalhas está subindo. Espero que os desafios não diminuam a dificuldade daqui pra frente! — Exclamou Ethan sorrindo.
— Eu gostei de ver seu desempenho ontem, Ethan. Foi arrasador como você batalhou de forma diferente do convencional. — Sorriu Forrest.
— Eu acho que você deveria focar em pegar mais Pokémon. — Disse Amy indiferente.
— Ué, pra quê? Eu tô feliz com a minha equipe. Quilava, Sandshrew, Butterfree, Wobbuffet e Wooper foram essenciais na minha batalha. — Respondeu Ethan.
— Eu sei disso. Mas cada Ginásio é diferente. Cada treinador é diferente. Se você tiver uma boa variação de Pokémon e tipos, eu acho que você vai conseguir bolar novas estratégias e se sobressair. — Argumentou Amy olhando séria para o rapaz.
— É... Acho que vou pensar nisso. — Disse Ethan dando de ombros.

As portas do Centro Pokémon se abriram. Os garotos olharam e se depararam com um rapaz andando apressado para o balcão onde a Enfermeira Joy atendia. Seus cabelos amarronzados despenteados harmonizavam com sua expressão séria. Vestia uma camisa social acinzentada com gravata azul e calça verde desbotada. Ainda que simples, o rapaz aparentava um porte superior aos demais cidadãos da Cidade de Goldenrod.




— Enfermeira Joy, por favor, as minhas PokéBolas estão prontas? — Questionou o jovem.
— Sim, Bill. Só um segundo, irei pegar para você. — A sorridente moça entrou na sala atrás do balcão. Bill parecia impaciente.

Alguns minutos se passaram e então a Enfermeira Joy retornou trazendo consigo uma bandeja com três PokéBolas. Bill agradeceu e se virou para se retirar dali. No entanto, escorregou e caiu no chão.

Ethan, Amy e Forrest correram para socorrer o rapaz.

— Que isso, mano? Tropeçando no além?! — Questionou Ethan ajudando Bill a se levantar.
— Não foi nada, está tudo bem, tudo bem. — Respondeu Bill usando uma certa emergência na voz.
— Está tudo bem mesmo? Você não se machucou? — Questionou Amy.
— Eu estou bem, já falei. — Tornou a responder Bill cortando o assunto, enquanto limpava suas roupas. — Desculpem, mas eu estou com um pouco de pressa no momento.
— Existe alguma vez em que você não esteja com pressa, Bill? — Perguntou Forrest.

Bill olhou para cima e olhou para o dono daquela voz tão conhecida.

— Há quanto tempo não lhe vejo, querido amigo?
— Acho que desde aquela vez em que você e Brock encontraram aquele fóssil de Kabuto em Pewter...
— Vocês se conhecem? — Perguntou Ethan confuso.
— Já tem alguns anos. — Respondeu Forrest com um sorriso.
— Eu sou Bill, pesquisador Pokémon. — O jovem parecia mais tranquilo agora.

Amy ficou estática. “Bill”? Aonde já ouvira aquele nome?

— Eu sou Ethan, treinador de Pokémon.
— Eu me chamo Amy e também treino um pouquinho. — Se apresentou a garota mostrando um sorriso simpático.
— Bill é um dos melhores pesquisadores Pokémon que eu conheço. Já desenvolveu muitas teorias com o Professor Carvalho. — Apresentou Forrest com um sorriso.

Amy se lembrara. A teoria de clonagem Pokémon, cuja cópia ela trazia em seu notebook dentro da bolsa, tinha embasamento em um texto escrito por aquele Bill há muito tempo. Ele nunca representou um perigo real para a Equipe Rocket... Mas era bom a garota ficar esperta.

— Eu nem sabia que você estava em Johto. Está passeando? — Perguntou Bill à Forrest.
— Na verdade, eu estou em uma jornada de treinamento, para poder assumir o Ginásio de Pewter. — Respondeu o moreno.
— Nossa, que barato! Espero que você ao menos tenha um terço do talento do seu irmão. — Zombou Bill.
— Eu tento. — Respondeu o garoto com um sorriso.
— Por que vocês não vêm ao meu laboratório? Eu quero mostrar uma coisa pra vocês.
— O que seria? — Perguntou Amy.
— Uma máquina do tempo!

Ethan e Forrest ficaram atônitos. Amy alongava as orelhas na tentativa inútil de tentar captar mais informações do que era possível.

— E por que você elaborou ela, Bill? — Questionou Ethan.
— Eu sou um aficionado por Pokémon. Eu estudo Pokémon desde jovem. Desde os mais antigos até as espécies atuais. Eu queria entender como os Pokémon antigos viviam junto com os humanos pré-históricos... Seria uma descoberta importante! — Exclamou Bill com brilho nos olhos.
— Podemos ajudar? — Questionou Amy tentando fazer um tom de voz menos ansioso possível.
— Claro! Vamos todos ao meu laboratório. Lá eu mostro como é que faremos. — Bill conduziu os garotos para fora do Centro Pokémon.

