Posted by : Dento Jul 7, 2016





Reza a lenda que há setecentos anos na Cidade de Ecruteak, duas grandes torres foram construídas pelos moradores para representar a amizade e união dos humanos e dos Pokémon. Essas torres foram chamadas de Torre de Bronze, que representava o Despertar e Torre do Sino, que representava o Adormecer.

Certa vez, duas grandes aves apossaram-se das torres e fizeram seus poleiros no topo delas: Lugia, o Guardião dos Mares, habitou a Torre de Bronze e Ho-Oh, o Guardião dos Céus, habitou a Torre do Sino. No entanto, há cento e cinquenta anos, um raio caiu na Torre de Bronze, fazendo-a pegar fogo por três dias e três noites.

 Uma chuva repentina, que a lenda diz ter relação com a que acabou com a seca da Cidade de Azalea que os Slowpoke findaram, apagou o fogo da torre. Três Pokémon morreram na tragédia. Lugia, o Guardião da Torre de Bronze, incendiada e destruída, migrou para os mares da Região de Johto e Ho-Oh, antes de desaparecer também do topo de sua torre, devolveu a vida aos três Pokémon, que tornaram-se feras lendárias que até hoje circundam Johto e que poucos olhos humanos tiveram o privilégio de ver.

Essa história sempre foi motivo de orgulho para os cidadãos da Cidade de Ecruteak. Ela compartilhava os mistérios que até hoje rondavam a região.

Mas, para todos ali, aquela história não era apenas uma lenda. Os três Pokémon estavam vivos em algum lugar, e aquilo era combustível para viajantes curiosos e pesquisadores visitarem a cidade.

Ethan, Amy e Forrest estavam hospedados em um dos quartos do Centro Pokémon. Já era do conhecimento deles que Ecruteak abrigava um Ginásio do tipo Fantasma, o que acabava causando um frio na espinha de Ethan. Não que ele tivesse medo, claro, mas desde que eles chegaram na cidade, coisas estranhas andavam acontecendo.

Ele via reflexos de fantasmas nos espelhos dos corredores do Centro Pokémon.
Ele ouvia vozes em sua cabeça.
Ele sentia um frio anormal no corpo quando lá fora o sol brilhava tão forte que até mesmo Amy reclamava do calor enquanto tentava se esconder na aba de seu chapéu.

E o pior é que só o garoto parecia perceber isso.

Amy e Forrest sempre diziam que era nervosismo, ansiedade, cansaço... Afinal de contas, fantasmas não existiam.

Mas Ethan estava convicto de que alguma coisa tinha de errado. E ninguém garantia para ele de que o Líder do Ginásio era, de fato, um humano.

— E se for um alienígena? E se ele tomar minha alma? E se eu não voltar vivo de lá? — Perguntava o garoto pela milésima vez toda vez que seus amigos questionavam-no sobre as estratégias que ele utilizaria na batalha pela quarta insígnia.
— Ethan, relaxa, cara. Não é porque tem uma lenda envolvendo mortes e destruição nessa cidade que ela atrai coisas ruins. — Dizia Forrest que, por mais que tentasse disfarçar, não conseguia evitar rir da expressão de pânico de seu amigo.
— Fantasmas não existem. É só uma coisa que algum idiota inventou para as pessoas não entrarem em propriedades privadas. Até porque, todo mundo ignora a placa de “ENTRADA PROIBIDA”, né? — Disse Amy com a expressão mais irônica do mundo.

Ethan encarou a garota.

— “Fantasmas não existem”? Como você me explica ser treinadora de uma bola de gás flutuante que vira e mexe vive desaparecendo? — Perguntou o garoto referindo-se à Blue, o Gastly da garota.
— Eu não sou bióloga. Não é porque encontrei com o Pokémon que criou tudo que eu automaticamente sei como ele fez cada Pokémon. — Respondeu Amy, cortando o assunto.

Ethan levantou-se da cama.

— Vou caminhar. Acho que a brisa vai me fazer pensar numa estratégia... — E se retirou do quarto.

Amy e Forrest permaneceram entretidos com seus afazeres: A garota com o notebook e o rapaz lendo um livro.

A cidade era calma. Diferente da metrópole de Goldenrod, as avenidas não eram congestionadas e as pessoas não andavam apressadas. Seria uma boa opção de moradia. Sua arquitetura era a mais diferente entre todas as cidades já visitadas até então, mantinham os traços feudais definidos há milhares de anos pelos ancestrais do povo de Johto.

Ancestralidade que era vista também nos trajes dos habitantes da cidade.

Grande parte dos cidadãos vestia quimonos. Isso dava um contraste para com os visitantes, que vestiam roupas comuns. Fazia parte da cultura daquela cidade, o que fazia com que ela fosse muito atrativa. Todos lidavam muito bem com as diferenças, e isso era um charme que sempre fizera parte do cotidiano.

Ethan caminhava pelas ruas tranquilamente. Ele sorria para as pessoas que respondiam com simpatia. As ideias fluíam na cabeça do garoto de forma natural. O ambiente da cidade trazia uma paz muito grande para o garoto, que apreciava o momento.

A paz e tranquilidade foram interrompidas por um berro. Um berro que fez Pokémon voarem das copas das árvores próximas e fez todos pararem para ver uma figura de estatura alta com olhos azul-cristais e cabelos loiro-escuros, vestindo uma capa branca presa no pescoço que usava uma espécie de terno roxo engomadinho com sapatos e luvas brancas apontando para ele.

— F...F...FANTASMA!!! — Berrou o homem, com uma expressão aterrorizada.

Ethan mudou sua expressão. Um misto de terror e medo tomou conta do rosto do rapaz, que começou a procurar alguma forma de vida sobrenatural aos arredores.

— Gold... Depois de todo esse tempo... Você voltou pra me assombrar?! — Dizia o homem apontando para Ethan.

O garoto se virou e encarou o dono daquela voz. Sua expressão mudou de pânico para surpresa. Seu estômago embrulhou e então um flashback começou a passar pela sua cabeça.