O laboratório de Bill ficava no centro da Cidade. O grupo andou por cerca de vinte minutos até chegarem ao local. E que laboratório fantástico! Várias espécies de Pokémon andavam no imenso jardim que havia ali. Os garotos ficaram encantados.

— Eu sou um pesquisador Pokémon. Conviver com eles faz parte do meu trabalho. — Justificou Bill.

Ao entrarem no Laboratório, os garotos se depararam com vários quadros com fotos de Pokémon. Bill parecia ser fanático. Havia estátuas, miniaturas, desenhos e anotações, tudo sobre Pokémon.

— Você realmente leva seu trabalho a sério, não é mesmo? — Disse Amy impressionada.
— Eu sou perfeccionista. Então eu preciso levar a sério. — Respondeu Bill com um sorriso.

O corredor de pesquisas era movimentado por cientistas que andavam apressados de um lado ao outro. O que chamava a atenção era uma máquina imensa que tocava o teto do lugar. Os garotos ficaram impressionados com a magnitude do sistema.

— Essa é a sua máquina do tempo? — Perguntou Ethan de boca aberta.
— Sim. Já faz um tempo que eu venho trabalhando nela. – Respondeu Bill.
— Já podemos ir para o passado então?! — Ethan estava eufórico.
— A qualquer momento. — Confirmou o pesquisador.
— Então o que estamos esperando? Vamos logo! — Exclamou Amy.

Forrest encarou o amigo e cochichou discretamente.

— Essa invenção vai dar certo, né? Digamos que você não tem muita sorte...
— Eu estou convicto de que vai ser um sucesso. Eu não tenho dúvida nenhuma! — Exclamou Bill, tentando passar confiança ao moreno que suspirou.
— Muito bem... Vamos ver aonde é que isso vai dar...

A poderosa máquina abriu uma porta no compartimento frontal. Amy e Ethan entraram, sendo seguidos de Bill e Forrest. Os assistentes mexiam nos computadores.

— Vamos agora voltar mil anos no passado, ver como era o mundo e quais Pokémon viviam naquela época. — Anunciou Bill.
— Vai doer? — Perguntou Ethan com um leve temor na voz.

Bill pareceu refletir por um instante.

— Eu não faço ideia.

A máquina começou a tremer. Ethan, Amy e Forrest sentiram um puxão na boca do estômago. A máquina vibrava cada vez mais e violentamente. Um barulho alto, quase ensurdecedor, surgiu no local. Fumaça subia. Todos tossiam.

Ethan saiu da máquina. Via os cientistas olhando sem entender nada para ele.

— Saudações, povo de um passado distante. Eu venho do Futuro. Eu venho em paz. — Ethan falava erguendo a mão direita e fazendo um sinal alienígena.



Os cientistas continuavam a olhar para o garoto sem entender nada.

— Ethan... — Chamou Forrest baixinho. Ethan não deu bola.
— Eu venho em paz. — O rapaz voltou a sua atenção aos cientistas.

Um dos cientistas se pôs a frente.

— Professor, a máquina deu defeito. — Disse calmamente.
— Obrigado, George. — Respondeu Bill.

Ethan olhou confuso.

— Ainda estamos em 2016, Ethan. — Disse Amy.

O garoto ficou estático.

— Então, o que foi dessa vez? — Forrest se retirou da máquina junto com Bill.
— Acho que os conversores sobrecarregaram... — Bill começou a investigar a máquina. Ethan voltou para dentro da máquina.
— Tá tudo bem? — Perguntou Amy com os braços cruzados, não conseguindo esconder um sorrisinho.
— Eu paguei o maior mico lá. — Respondeu Ethan com a cara fechada.
— Não fica assim, gatinho. Essas coisas acontecem. — Disse a garota de forma simpática.

A máquina começou a tremer novamente. Amy e Ethan sentiram o puxão no estômago. A porta da máquina fechou bruscamente.

— Cara... O que é que tá pegando?! Bill, para de brincadeira, seu maluco! — Ethan começou a socar a porta na inútil tentativa de abri-la por dentro.
— Droga... Acho que deu zica. — Disse Amy tentando manter a calma.

Do lado de fora, Forrest encarava espantado o que acontecia.

— Bill... O que tá acontecendo? — Perguntou o garoto correndo para a máquina e tentando abrir a porta.
— A máquina parece que tem vida própria! — Exclamou o pesquisador.

Dentro da máquina, Ethan e Amy sentiam uma tontura indescritível. Tudo rodava, como se estivessem sendo centrifugados. Houve um estampido dentro de suas cabeças e então todas as luzes de suas consciências se apagaram. Eles caíram no abismo do desconhecido e seus cérebros foram desligados, como uma resposta automática do stress que estavam tendo e suas mentes foram tomadas pelo subconsciente. A Existência deles sumiu.

***

Um cheio floral invadiu as narinas de Amy. Recobrando os sentidos, a garota sentiu que estava em uma cama. Deixou-se abrir os olhos. A claridade a incomodou nos primeiros instantes, mas logo acostumou-se. Ao erguer a cabeça, viu que uma Chansey a observava curiosa.

— Chansey...? Isso aqui então é um Centro Pokémon...?

Percebeu um movimento. Olhou para o lado e viu Ethan dormindo tranquilamente. A garota levantou-se de sua cama e acordou o amigo.

— Hey, você tá bem?
— Hã...? Amy! Hey... Eu tô bem sim. Onde nós estamos? — Questionou o garoto sonolento.
— Acho que no Centro Pokémon de Goldenrod... — Respondeu a garota tentando encontrar alguma resposta nas paredes brancas.

Os garotos saíram do quarto e desceram até a recepção. Tudo estava muito calmo. Nem parecia que estavam naquela cidade há dois dias. Era um outro clima no ar.

— Bom dia, jovens. Gostaram da estadia? — Perguntou a Enfermeira Joy ao perceber a entrada dos jovens na recepção.

Amy e Ethan se entreolharam confusos, mas tentaram fazer um sorriso simpático à mulher.

— Sim, sim, muito obrigado. — Disse Ethan.
— O Centro Pokémon da Cidade de Goldenrod espera vê-los novamente! — Disse a enfermeira de forma automática com um sorriso, como se tivesse lido um roteiro.
Ao saírem para o lado de fora, os dois soltaram uma exclamação. A Cidade de Goldenrod estava totalmente diferente. Alguns prédios não existiam. Goldenrod parecia mais ampla. Os garotos se entreolharam.

— O que tá acontecendo aqui...? — Ethan questionou para Amy.
— Eu não sei... Tem alguma coisa muito errada. — Respondeu a garota de forma tensa.

Os garotos caminharam pelas ruas agora pouco movimentadas da cidade. Enquanto debatiam sobre as coisas estranhas em sua volta, um grupo de três adolescentes seguia em direção do casal de amigos. Um deles vestia um casaco laranja, shorts amarelos, olhos dourados e um boné idêntico ao de Ethan, no mesmo estilo. A garota que o acompanhava tinha seus cabelos azuis-esverdeados amarrados em marias-chiquinhas que eram cobertos por uma touca amarela. Usava uma camiseta rosa com um pingente que suspendia uma PokéGear antiquada e um casaquinho rosa por cima para complementar. Suas canelas finas eram cobertas por um short legging amarelo, que parecia bastante confortável. O último rapaz, por fim, usava uma capa acinzentada como um super-herói. Vestia uma camisa surrada azul com a estampa de uma PokéBola e calças jeans. Seus grandes cabelos amarronzados estavam penteados para trás. Estava com os braços cruzados e emburrado.

— Eu odeio quando vocês me chamam de mentiroso! — Exclamou o menino zangado.
— A culpa não é nossa se você insiste nessa coisa do Suicune. — Retrucou o garoto de olhos dourados.
— Gold! Zin! Eu já falei pra vocês não ficarem brigando assim! — Exclamou a garota num tom chateado.
— Ele que começou com aquela história de novo, Kris. Eu não tenho culpa! — Gold, o garoto dos olhos dourados, se defendeu cruzando os braços e franzindo o cenho, parecendo sem paciência.
— O Suicune existe sim! Eu vou captura-lo e eu vou jogar na cara de vocês!
— Tá, tá, Eusine. Faça isso e prove também que unicórnios existem. — Provocou Gold.

Ethan ficou estático. Amy olhou para o garoto preocupada.

— Ethan... Tá tudo bem? — Perguntou a moça não obtendo resposta.

Kris olhou para frente e notou o casal.

— Gold, olha! Aquele menino não tá usando um boné igual ao seu? — Perguntou a garota apontando para Ethan, que permanecia em choque por algum motivo.
— Impossível! Esse boné é único! — Exclamou o garoto de forma egocêntrica. — Eu ganhei do meu pai depois que ele venceu a Liga e... — Gold olhou para onde Kris apontava. — MAS O QUÊ?!
— Acho que dessa vez, você é o iludido. — Eusine deu um sorriso vingativo.

Gold correu até Ethan com a expressão séria.

— Ei, garoto! Onde foi que você conseguiu esse boné? — O rapaz questionou levantando o tom de voz.