*** ~~~ ***

Um grupo de três adolescentes seguia em direção de Ethan e Amy. Um deles vestia um casaco laranja, shorts amarelos, olhos dourados e um boné idêntico ao de Ethan, no mesmo estilo. A garota que o acompanhava tinha seus cabelos azuis-esverdeados amarrados em marias-chiquinhas que eram cobertos por uma touca amarela. Usava uma camiseta rosa com um pingente que suspendia uma PokéGear antiquada e um casaquinho rosa por cima para complementar. Suas canelas finas eram cobertas por um short legging amarelo, que parecia bastante confortável. O último rapaz, por fim, usava uma capa acinzentada como um super-herói. Vestia uma camisa surrada azul com a estampa de uma PokéBola e calças jeans. Seus grandes cabelos amarronzados estavam penteados para trás. Estava com os braços cruzados e emburrado.

— Eu odeio quando vocês me chamam de mentiroso! — Exclamou o menino zangado.
— A culpa não é nossa se você insiste nessa coisa do Suicune. — Retrucou o garoto de olhos dourados.
— Gold! Zin! Eu já falei pra vocês não ficarem brigando assim! — Exclamou a garota num tom chateado.
— Ele que começou com aquela história de novo, Kris. Eu não tenho culpa! — Gold, o garoto dos olhos dourados, se defendeu cruzando os braços e franzindo o cenho, parecendo sem paciência.
— O Suicune existe sim! Eu vou captura-lo e eu vou jogar na cara de vocês!
— Tá, tá, Eusine. Faça isso e prove também que unicórnios existem. — Provocou Gold.”
*** ~~~ ***

Aquele garoto de vinte e cinco anos atrás estava ali, na frente de Ethan. Bem maior, é claro, mas com o mesmo olhar azul-cristal.  Ethan não fazia a menor ideia de como reagir naquele momento. Ele não sabia sequer se Eusine lembrava do encontro do passado. Mas o garoto não podia negar — ele havia sido reconhecido, de alguma maneira.




Eusine sacou uma PokéBola.

— Eu não vou deixar essa cidade me assustar. Eu vou encontrá-lo e nenhuma miragem vai me impedir. Drowzee, Confusion!

Um Pokémon bípede com olhos cansados, um nariz longo acima de sua boca e orelhas triangulares surgiu. A metade superior de seu corpo de era amarelo e a metade inferior era marrom. Uma linha ondulada separava as duas metades. Ele tinha uma barriga redonda e pernas curtas. Haviam três dedos em cada uma das suas mãos.






Drowzee encarou Ethan e começou a mexer os braços de uma forma hipnotizante. Uma enxaqueca fortíssima surgiu em Ethan de repente, fazendo o garoto apertar a cabeça com as mãos e cair de joelhos. Seu cérebro pulsava tanto que parecia que iria explodir a qualquer momento.

— Gengar, Shadow Ball!

Uma bola negra surgiu de algum lugar e atingiu o rosto de Drowzee em alta velocidade. O Pokémon perdeu o equilíbrio e caiu ao chão, deixando de atacar Ethan. A enxaqueca do garoto passou imediatamente.

— Eusine! Você enlouqueceu?! O que diabos passou pela sua cabeça pra você atacar alguém?! — Um homem loiro, com um cachecol e uma bandana roxa, blusa de lã preta com mangas em uma tonalidade clara de roxo, calças brancas e tênis aproximava-se de Ethan acompanhado de um Pokémon roxo-escuro com um corpo arredondado. Ele tinha olhos vermelhos e uma boca larga que exibia um sorriso sinistro. Vários espinhos cobriam suas costas e terminavam próximos às suas grandes orelhas pontiagudas. Seus braços e pernas eram curtos com três dedos em ambas as suas mãos e pés.






— Tome cuidado, Morty! Eu não sei no que esse fantasma pode se transformar! — Exclamou Eusine.

Morty encarou Eusine com uma expressão séria.

— Ele não é um fantasma. É um humano.

Eusine mudou sua expressão assustada para uma de surpresa. O rapaz deu um passo para trás.

— Um... Humano...? Mas não pode ser... Você é idêntico a ele...

Morty estendeu a mão para Ethan, auxiliando-o a levantar do chão.

— Você está bem, garoto? — Perguntou Morty, preocupado.
— Estou sim. Muito obrigado. — Agradeceu o garoto. — Meu nome é Ethan.
— Eu me chamo Morty. É um prazer. — Sorriu o rapaz de forma simpática.

Eusine aproximou-se de Drowzee.

— Desculpe, garoto. Pisei na bola de novo...

Ethan pegou sua PokéDex e apontou para o Pokémon de Eusine.

“Drowzee, um Pokémon Hipnose. Se você tiver um sonho bom, mas não conseguir se lembrar dele, provavelmente um Drowzee o devorou. Ele se lembra de todos os sonhos que comeu. Raramente come os sonhos de adultos, porque os das crianças são muito mais saborosos.”

E depois, apontou para o Pokémon de Morty.

“Gengar, um Pokémon Sombra. Evolui do Haunter e é a última forma evoluída de Gastly. Ele rouba o calor do seu entorno. Se você se sentir um frio repentino, é certo que um Gengar apareceu. Para roubar a vida de seu alvo, ele desliza para dentro da sombra da presa e silenciosamente espera por uma oportunidade.”

Ethan encarou os dois Pokémon com uma expressão aterrorizada.

— Sinistro... — Suspirou o garoto.
— Você quer que eu pague sua estadia no Centro Pokémon? Acho que depois disso tudo, você merece um descanso. — Disse Morty.
— Eu já estou hospedado, obrigado. Eu sou um treinador Pokémon, a hospedagem é de graça, não é? — Questionou o garoto.
— Treinador...? Então quer dizer que você está atrás de Insígnias? — Perguntou o rapaz.
— Sim. Por quê?
— Porque eu sou o líder do Ginásio dessa cidade. — Sorriu Morty.

Ethan esboçou uma reação de surpresa.

— Quê?! Você não é um fantasma!

Morty riu como criança.

— Não, não sou. Não sei porque as pessoas tendem a pensar isso.
— Morty, por favor, batalhe comigo! Eu te desafio por uma batalha pela insígnia! — Exclamou o garoto.
— Eu aceito seu desafio, Ethan. Mas eu não posso agora. — Disse Morty.
— Por quê?
— Eu e Eusine estamos investigando as ruínas da Torre Queimada.
— Você já ouviu falar na lenda, não é? — Perguntou Eusine, manifestando-se pela primeira vez desde que Morty apareceu.