Ethan permaneceu mudo.

— Você não fala? Qual é o seu problema? — Gold deu um empurrão no peito do garoto que caiu para trás.

Gold nem viu quando Amy se moveu. Sentiu apenas um soco do lado direito do rosto e tropeçou, sentindo o chão duro da calçada em seguida.

— Gold! — Kris correu em direção ao amigo para ajuda-lo a se levantar.
— Você tá louca, guria?! — Gold esbravejou do chão.
— Você é um ignorante. — Respondeu Amy com frieza na voz.

Gold, com ajuda de Kris, levantou-se. Encarou Amy e sacou uma PokéBola.

— Vamos definir isso numa batalha Pokémon. — Desafiou com arrogância.
— Eu não quero. — Respondeu Amy séria se posicionando ao lado de Ethan.

Gold deu um sorriso sarcástico.

— Está com medo?

Amy engoliu em seco aquela provocação.

— Não. Eu não perco meu tempo usando meus Pokémon contra gente fracassada.

Uma expressão de fúria tomou conta do rosto de Gold, que levantou a mão em direção à Amy. Um terceiro braço impediu o rapaz de continuar o golpe.

— Não seja covarde. — Eusine o encarava sério.

Gold o encarou com nojo e se retirou dali, seguindo em direção ao Centro Pokémon.

Kris e Eusine ajudaram Ethan a se levantar e se certificaram que o garoto não havia se machucado.

— Está... Tudo bem... — Respondia Ethan com a voz fraca.
— Eu peço perdão pelo comportamento do meu amigo... Ele não tolera ser desafiado assim por um desconhecido... — Disse Kris visivelmente constrangida.
— Está tudo bem. Eu já estou acostumada a conviver com pessoas estúpidas. — Disse Amy forçando um sorriso. — Eu sou Amy. E esse é o meu amigo, Ethan.
— Eu sou a Kris. E esse é o Zin. — Disse a garota colocando o ombro em cima do amigo.
— É Eusine, Kris... — Retrucou o amigo baixinho, visivelmente com vergonha.
— Eu acho Zin mais bonitinho. — Argumentou Kris com um sorriso, deixando Eusine mais vermelho ainda.

Amy observou o pescoço de Kris e se deu conta do aparelho estranho que a garota tinha.

— O que é isso? — Perguntou apontando para o aparelho.

Kris pareceu chocada.

— Isso aqui? Querida, de que mundo você é? É a melhor tecnologia em comunicação digital já produzida! Todos os novos treinadores estão usando. É algo que revolucionou os anos 1990! É o PokéGear! — Kris tirou o objeto do pescoço e entregou nas mãos de Amy. Apertando o botão lateral, a garota levou um susto. O visor mostrava informações estranhas.

— 19 de Abril de 1991...? — Amy disse devagar tentando absorver.
— É a data de hoje, amiga! Você tem certeza que tá bem? Vai dizer que acha estanho agora ser onze da manhã? — Kris perguntou irônica.

Amy entregou o PokéGear de volta para Kris e puxou Ethan.

— A gente precisa ir! — Exclamou a garota.

Kris permaneceu estática com uma expressão de surpresa no rosto.

— Essa gente é tudo louca... Deve ser do interior. Vambora atrás do Gold, Zin.

Kris não obteve resposta.

A garota notou que estava sozinha.

— Zin? ZIN? Ah, cara... Odeio quando ele some assim... — Kris pendurou o PokéGear de volta no pescoço e se dirigiu calmamente ao Centro Pokémon.

...

Amy corria com Ethan em seu encalço pela Cidade de Goldenrod a procura do Laboratório de Bill. Ao virar na mesma rua, viu o que não queria: Não havia nada lá. No lugar, um terreno baldio abandonado.

Ethan arfava de cansaço. Sentou na calçada e mal percebeu quando Amy sentou ao seu lado.

— O que tá acontecendo...? — Perguntou o garoto com uma expressão séria.
— Eu não faço ideia. Tá tudo estranho... A gente estava em 2016 agora a pouco, nessa rua, no laboratório do Bill... Agora parece que voltamos 25 anos no passado. Eu não sei como isso aconteceu. — Suspirou Amy.

Houveram alguns minutos de silêncio até Ethan se manifestar.

— Esse boné pertenceu ao meu avô.

O vento fazia companhia. Alguns Pidgey observavam curiosos os jovens. Amy estava perdida em pensamentos quando foi obrigada a questionar de novo.

— Desculpa. O que disse?
— Esse meu boné... Ele pertenceu ao meu avô. — O garoto tornou a dizer.

Amy pareceu confusa. Não fazia sentido o que Ethan dizia. Demorou alguns segundos até a garota exclamar.

— Mas então...
— Aquele Gold é meu pai. Ele era treinador também quando jovem e viajou com a mãe da Lyra. Meu pai saiu de casa logo depois que eu nasci e não voltou mais. Mamãe sempre disse que ele teve um negócio para resolver urgente e teve que sair em viagem... Mas eu sei que ela só disse isso pra me proteger.

Amy observava atentamente.

— Sinto muito... — Suspirou a menina passando a mão no rosto de Ethan.
— Eu sempre quis sair em uma jornada Pokémon pra eu me livrar desse passado, sabe? Dar orgulho pra mamãe. Ela sempre fez de tudo por mim e eu quero ser alguém. E a única coisa que eu encontrei foi exatamente a Liga. Não quero competir pra ser o melhor treinador do mundo, mas sim, pra conseguir mostrar pra todo mundo de New Bark que eu fui capaz de tomar uma atitude e mudar as coisas. Não ser mais um caipira tosco de lá. — O garoto parecia muito chateado.
— Você nunca me falou sobre isso.
— Eu não queria que você me achasse um babaca, Amy...

Amy sorriu.

— Eu não te acho um babaca, bobinho. — E deu um suave beijo em seu rosto, deixando o garoto sem graça.
— Obrigado. Espero conseguir cumprir meus objetivos.
— Eu sei que você vai conseguir.

Uma forte ventania chamou a atenção dos dois. Ao olharem para trás, um redemoinho se formava bem no meio do terreno abandonado e crescia monstruosamente.

A bolsa de Amy emanou um brilho e a PokéBola GS flutuou para fora, bem na frente deles. Um pequeno Pokémon esverdeado que parecia uma fada surgiu e começou a dançar ao redor dos dois, se aproximando curioso da PokéBola dourada que brilhava intensamente. Amy não conseguia chegar perto do objeto ou do Pokémon, alguma coisa segurava seus braços. O Pokémon aproximou-se de Amy e Ethan que o encaravam admirados.


Cele... Bi? — Questionou o Pokémon com uma vozinha aguda.

Ethan não conhecia aquele Pokémon e não podia checar sua PokéAgenda, pois também estava imobilizado.

Celebi aproximou-se da PokéBola GS e apertou seu botão central. Amy tentou gritar para impedir, mas não conseguiu ouvir sua própria voz. Ela desaparecera.

Com um solavanco na boca do estômago, tudo desapareceu novamente.

***

Foi necessário um dia inteiro no Centro Pokémon para que Ethan e Amy se sentissem melhor. Nenhum dos dois conseguiu dormir e ainda permaneciam em quartos separados. Por diversas vezes um ou outro tentava escapar para visitar o quarto ao lado, mas Chansey impedia tal ato. Eles precisavam descansar.

Na manhã seguinte, Bill apareceu com Forrest. Ele foi recepcionar Ethan e Amy na saída do hospital, pedindo desculpas sempre que podia.

— Graças aos céus que vocês estão bem! Eu não me perdoaria nunca se vocês tivessem ido parar na dimensão dos Unown! Eu preciso fazer mais testes naquela máquina antes de querer viajar no tempo de novo... — Disse Bill sem graça.
— Dá próxima vez, vai sozinho. — Disse Forrest com um sorriso.

Amy ainda se fazia a mesma pergunta e resolveu repeti-la.

— Como foi mesmo que a gente voltou?
— A máquina ejetou vocês pra fora. Eu não sei como vocês conseguiram reestabelecer contato, mas funcionou! — Exclamou Bill.
— Ainda bem mesmo que vocês estão bem, gente... Eu não saberia me virar sem vocês por perto. — Disse Forrest apoiando-se nos ombros de Ethan e Amy.
— Existem muitas coisas que não precisamos saber... Deixa o destino mostrar pra gente como tudo se resolve. — Disse Ethan.
— Concordo com você. — Respondeu Amy com um sorriso.

Bill se aproximou de Ethan.

— Como meu sincero pedido de desculpas, eu lhe dou este ovo.




O garoto segurou o objeto e olhou surpreso para Bill.

— Um ovo? Por quê?
— Os Pokémon nascem de ovos. E deste ovo pode nascer qualquer Pokémon, inclusive muito raros. — Explicou o pesquisador.

Ethan encarou o ovo, mas estendeu os braços.

— Eu não posso aceita-lo.
— Por que não? — Perguntou Bill, surpreso.
— Porque eu não sei se consigo...

Bill sorriu.

— O milagre do nascimento é maravilhoso. Você se torna mais responsável e atencioso ao cuidar de um bebê. E eu tenho certeza de que você conseguirá dar conta disso.

Ethan sorriu.

— Eu farei o meu melhor.