Ethan pareceu refletir por uns segundos.

— A lenda da cidade? Aquela história das torres e tudo o mais? Ouvi alguma coisa a respeito lá no Centro Pokémon...
— Exatamente. Dizem que o raio que incendiou a torre, o fogo que a consumiu e a água que a apagou tem uma relação com esses Pokémon ressuscitados por Ho-Oh. — Disse Morty.
— E quem são esses Pokémon? — Perguntou o garoto.
— Raikou, Entei e Suicune. — Respondeu Eusine. — Meu avô me contava histórias sobre Suicune e eu estou aqui procurando por ele. Parece que ele está dentro da Torre Queimada, então quero dar uma olhada.

Ethan se mostrou interessado naquela conversa.

— Vocês me deixariam ir junto? Adoraria conhecer esses Pokémon da lenda! — Exclamou o garoto.

Eusine deu uma risadinha sínica.

— Tolinho. Como se fôssemos irresponsáveis demais pra levar um garoto pra um local destruído e que pode ruir a qualquer momento.

Ethan fez uma cara emburrada, cruzando os braços em conjunto.

— Eu não sou criança! Sei cuidar de mim muito bem sozinho!

Morty sorriu.

— Desculpa, Ethan, mas não dá mesmo.  Mas se você quiser batalhar contra mim, podemos nos ver amanhã de manhã na frente do Ginásio.

O garoto bufou.

— Tá, tá, tanto faz. — E deu as costas, seguindo em direção ao Centro Pokémon.

Eusine fechou a cara.

— Que garoto ignorante!

Morty sorriu.

— Vocês têm bem mais em comum do que imaginam. — E saiu andando.
— Ei! O que quer dizer com isso? Tá me comparando com um pivetinho? Ei, Morty! Eu não terminei de falar com você, volta aqui! — Eusine saiu correndo atrás do colega.

***


A Torre do Sino podia ser vista de qualquer ponto da cidade, incluindo da janela do quarto no Centro Pokémon onde Ethan, Amy e Forrest estavam hospedados. O garoto estava encarando aquela construção já há muito tempo, desde que voltara do encontro com Morty e Eusine e nem percebia o tempo passando. Muitas coisas passavam em sua mente. Não havia comentado sobre o estranho encontro com os dois rapazes com seus amigos e nem pretendia. Ele queria resolver tudo sozinho dessa vez.

— Você tem certeza mesmo de que está tudo bem, cara? — A voz de Forrest despertou Ethan de seu transe.
— Quê? Ah. Tô sim. Estou só pensando na batalha de Ginásio. — Respondeu o garoto.
— Ethan, fica tranquilo. Eu sei que você vai se sair bem. — Disse Amy, sorrindo.

O garoto suspirou.

— Sempre dá esse nervosismo antes de uma batalha de Ginásio... Espero me acostumar algum dia.

Forrest levantou-se da cama.

— Vamos esfriar essa cabeça. O que você acha da gente ir comer? Já é quase noite e é bom irmos jantar.
— Podem ir na frente. Eu já vou indo. — Disse o garoto.

Amy e Forrest surpreenderam-se com a resposta. Desde que começaram a viajar juntos, Ethan nunca deixou de acompanhar os amigos, até mesmo para fazer coisas simples. Sem sombra de dúvidas, havia alguma coisa acontecendo.

Não questionando, porém, os garotos saíram do quarto e deixaram Ethan sozinho.

“Torre Queimada, né...? Eu vou ver o que tem de tão importante assim naquele pedaço de coisa velha, custe o que custar.”, pensava Ethan.

As luzes começaram a piscar. As janelas abriram e um forte vento invadiu o quarto, bagunçando tudo o que tocava. O garoto entrou em desespero e saiu correndo pela porta.

Blue, o Gastly de Amy, tornou-se visível pelo quarto, dando boas risadas silenciosas.

***

Já era quase meia-noite. A respiração pesada de Amy e Forrest ecoava pelo quarto. Ethan não tinha pregado os olhos, estava concentrado repassando o plano mentalmente.

Quando tinha certeza de que não seria ouvido, levantou-se cuidadosamente de sua cama, colocou seus tênis, seu boné, pegou sua mochila e lentamente saiu do quarto. O Centro Pokémon estava silencioso e Ethan, pela primeira vez, não sentiu presença alguma ali. Talvez, até mesmo os fantasmas estivessem dormindo aquela noite. Estava perfeito.

Ethan aproximava-se do corredor da recepção quando percebeu que as únicas luzes acesas eram a do corredor de entrada. Ao olhar furtivamente, o garoto percebeu que a Enfermeira Joy mexia no computador.

Era óbvio que, se aquilo era um hospital, havia plantões de madrugada. Afinal, nunca se sabia quando um Pokémon ferido iria aparecer.

E esse era um detalhe que Ethan esqueceu-se de lembrar.

Pensando rápido, o garoto sacou uma PokéBola. Com a cara mais relaxada que conseguiu fazer, cruzou o corredor, assustando a jovem moça que cuidava dos Pokémon.

— Oh! Não esperava ver alguém acordado a essa hora da noite. Tem algo que eu possa fazer por você, jovem rapaz? — Perguntou Joy com o sorriso convidativo de sempre.
— Ah, não, obrigado. Eu não consegui dormir e resolvi então ir treinar um pouco. Eu tenho uma batalha de Ginásio muito importante amanhã cedo. — Disse o garoto em um tom de voz visivelmente nervoso. Ethan não sabia mentir.

Joy, no entanto, pareceu não notar.

— Ah, sim. Tudo bem então. Vejo você depois. Cuide-se!

Ethan passou pelas portas do Centro Pokémon e a suave brisa noturna logo tocou seu rosto. Ele estava livre.

O garoto então olhou para trás e fixou seu alvo no horizonte. Podia ver o topo da Torre do Sino e correu em direção a ela.

Amy observava o garoto correndo da janela do quarto. Acompanhada de Blue, seu Gastly, não fez o menor movimento. O Gastly Azul desaparecera no ar e a garota fechou os punhos.

***

A enorme Torre do Sino saudava Ethan com sua majestosa altura. O garoto aproximava-se cada vez mais do enorme edifício, mas ele não era seu alvo. Virando à esquerda e seguindo no sentido oposto, logo viu os destroços do que um dia deve ter sido uma torre tão majestosa quanto sua irmã. De intacto, apenas sua base. Tinha só até o primeiro andar, com as paredes chamuscadas, como cicatriz do feroz ataque milenar da natureza.

Ethan removeu duas PokéBolas da mochila. Quilava e Flaaffy, levemente sonolentos, atenderam o chamado de seu treinador e posicionaram-se mais próximo para ouvir melhor suas ordens.

— Temos algo bem legal pra descobrir essa noite e eu conto com a ajuda de vocês. Vamos nessa? — Perguntou o garoto, recebendo um aceno afirmativo da cabeça de seus Pokémon.

O garoto se dirigiu até a entrada da antiga torre, percebendo que as portas estavam lacradas, por motivos óbvios. Percorrendo o perímetro, Ethan logo descobriu um buraco na parte de trás do prédio que servia de entrada para o desconhecido que havia ali dentro. O garoto respirou fundo, engoliu em seco e adentrou dentro do breu do local.

O cheiro de queimado ainda predominava ali dentro. Era como se a torre tivesse sido condenada a se lembrar daquele dia fatídico. Quilava e Flaaffy iluminaram o local com seus poderes e Ethan percebeu que o local estava bastante destruído. Pedaços enormes de madeira estavam amontoados de qualquer maneira no chão, a estrutura do telhado estava fragilmente pendurada e o piso de madeira era cruzado de uma ponta a outra com rachaduras monstruosas.

Um arrepio percorreu a coluna do garoto, que desejou ter a presença de Amy e Forrest para lhe auxiliar.

Mas ele não ia voltar atrás.

Então, assim que tomou coragem, começou a caminhar. O peso de seus pés fazia o chão ranger de forma alta e aguda, por todos os lados. Ethan tentava desviar dos obstáculos enquanto fazia de tudo para abafar os enormes ruídos que produzia involuntariamente.

O garoto continuou caminhando com cuidado sendo seguido por seus Pokémon. Ethan ouvia vozes, mas não conseguia compreender o que elas diziam. Eram como gritos de lamentos que vinham de todos os lados. Ele andava apreensivo, buscando se equilibrar o máximo possível nos entulhos.

Havia muitos Pokémon que habitavam aquele local. Ele não era frequentado por humanos, por isso, era o local perfeito para as criaturas viverem em paz. Com certeza, aquele som esquisito deveria estar sendo produzido por algum deles. Mas enquanto Ethan não reconhecia a fonte de tal chamado, o medo dominava sua mente. Ele até mesmo tentou usar a PokéDex para ver se o aparelho reconhecia Pokémon pelo som, mas aquela era uma tecnologia que não havia sido desenvolvida ainda.

Após caminhar aleatoriamente pelos corredores macabros da torre, Ethan viu luzes de lanterna bem próximas de onde ele estava. Vozes falavam um português claro e concentravam-se em pontos próximos às paredes. Ethan aproximou-se devagar para xeretar, reconhecendo assim Morty e Eusine tirando fotos das paredes.

— Eu sei que eles devem estar por aqui... Não podemos desistir de procurar. — Disse Eusine, analisando as paredes.
— Eu acho esse local fascinante. É incrível como os detalhes do incêndio foram preservados de forma perfeita! Os Pokémon fantasmas daqui com certeza fizeram um bom trabalho em preservar! — Exclamou Morty.

Gengar que estava próximo de seu treinador sentiu uma presença. Ao olhar para os lados, viu a sombra de Ethan e seus Pokémon projetada no chão e ficou invisível.

O garoto continuava observando em silêncio quando o Pokémon de Morty surgiu em sua frente em uma sombra gigante que parecia que iria devorá-lo. Ele soltou um berro e saiu correndo desembestado sem ver aonde ia.

Eusine e Morty se viraram e soltaram uma exclamação alta ao ver Ethan correndo em suas direções.

— Mas o que...?! — Soltou Eusine.

O garoto tropeçou em um pedaço enorme de madeira e caiu por cima de Eusine. Ao tocarem no chão, ele rachou e cedeu, fazendo todos ali serem lançados para o subterrâneo, caindo com velocidade.

A altura era relativamente grande. Demorou poucos segundos para que ambos tocassem o chão. Outro tempo passou até que eles recobrassem os sentidos.

— Flaaffy! Quilava! Cadê vocês?! — Chamou Ethan.

O som de algo se movendo foi ouvido. Ethan olhou para trás e viu Morty embaixo de grandes pedaços de entulho queimado e correu para ajuda-lo. O garoto reuniu toda a força que conseguia para remover grandes pedaços de caibros das costas do rapaz.

— Você está bem? — Perguntou o garoto, estendendo a mão para que Morty pudesse levantar-se.
— Estou sim, obrigado. Onde está Eusine?
— Eu não sei... Meus Pokémon sumiram também...
— Eu posso ajudar. Gengar, por favor.

O Gengar de Morty prontamente transpassou o piso. Segundos depois, surgiu metros adiante em cima de um montinho de entulho queimado. Os dois imediatamente correram pra lá.

Ao perceber a presença humana aproximando-se, Flaaffy emanou uma luz de sua cauda e um clarão tomou conta do lugar, facilitando sua localização. Ethan e Morty ajudaram a Pokémon à ser retirada dos escombros. Quilava estava próximo da companheira, debaixo de um grande toco de madeira. Ao auxiliar seus Pokémon, Ethan ouviu um grande e sonoro “Ai!” vindo de algum lugar do chão.

Ao olhar para baixo, viu o corpo de Eusine estirado. O garoto tentou levantar o rapaz, mas Eusine deu um tapa nas mãos de Ethan.

— Me solte! A culpa é sua por eu estar nessa situação!

Ethan fechou a cara.

— Seu ingrato! Eu tava tentando te ajudar a levantar!
— Você nem deveria estar aqui pra começo de conversa!

Morty tentou apaziguar a briga.