A intervenção humana na descoberta dos mistérios do mundo acaba às vezes fazendo com que coisas imprevisíveis aconteçam. Amy e Ethan estreitaram sua relação íntima após uma aventura misteriosa. Os segredos e mistérios do passado que foram revividos hoje terão sua compreensão em algum momento no futuro. E enquanto o passado se resguarda, seus mistérios terão muito mais questões a serem observadas. Ethan agora tem um novo objetivo, criar um ovo Pokémon. A semente do amanhã está nas coisas mais simples, e o fato de nos dedicarmos à ela a faz crescer e desabrochar.





TO BE CONTINUED...




{ 15 comentários... read them below or Comment }

  1. CHEGUEI NESSA PORRA!

    Yoo Dento. Quanto tempo não? Ta,ta...

    Provavelmente esse é O capítulo que vai fazer muita gente usar aquele GIF da mente explodindo :v
    Porra, bro, uma viagem no tempo, palmas para o Bill que desenvolveu uma máquina do tempo enquanto nenhum cientista desse mundo não move uma palha. #Chupaessamundo.

    Hmmm, temos um plágio de bonés, Gold tava parece do mulher quando vai em festa e vê outra mulher com uma roupa igual a dela: ARRUMA BARRACO! Porque é disso que a sociedade precisa.

    Kris exibindo o PokeGear dela é tipo : "OLHA AQUI MEU V3 DE ÚLTIMA GERAÇÃO, SUAS VAGABUNDAS"

    Ow,ow, Gold pai do Ethan...Isso que dizer que... Pessoal que shippa LyraxEthan: INCESTO É FEIO KKKK

    CELEBIIII! Não consigo ler o nome desse Pokémon ser imitar ele, me desculpa :v
    Um ovo? VAI TER OVO FRITO NO CAFÉ DA MANHÃ! Não, pera... To curiosa pelo ovo, Ethan, começa a andar muito que nasce rapidin, meu fio.

    Um capítulo excelente e que revela muita coisa,hein? :33 Até a próxima Dento <3

    ~Abraços,Star

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    1. Yo, Star!

      O capítulo da discórdia foi publicado! Espero que as pessoas não me batam muito. -q

      Sim, uma máquina do tempo! O Bill é sensacional. E ainda creditam o Carvalho por ser o professor mais fodástico de todos. HAUEHEAUHAUH

      Plágio de bonés? Será mesmo? NÃO, PLOT TWIST! XD
      Gold parece ser um cara metódico. Não gosta de ser contrariado. E acho que não gosta de ver que outros treinadores de sua idade tenham o mesmo boné exclusivo...

      Kris é uma figura... Quanta tecnologia passamos até chegar nos dias de hoje? E pensar que daqui a algum tempo, o PokéGear atual vai ser considerado velharia...

      Grande revelação essa do Gold, hein? Quem diria! Agora resta saber o motivo que Ethan e Lyra não sabem de nada...

      Celebi deu as caras, finalmente! Primeiro na Floresta Ilex, agora em Goldenrod... Hmmmm... Aí tem.

      Quais são suas apostas? Que Pokémon você acha que vai nascer do ovo?

      Que bom que você gostou. Fico muito feliz que eu tenha agradado você. Eu tento melhorar a cada capítulo, e ter chegado ao 16 me anima muito a continuar. =]

      See ya!

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  2. Yoo Dentoo
    Acho que eu acertei de novo :D acho que começarei a cobrar pelas previsões huashuashuash
    Mano a Amy bateu no pai do Ethan e ele levou de boas
    Eu sabia que ia dar errado,nunca da certo sempre explode pelos ares hj não mas da na mesma né
    Chorei com a Kris ostentando os pokegear de ultima geração
    que triste kkk
    Coitado do Eugine vai passar a vida caçando o Suicune pra eu pegar ele no final,enquanto você chora :D
    mano eu ja tinha palpites sobre eles voltarem de volta no futuro kkk mas o shipp ser tão real quanto foi nisso eu ñ imaginava o se eu shippo e os dois dando uma fugidinha pra ir no quarto do outro assim meu shipp vai ser muito oficializado hehe

    See Ya

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    1. Ps: Por Favor num me diz que desse ovo vai sair um maldito Togepi porquê ngn merece que todo mundo quer te dar um ovo de togepi,tds dão esse ovo msm sendo um poke legal como togekiss mas pfv togepi ñ,acho q eles dão so pra dizer q é um ovo.

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    2. Yo, Dark!

      Eu já falei: Ou eu sou muito previsível ou você é Mãe Dinah.

      Se for a primeira opção, me perdoe.
      Se for a segunda, me ajude a ganhar na loteria. EAHUEAHUEAHUEAH.

      O Ethan tem traumas a respeito do pai. Isso vai ser abordado no próximo Crônicas de Treinador, focado nisso.