— Cavalheiros, por favor, vamos ser civilizados, em respeito aos Pokémon que vivem aqui...

Os dois o ignoraram começaram a bater boca. As vozes macabras da Torre Queimada pareciam se incomodar com o tumulto. Elas foram ficando cada vez mais fortes e altas, paralisando Ethan e Eusine imediatamente.

Uma aura brilhante tomou conta daquele lugar. Envolto numa luz hipnotizante, um corpo felino ergueu-se por debaixo do entulho, mostrando sua total soberania. 





Nem em seus sonhos mais loucos, Eusine vira um semblante tão maravilhoso. Ethan estava de boca aberta. De tão impressionado, nem pareceu ligar para o filete de saliva que escorrera.

Aquele ser encarou os humanos que o prestigiavam. Olhou para uma das paredes desgastadas do prédio e deu um rugido poderoso. Um raio de luz saiu de seu corpo e fez um enorme buraco, tão grande que até a lua prateada podia ser vista de dentro do local. O ser deu um salto tão grande que saiu do local sem pegar outro impulso.

Eusine e Ethan se encararam.

— O que foi isso...? — Perguntou o garoto.
— Eu tenho quase certeza de que foi um dos Pokémon lendários da Torre. — Disse Morty vagarosamente.
— Será que era o Suicune...? — Questionou-se Eusine.

Ethan caminhou cautelosamente até o local de onde aquela aura havia surgido. Havia um buraco no chão. Mas o garoto não conseguiu ver o que havia embaixo.

Blue, o Gastly de Amy, materializara-se em sua frente. De cara fechada, fazia Ethan caminhar lentamente para trás, em um movimento inconsciente de tentar fazer o fantasma manter distância.

— Um Gastly Shiny! — Exclamou Morty.

Blue continuava a seguir ameaçadoramente para cima de Ethan.

— O-O que você quer?! A Amy está por aqui?!
— Esse Gastly é seu? — Perguntou Morty.
— Não, é de uma amiga... Eu nem sei o que ele tá fazendo aqui...
— Acho que... Ele tá evitando que você faça besteira. — Brincou Morty.

Eusine se dirigiu até o buraco no chão e soltou uma exclamação.

— Suicune!

Morty correu para o lado do amigo. Ethan até tentou fazer o mesmo, mas Blue insistia em não dar passagem para o garoto.

— Mas que coisa! Por que você não deixa eu ir ver também?! — Dizia o garoto com raiva, não obtendo resposta alguma do Pokémon, que continuava a encará-lo. — Quilava! Flaaffy! Façam alguma coisa!

Os dois Pokémon estavam sentados ao lado de seu treinador. Ao olharem para Blue e comunicarem-se brevemente, levantaram-se e também se posicionaram na frente de Ethan.

— Até vocês estão contra mim?! Qual é a de vocês? Mas que porcaria! — Ethan então cedeu e deu-se por vencido.

Eusine sacou uma PokéBola. Mirando no chão do andar inferior, liberou seu Pokémon.

— Alakazam, Psychic!

Alakazam tinha estrutura humanoide e um grande bigode. Ele levitava Eusine Morty com um par de colheres de prata. Uma aura esbranquiçada contornou os corpos dos dois, pousando-os com segurança no andar inferior.




— “Alakazam, um Pokémon Psíquico. Fechar os seus olhos aguça todos os seus outros sentidos. Isto lhe permite usar suas habilidades aos seus extremos. Suas células cerebrais multiplicam-se continuamente até que ele morra. Como resultado, ele se lembra de tudo que vive desde o momento em que nasce”. — Informou a PokéAgenda de Ethan.

Eusine e Morty depararam-se com uma energia morna que emanava daquele lugar estranho. As paredes, diferente do resto do prédio, não estavam com cicatrizes feitas pelo fogo de milhares de anos atrás. Na verdade, aquelas paredes estavam tão limpas que aquele andar parecia ter sido construído ou reformado recentemente.

Aquela sala estaria completamente vazia se não fossem as ruínas de um altar, aparentemente há muito destruído — e que era a única coisa que destoava daquele ambiente. Uma parte dele estava totalmente quebrada — pedras do que aparentava ser mármore estava aos pedaços no chão. Próximo dos destroços, duas estátuas de criaturas permaneciam de guarda na frente do altar. A estátua da esquerda estava em posição soberana. Era um Pokémon quadrúpede e com marcas em forma de diamante em seu corpo. Tinha uma juba e duas caudas brancas majestosas que pareciam ondular no ar. Tinha um focinho comprido e um cristal hexagonal grande em sua testa. A da direita era um quadrúpede enorme com um porte leonino. De seu pescoço corria e uma longa nuvem cinza que formava uma juba ao longo de toda a extensão de seu corpo. Tinha grandes placas cinzas e pontudas e faixas pretas em suas pernas. Uma placa cinza cobria o focinho e se assemelhava a um bigode.






Eusine encarou estático aquelas duas estátuas majestosas. Pareciam vivas de alguma forma, de tão reais que eram. Não podia ser um produto feito por mãos humanas. Ele correu em direção à estátua da esquerda e até mesmo Morty foi pego de surpresa com a súbita reação do colega.

— Eusine, não! — Gritou.

O rapaz agarrou a estátua de Suicune.

Os olhos da criatura brilharam. Um raio de luz tomou conta de seu corpo e Eusine fora arremessado para longe. Um rugido poderoso preencheu o lugar e tomou conta dos ouvidos de todos. A estátua começou a se mover lentamente enquanto a estátua ao seu lado também começou a emanar uma pálida luz que brilhava fortemente.

Os dois saltaram para o andar de cima. Rápidos como um raio, passaram por Ethan, deixando o garoto extasiado. O ser iluminado de Suicune fez um profundo contato visual com o garoto antes de se sair pelo enorme buraco na parede, feito minutos antes por outro ser de luz, que agora sabia-se ser Raikou.
Alakazam ajudou Eusine e Morty a voltarem para o segundo andar. O elegante rapaz, agora com a roupa toda empoeirada, correu atrás das criaturas que agora desapareciam na noite.

— Suicune, não fuja! —Dizia Eusine aos quatro ventos, não recebendo nenhum tipo de resposta.

Apenas a brisa noturna soprava em seu rosto.