      A tecnologia tá sempre mudando, né? Então é bom ostentar enquanto é tempo. HEAUHEAUEAHUEAHAE

      Eusine, desde pequeno, querendo achar o Suicune. Será que ele consegue?

      Sinceramente eu não sei se Gold e Kris voltam no futuro, o jeito é ficar de olho mesmo. Mas tem muita coisa vindo por aí, é bom você ficar de olho! Será que você acerta novos palpites? Hmmmm...

      Seu shipp se concretiza aos poucos. EAHUEAHUEAHUEA

      See ya!

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    3. E sobre o ovo: Pode ser que seja o Togepi. Ninguém sabe. Eu não falo nada, você vai ter que esperar pra saber que Pokémon é esse que vai nascer. Isso é, se o Ethan cuidar bem dele até lá. Nunca se sabe se ele pode confundir e fritar esse ovo pra comer com pão. AHUEAHUEAHEAUHEAUHAUEAH

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  3. Yo, Dento!
    Fala aê, djow.
    Desculpa não ter comentado ontem, mas eu tinha viajado para onde não tinha internet, aí já sabe, né?
    Agora, vamos falar sobre esse capítulo.
    Apesar de ter sido um semifiller, eu achei legal, sabe?
    Pouco a pouco o meu shipp começa a se concretizar. kkjkjkjkjkjkjkkkk.
    Achei bem legal o Bill e o Forest se conhecerem, também.
    Gostei de Amy e Ethan ficarem um tempo sozinho, vai que começam a se gostar. :V
    Agora esse ovo... Que Pokémon será que saíra daí?
    Eu mesmo aposto em um inicial de Kanto, mas não sei se vai ser ele.
    See ya, djow!

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    1. Yo, Victor!

      Tá tudo de boa! Relaxa, eu te perdoo. HUAHAUEHEAUHEAUHEA

      Você acha que foi um semi-filler? Eu sempre achei que fazia parte do enredo principal. O Bill realmente aparece nos jogos e tem a revelação do Gold como pai de Ethan... Mas sei lá, você pode ter razão, não sei. kkk

      Amy e Ethan, será OTP? Está no ar. Hehehe

      Sobre o ovo: Façam suas apostas. Será que é um inicial? Será que é um Caterpie? Veremos. EAHUAEHUEAHEAUHAE

      See ya!

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  4. Aloooooooo!

    FINALMENTE APANHEI OS CAPÍTULOS!!

    Muito imprevisível essa viagem no tempo, mas foi bem legal esse tempinho de Ethan e Amy a sós.... OTP!!!!!!!!

    Gostei muito dessa aparição de Gold, Kris e Eusine e essa cena de Gold a apanhar de Amy foi muito boa kkkkkk
    Fico à espera do desenrolar dessa história entre pai e filho... muitos mistério estão por vir.

    CELEBI APARECE DESAPARECE APARECE DESAPARECE... FICA AMIGA!!! NINGUEM FAZ MAL!!

    Sim, o ovo também me apanhou de surpresa e conhecendo o Dento como conheço acho que podemos esperar tudo, estou certo? Eu acho que até podem dizer que é clichê mas seria muito interessante ver o Ethan a cuidar de um delicado Togepi... ou não!

    À espera do dia 31, até lá!

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    1. Yo, Angel!

      Você agora poderá acompanhar o semanal, né? Caso não saiba, eles são lançados todas as quintas-feiras, à meia-noite, horário do Brasil (UTC−3).

      Essa viagem do tempo serviu para conhecermos melhor nossos personagens, não é? Afinal, a gente não sabe o motivo da súbita mudança de comportamento ao ver o Gold, seu pai. Amanhã, quarta-feira, eu vou postar o Diário de Treinador que contará um pouco dessa história toda aí...

      Enfim, parece que o destino ama o OTP de Ethan e Amy... Eles estão ficando bem juntos ultimamente. Coitado do Forrest... kkkkk

      Gold apanhando da Amy... Isso não vai prestar. Ele não gostou nem um pouco!!! D=

      CELEBI, VÊ SE FICA! SEUS FÃS TE AMAM!!!

      Mas Celebi deve ser um Pokémon bem ocupado. Afinal, cuidar do Tempo junto com o Dialga deve roubar muito tempo dele... Ainda bem que sobra tempo de ele dar umas aparecidas esporádicas em Johto, não é? Hahaha

      Sobre o ovo Pokémon: Togepi é a sua aposta, certo? Bem... Só posso dizer pra você esperar pra ver se está certo. ;)

      Espero vê-lo logo!

      See ya!

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  5. Eu amo viagens no tempo! Sou obcecado por esse tema! E acredito que isso pode chegar a nós muito em breve. Áliens, viagens no tempo... É, Sigert. Parece que seus níveis de sanidade mental estão estáveis... Só que não!