— Eu quase o peguei... — Disse o rapaz lamentando-se.
— Cara, que experiência incrível! — Exclamou Ethan sorridente.

Morty se dirigiu a Ethan com uma expressão zangada.

— Você não tinha nada que estar aqui.

Ethan ficou apreensivo.

— M... Me desculpa...?

Eusine aproximou-se novamente da dupla.

— Como eu havia dito, se não fosse por você, essa confusão não teria acontecido. — Disse o rapaz com seu ar metido.

Morty deu um tapa na nuca de Eusine, que perdeu o equilíbrio com o impacto.

— Você também tem culpa! Que história foi essa de agarrar o Suicune?! — Bradou Morty.

Enquanto o Líder de Ginásio dava lição de moral nos dois, a madrugada seguia seu ritmo. Ethan voltou para o Centro Pokémon e entrou no quarto. Quase morreu do coração ao ver Amy sentada na cama esperando o rapaz de braços cruzados e cara fechada.

— Só o fato de você voltar vivo significa que Blue fez um bom trabalho. — Disse a garota de forma ríspida.

Ethan engoliu em seco.

— E por que você mandou ele me seguir?
— Porque você é idiota e saiu de madrugada em direção à Torre Queimada sem a gente. Espero que isso não se repita.

Ethan ergueu as sobrancelhas, surpreso.

— Ué...

A garota cruzou o quarto e deitou-se em sua cama. Blue materializou-se no ar e retornou sozinho para sua PokéBola, que estava no criado-mudo ao lado da cama de Amy.

Forrest continuava dormindo, sem perceber o que acontecia no mundo real.

Após os eventos ocorridos na Torre Queimada e o despertar dos três Pokémon Lendários da Região de Johto — Raikou, Entei e Suicune — com sua fuga posterior, Ethan se prepara psicologicamente para sua quarta batalha de Ginásio que acontecerá logo dali a algumas horas. Enquanto o dia não amanhece, o garoto tentará ter uma boa noite de sono, isso é, se ele conseguir dormir. O terror de imaginar a possibilidade de ser enforcado por Amy durante a noite era maior do que seu medo de fantasmas.



TO BE CONTINUED...








{ 24 comentários... read them below or Comment }

  1. Yoo Dentoo

    Primeira vez que não atraso alguns anos XD
    O que dizer desse capítulo?Incrível
    Ja falei sobre meu fascínio pelos tipo fantasma então amei este capítulo :3

    Mano é a primeira vez na história de pokemon que alguém nota o tão perigoso é ter um guri de 13 Anos?Entrando em torres abandonadas,Cavando,Entrando em Cavernas,Nadando no oceano,enfrentando bandidos etc.

    Ja disse que Gengars são incríveis e legais?Coitado do Ethan ele só se lasca,tinha que ser um Gengar troll.

    Ei como é que estão confundindo o Ethan com o catra ?Ethan nem tem filho(que zuera erada mano huehue)
    Meio precipitado sair atacando o garoto sozinho né Eusine?Sempre teve seus probleminhas mais isso superou né?

    Amy se preocupa com o Ethan que bonitinho :3 .O shipp é real.
    Forrest so dorme nunca sabe de nada.
    Até mano

    See Ya

    ReplyDelete
    Replies
    1. Yo, Dark!

      Sempre tem uma primeira vez pra tudo, né? HEAUHAEUAHUAE

      Fico muito feliz que você tenha curtido. Mergulhei de cabeça nessa segunda temporada pra fazer algo melhor do que fiz na primeira. E nada melhor do que começar na minha cidade favorita: Ecruteak. Adoro o clima dela! kkk

      Crianças de 13 anos são problemáticas, mano. Xeretam até onde não devem e sempre acabam se dando mal! EHAUHUHAEUHAEUH Chama a Super Nanny!

      Eu amo Gengars. Deve ser por isso que ele tem um certo destaque nesse capítulo.

      Mano... Essa zoeira aí foi demais. EAUHEUEAHUAEHUAE. Vou sair na rua com uma placa no pescoço: "Sou humano, não fantasma". Vai que, sei lá, eu acabe encontrando com o Eusine por aí? Tô ferrado! XD

      Amy se preocupando com o Ethan... Que bontinho. Será que dá namoro? HEUHAEUHAEUEAHUE

      Acho que se o mundo acabasse, o Forrest nem ia se tocar. EAHUEHUEAHAEUH


      See ya!!

      Delete
  2. Yo, Dento!
    Depois de não sei quanto tempo sem capítulos (era minha felicidade de Quinta de manhã, antes de ir ao colégio <3) a fanfiction finalmente voltou, no dia prometido!
    E, caramba, ela não voltou fracamente não, voltou com tudo! Eu simplesmente A-M-E-I esse capítulo, que pra mim tende a ser o melhor até agora.
    Gostei da aparição do Eusine e do Morty, além da confusão na Torre Queimada, que foi a melhor parte do capítulo <3
    A Amy sempre tentando proteger o Ethan, huh? É, esse é o começo de um grande casal! -qq
    Nos vemos na próxima Quinta, então?
    See ya, boy!

    ReplyDelete
    Replies
    1. Yo, Victor!

      Pouco mais de um mês depois, estamos de volta!

      Que bom que você curtiu! Resolvi trazer uma segunda temporada em uma outra pegada e que bom que ela foi tão bem aceita. =]

      Espero sinceramente manter o nível nos próximos que vem por aí.

      Amy e Ethan... Será que dá certo? Hehehe

      Nos vemos na próxima quinta, na outra e a que vem na semana seguinte também. =D

      See ya!!

      Delete
  3. Eusine é um personagem chato,ele era legal nos jogos,mas na fic ele está idiota com esse facinio pelo cão de água

    Gold mostra mais uma vez que não é como o filho,o Ethan se mostrou mais curioso ,talvez mais infatil que o pai

    Amy se importando com Gold ? Isso quer dizer que

    NESTA NOITE O AMOR CHEGOU
    CHEGOU PARA FICAR
    E TUDO ESTA EM HARMONIA E PAZ
    ROMANCE ESTÁ NO AR

    ReplyDelete
    Replies
    1. Yo, Donnel!

      Eusine é um personagem que eu tentei fazer o possível pra dar uma identidade pra ele seguindo o personagem do próprio game. Essa é uma missão bastante difícil, mas eu tentei preservar a essência dele - a essência de perseguir Suicune até os confins do Universo. Espero que ele passe a ser mais agradável nas próximas aparições. Ou não, né? Pau que nasce torto...

      Nem sempre aquele lance do "tal pai, tal filho" é verdade. Ethan não ser como o pai talvez seja resultado dessa ausência do mesmo na vida do filho. Ele não teve em quem se inspirar, podendo assim ter adquirido outra natureza devido a educação de Marieta... Mas é bom saber que os dois personagens se distinguem entre si - às vezes, certos parentescos acabam originando personagens com comportamentos idênticos.

      Amy se importando com o Ethan? Será?

      Ah, essas referências... <3

      Espero que você tenha aprovado! =D

      See ya, man!

      Delete
  4. Hey, companheiro Dento! Sei que posso parecer um estranho nessas terras, mas sou como um guardião que está todo dia na fronteira para ter certeza de que está andando tudo bem. Fico contente com seu retorno, e mais contente ainda em ter tido a oportunidade de te ajudar no polimento do capítulo! Foi uma boa reunião no skype e pudemos discutir muitas ideias e melhoras, a mudança foi clara, e agora torço para que você consiga manter o grau de excelência. Pelo visto os leitores aceitaram bem inclusive o aumento no episódio, e o entrosamento dos personagens veio como brinde, inclusive do Eusine, até porque se estão odiando o cara às vezes é porque você está fazendo seu trabalho certo! Pior seria se ele fosse irrelevante para o capítulo kkkkk

    Bem, companheiro Dento, vamos agora pensar naquela cerimônia do The Omascar e manter os capítulos semanais, o que convenhamos que não é nada fácil. Mas veja só, nossa Aliança está de volta e agora com muitas regiões na ativa, são novos tempos que chegaram com o intuito de trazer um brilho renovado para cada um de nós! Desejo toda sorte do mundo nessa sua segunda temporada, você já faz parte de uma seleta equipe que conseguiu este feito, foram três ginásios e logo mais virão outros três, ainda não é a metade da jornada, mas é onde começa a melhor parte tanto com você junto de seus personagens quanto para quem te acompanhou até aqui. Mantenha o foco e a determinação, parceiro, continue fazendo o que você faz de melhor.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Yo, Canas!

      Após o fim de Sinnoh eu confesso que tenho visto seu rosto carimbar nas mais diversas terras tropicais, de Kanto à Alola. Espero que seu organismo se acostume com isso. kkkk

      Mais uma vez, um primeiro capítulo de uma temporada passa por suas mãos antes de ser publicado. E agradeço muito, pois isso acabou dando uma luz na minha cabeça e organizou as ideias que eu tinha em mente.

      Vamos seguindo porque ainda espero organizar muita coisa ainda - o Omascar inclusive.

      Muito obrigado pelas palavras, cara! Você sabe que valem muito pra mim. =]

      See ya!

      Delete
  5. capitulo muito bom desde que o Ethan, Forrest e a Amy chegaram, o Gastly da Amy começou atormentar o Ethan alem de engraçado eu senti uma pena dele ao mesmo tempo, ansioso pelo proximo capitulo rs

    OBS: gostei da abertura 1a e da 2a temporada rs

    ReplyDelete
    Replies
    1. Yo Megapikachu!

      Que bom que você curtiu! Pokémon Fantasmas são bem zoeiros mesmo. Pelo menos é como eu os imagino. XD

      Espero que você continue aproveitando!

      See ya!

      Delete
  6. E aí, Dento.

    Gostei do capítulo, Eusine está similar ao que vimos no anime. De certa forma, foi um meio que encontraram na época de dar uma lição sobre "obsessão".
    Ethan até que saiu no lucro em ter que lidar só com fantasmas. Seria pior se fossem os Koffings ou os Magmars que encontramos na torre. Ethan assado por Magmar seria legal de se ver XD.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Yo, Erick!

      Fico feliz que você tenha curtido!

      Acho que Eusine sempre acabou sendo essa pessoa que é. Claro, existem diversos motivos e razões que podemos pensar e discutir que levaram ele a ter esse comportamento, mas creio que é um charme do próprio personagem. Eu, como autor, claro que posso imaginar diversos tipos de comportamentos mais amigáveis pra ele, mas acho que esse comportamento meio "nojento" do personagem é fundamental pro enredo. Claro que acabaremos descobrindo motivos, razões e circunstâncias para entender melhor o que se passa na frente dele porque até eu estou curioso pra saber, mas pra isso, vamos acompanhar juntos o desenrolar disso tudo. =]

      E é bem interessante isso o que você falou e eu concordo. Até onde você iria por uma obsessão? Onde será que eu iria? São perguntas que às vezes são tão importantes e que acabamos ignorando... Vou levar isso em consideração daqui pra frente.

      Churrasquinho de Ethan: Novo fenômeno gourmet da região de Johto depois das Caudas de Slowpoke. EAHUAHEUEAHEAUHEAU XD

      See ya!

      Delete
  7. Cara,agora temos três lendários a solta,um doido frustrado querendo pegar o Suicune e além disso outras coisas mais.

    Neste cáp vimos o Ethan fazer uma loucura,seguindo Eusine e Morty para a torre queimada.

    No final tudo acabou bem e no capítulo seguinte creio que teremos a batalha entre Morty e Ethan.Ou seria só a primeira parte?

    Bem,o importante é ser eletrizante.

    Bem,é só.

    Ass:

    Supremo Líder da Ordem Da-Qual-Fazem-Parte

    Sir Naponielli

    ReplyDelete
    Replies
    1. E aí, Naponielli!

      As coisas agora começaram a ficar sérias, né? Tava doido pra trabalhar esse plot do Eusine e Suicune aqui (até porque, Pokémon Crystal é minha versão favorita). Quero saber quando é que os lendários vão dar as caras (ou os fucinhos) de novo...

      Capítulo que vem, sim, tem Ethan VS. Morty. Como será que ele vai se sair, hein?

      Espero te ver semana que vem!

      See ya!