    Ethan devia chegar pro Gold já metendo a real: "Gold, eeeeu sou seu filho!" E o Gold gritaria: "NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO" Mas é como eu digo: jamais revele parentescos ao voltar ao passado, a pessoa pode ficar traumatizada, e com isso você deixará de existir. A não ser que na época você já esteja nascido, aí é tranquilo.

    CELEBI! Eu não imaginava que ele apareceria agora! Mano, as coisas aqui andam voando! :v

    Mas de fato, foi ele que ajudou o Ethan e a Amy a voltarem, caso contrário eles teriam que aguardar 25 anos para poder voltar à jornada. E isso não seria muito legal...

    Cara, fiquei feliz que você tenha abordado o tema de viagem no tempo. Como entusiasta, acho que esse assunto poderia ser discutido várias vezes, e sonhar não custa nada!

    Ronald Mallett curtiu esse capítulo.
    Não sabe quem é? Vai no Google. u_u

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    1. Yo, Sigert!

      Tá aí (mais) uma coisa que temos em comum: Eu também AMO viagens no tempo. Sempre pensei em criar uma história com esse tipo de coisa, mas os paradoxos sempre me ferram. XD

      Essa coisa do parentesco é tão traumático pro Ethan que eu imagino que o Gold piraria. Nojento do jeito que ele é, não daria bola pro rapaz. :c

      Celebi é que nem spoiler: Quando menos se espera, poof, aparece.

      Que bom que você curtiu! Eu espero poder trabalhar mais vezes com esse tema, adoro demais!

      E sim, eu pesquisei no Google. Nem precisava pedir.

      See ya!

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  6. Cheguei ao derradeiro Capítulo 16, onde tudo começa a mudar... e eu juro que imaginei que fosse um filler kkkkk Mesmo que você tenha me contado o que viria a acontecer, levei um tempo para perceber a importância desse episódio como um todo. Foi uma incrível viagem, Gold, Kris, Eusine, a forma como eles foram introduzidos desse jeito meio inesperado e a conexão com o Celebi foi muito bacana. Ethan e Amy são uma bela dupla, gosto de ver os dois trabalhando juntos. E ainda tem toda essa profundidade de quando Ethan se abre e conta um pouco de seu passado e motivos para sair nessa jornada. Um dos meus preferidos da temporada até agora!

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    1. Yo, Canas!

      Eu AMO esse capítulo. É a partir dele que as coisas começam a ser levadas a sério em AeJ.

      Literalmente, o passado começou a vir a tona. A gente começou a conhecer um pouco mais do passado do nosso protagonista, não é? Acho que do Ethan, a gente tinha pouca informação... E que maneira mais legal de apresentar esse passado do que colocar ele, com a ajudinha de um desastre tecnológico, frente a frente com o futuro? Gold é o pai do Ethan. E eu estou louco pra saber o desenrolar disso tudo no futuro. Oh, Celebi, me envie para o futuro para saber como isso tudo termina!

      Ethan e Amy são personagens que eu também amo de paixão. E eu não podia não fazer um capítulo sobre os dois, né? A forma que eles interagem é muito bonita, muito singela, e eu espero que cresça cada dia mais. Claro que é um shipp que eu defendo, mas não podemos focar nisso apenas! Johto tem tantas montanhas bonitas... É melhor a gente dar tempo ao tempo e não desviar dos projetos e objetivos pessoais dos personagens.

      Fico muito feliz que você tenha curtido tanto esse capítulo! E que, mais uma vez, foi surpreendido pela minha fama de rei dos plot twists. E sei que não esperava por essa! Hahahaha!

      Espero que AeJ continue te surpreendendo mais!

      See ya!

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  7. Acho que esse foi o meu capítulo preferido até agora o que é meio engraçado pq eu esperava um episódio meio filler e deparei com um de imensa importância. Adorei a forma casual como eles encontraram o Bill e a personalidade excentrica e simpática dele, realmente me lembrou os jogos.
    E meu Deus, eles REALMENTE viajaram no tempo, isso daria um especial muito louco estilo efeito borboleta. O Ethan ter encontrado o pai foi marcante até pra mim, bem como a forma que esse encontro ocorreu. O pai dele acabou sendo meio idiota com ele o que acabou por confirmar a impressão que ele tinha do pai. Fico imaginando se ele tivesse sido um cara legal, o que ia provocar no pobre garoto, talvez um sentimento de rejeição ainda maior, talvez até tenha sido bom que tudo ocorreu desse jeito.
    Por fim, o que será que vai sair desse ovo? Eu amo ovos de poke porque podem sair QUALQUER coisa e deixam os leitores na expectativa.
    Até a próxima, meu bem. Vou continuar acompanhando!

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