      Delete
    2. Cara,ler esse cáp me lembrou do Magmar mais foda que eu já tive,que venceu sozinho toda a liga pokémon,o campeão e o Red só com Fire Punch e Flametrower.

      Delete
    3. Foi o mesmo com o meu Typhlosion... ♥

      Delete
  8. Ah,Burned Tower,lar de um pokémon foda,além do trio lendário de Johto.

    ReplyDelete
  9. ME SEGURA!!!!!

    Olá Dento!

    Mas que capítulo incrivel! Nova cidade, novos personagens, novos pokémon e muito misterio e suspense à mistura!

    Ethan vai ser sempre aquele idiota que faz tudo ao contrário, mas no final todos gostamos dele! E a Amy ta sempre lá para o proteger, não é verdade?

    O capitulo ficou maior que o habitual mas tá incrivel mesmo! Diálogos, descrições... tudo!

    Muitos parabéns pelo trabalho excelento, Dento!
    ARRASA!

    ReplyDelete
    Replies
    1. Yo, Angel!

      Nova temporada, novas emoções. Que coisa maravilhosa voltar de novo ao começo. XD

      Eu acho interessante essa coisa do Ethan ser bastante contrário às vezes. Ele é imaturo por ser jovem, mas bem focado. A teimosia do personagem acaba levando ele a evoluir como pessoa, mas ele nunca deixa de lado essa coisa da curiosidade. Acho engraçado isso. XD

      Resta saber se a Amy vai estar com ele em tudo, né? kkkk

      Eu quis mostrar uma evolução na escrita e nos acontecimentos na história. Peço desculpas se eu te peguei de surpresa nesse capítulo grande. kkk Espero que aprove! =]

      Muito obrigado pelo elogio, meu caro! Você mesmo sabe que eu escrevo a história pra você e por você. Procuro sempre estar melhorando e inovando para deixar AeJ o mais atrativa possível! É muito bom ver que meu esforço está sendo visto com bons olhos. ^-^.

      See ya!

      Delete
  10. Após aquele aperitivo inicial, a segunda temporada começa de vez. Passamos dias discutindo esse capítulo, sempre com você ponderando o que poderia melhorar, nunca satisfeito. Tanta persistência não poderia ter sido mais conveniente. O resultado final ficou ótimo!

    Foi uma boa maneira de introduzir ao mesmo tempo a história do Eusine, as lendas antigas de Johto e também o Morty sem aquela coisa "seca" de "sou o líder de ginásio, vamos batalhar pela insígnia". Acredito que essa história prévia que o Ethan e o Morty tiveram tornará a batalha do próximo capítulo mais interessante. Sinceramente perdi a conta de quantos coelhos você matou com uma cajadada só nessa parte.

    Percebi que Blue vai ser uma espécie de espião a serviço da Amy. Pobre Ethan... Sua vida de solteiro acabou antes mesmo do shipp virar canon.

    É isso aí, Dento! Continue com o excelente trabalho! õ7

    ReplyDelete
    Replies
    1. Yo, Sigert!

      A partir de agora, começamos, oficialmente, a segunda temporada do AeJ.

      Depois de muito trabalho, acho que consegui trazer algo de alto nível. Fico feliz que você tenha aprovado o resultado!

      Eu adoro fazer essas coisas, de colocar vários elementos da história ao mesmo tempo e ir trabalhando com calma com o desenrolar do enredo. Acho que traz uma curiosidade para o leitor que vai querer (espero eu) continuar querendo acompanhar pra ver o desfecho. Mesma coisa com os personagens. Sempre tento dar uma cara nova pra eles e novas possibilidades. Isso é complicado, mas acho que eu tenho conseguido trazer originalidade pra cada Líder de Ginásio. É importante não ficar na mesmice, né?

      Eu amo os Pokémon fantasmas. Acho que eles dão uma incrível possibilidade de variações para histórias. Não seria diferente com o Blue, né? Ele é o único fantasma da história por enquanto e eu queria então dar algo marcante pra ele. Espero ter conseguido.

      Fico muito contente que você tenha apreciado! Espero que continue acompanhando a história! =D

      See ya!

      Delete
  11. Quando comecei o capítulo eu estava com a sensação de que já sabia o que iria acontecer, só depois fui ver meu comentário e descobrir que eu já havia lido em 2016 kkkk Engraçado que agora as coisas se encaixam melhor com tudo o que vi na primeira temporada.

    Finalmente aqui estou, de maneira oficial, para conferir o que Coração de Ouro nos reserva!

    ReplyDelete
    Replies
    1. Yo, Canas!

      Eu não acredito em coincidências. Em déjà-vu talvez. Mas ler o mesmo capítulo com essa sensação deve ser esquisito. "Seria o Dento tão previsível assim?"

      Até nisso eu dou meus plot twists. HEUAHUAEHEAU

      Espero que continue curtindo!

      Delete
  12. Pobre Ethan, não consegue escapar de levar um golpe de pokémon a cada capítulo e dessa vez foi um bem tenso, imagina o que é levar um Confusion de um Drowzee, devee doer pra kct. Esse Eusine é meio que um louco varrido, por que diabos o fantasma do Gold apareceria para assombrá-lo. Ainda bem que o Morty, lindo e maravilhoso apareceu para salvá-lo ou esse coitado receberia ataques até desconfiar que um pokémon fantasma não iria atacá-lo do nada plena luz do dia.
    Gostei muito das descrições desse capítulo. Achei engraçadinho o Ethan ir atrás do Euzine e do Morty porque é bem a coisa que um adolescente burro faria. Sorte dele que não aconteceu nada demais.
    A maneira que você desenvolveu o capítulo foi muito natural, incluindo a parte do Gengar assustando o Ethan que foi hilária. E no fim, esse magnífico trio de lendários a solta, conquistando ainda mais meu coração que já era todinho deles.
    Agora temos o Blue, o grande espião que impedirá o Ethan de fazer merda e ainda trabalhará arduamente para a Amy em seu serviço de espião. Até eu fiquei com medo dela pelo Ethan rs.
    Excelente capítulo e até o próximo!

    ReplyDelete

- Copyright © 2015 - 2019 Aventuras em Johto - Dento (Willian Teodoro) - Powered by Blogger - Designed by CanasOminous -