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Especial: Aliança na Copa
Os protagonistas do Aventuras em Johto pararam tudo o que estavam
fazendo para celebrar a magnífica Copa do Mundo, evento que acontecia a cada
quatro anos e que, pela primeira vez, reunia grandes amigos para acompanhar
todo o evento. Grandes personagens da Aliança se cumprimentavam pelos
corredores, se abraçavam, falavam alto e faziam festa, com direito a churrasco,
refrigerante para as crianças e até mesmo barris de cerveja para os adultos. Os
times estavam surpreendendo, todos os jogos tinham resultados imprevisíveis e
todos os favoritos estavam tendo dificuldades perante seleções que eram consideradas
pequenas.
Treinadores e Pokémon acompanhavam o jogo do Brasil em uma grande
TV de tela plana. Com a narração emocionante do Professor Birch e comentários de
seus colegas Samuel Carvalho, Professor Kukui e Sycamore, nenhum lance passava
despercebido. Claro que havia muita discussão em torno do famigerado Pokémon
Telecaster, um dispositivo que a FIFA utilizava para auxiliar os juízes em
campo para não deixar passar possíveis lances de pênalti ou má conduta dos
jogadores. Acontece que muitos dos lances eram passíveis de bastante polêmica,
para sofrimento dos personagens, que assistiam agoniados o jogo da seleção
brasileira contra a Costa Rica. Em uma das cobranças de pênalti, o craque do
Brasil, Aerus Draconeon, o Garchomp, foi derrubado na área do gol da Costa Rica
por Oliver, o Goomy. Os comentaristas ficaram divididos.
— Claramente pênalti! — exclamava Kukui.
— É um lance de interprretación.
Aerus se jogou, não é a primeira vez que ele faz isso nessa competição... —
argumentava Sycamore, calmo.
— Menino Draconeon, craque do futebol brasileiro, derrubado, massacrado,
apanhando dos oponentes, dá cartão, seu juiz! — ainda que tivesse de manter uma
postura neutra, era clara a torcida de Birch para o Brasil.
Amy e Luke Wallers discutiam fervorosamente, enquanto Ethan e Dawn
tentavam separar os dois, tentando prevenir uma agressão física.
— Esse seu Pokémon é fresco demais, Luke, só cai!
— Mas que porra é essa
que cê tá falando aí, menina? Manja de nada de futebol e tá querendo dar pitaco,
e ainda errado?!
— Eu vou te mostrar o quanto eu manjo de futebol! — se não fosse
Ethan segurando-a com todas as forças que conseguia reunir, mesmo que tremendo, a garota teria socado todas as partes do corpo de
Luke que seus punhos alcançassem.
O juiz apitou. Fim do primeiro tempo. Jogo empatado em zero a
zero.
Os nervos foram sendo acalmados durante o intervalo. Mais carne sendo
assada. Glenn Combs dando uma palhinha de alguns sucessos para animar o público
enquanto o segundo tempo não começava. Forrest olhava o astro com os olhos
brilhando, afinal, não era todo dia em que você estava no mesmo local que
uma grande estrela. Camila dançava loucamente enquanto Ruby e Calem discutiam qualquer
coisa sobre qual marca de álcool gel era mais efetiva contra bactérias.
Sapphire, Serena, Lyra, Hilda e Hal olhavam hipnotizados para Lance e Cynthia,
que debatiam sobre estratégias sobre batalhas Pokémon — e eles sabiam MUITO!
Início do segundo tempo. A Costa Rica avança com a bola, Akebia, a
Roserade, agilmente passeia driblando os oponentes, cruzando para Fabi, a
Pichu, que perigosamente chuta a bola para a trave do gol do Brasil. Os
torcedores no estádio e na sala de reuniões da Aliança Aventuras suavam frio.
Se o Brasil perdesse, seria eliminado.
O jogo continuou zero a zero. O juiz deu acréscimo de seis
minutos. Os corações batiam tão forte que podia-se facilmente confundir quem
escutasse com um desfile de escola de samba. Aerus tocou a bola para
Theodore que tropeçou na chuteira e caiu de cara no chão. Barão Maximiliano
rapidamente dominou, passando por Oliver, o Goomy, e Fabi, tendo apenas Akebia
em sua frente. A Roserade não conseguiu desviar a bola. O Barão bateu com o pé
direito para dentro da rede do gol da seleção oponente.
BRASIL 1 X 0 COSTA RICA
O público gritava. Até mesmo Red, que havia passado praticamente o
jogo inteiro isolado dos amigos apenas analisando as posições táticas dos jogadores
junto à Silver, soltou uma exclamação audível de alívio. O Brasil, enfim, não
estava eliminado. Amy e Luke se abraçavam, pulando feito loucos na comemoração
do gol.
O tempo havia passado. O jogo se aproximava dos 52 minutos.
— Pode apitar, seu juiz. Acaba o jogo, vamos! — pedia o Professor
Birch.
A Costa Rica não deixaria barato. Akebia, quase como se utilizasse
um Quick Attack, correu com a bola dominada
nos pés, tocando para Oliver que mirou em Fabi. Theodore, no entanto, novamente
tropeçou no cadarço da chuteira e caiu ao chão, em cima de Pichu, atrapalhando
o passe. Barão Maximiliano furtou a bola e, veloz como um Agility, avançou livremente para o lado oposto. Aerus Draconeon
olhou firmemente para os olhos do companheiro e recebeu a bola. Não pensou duas
vezes, chutou na gaveta, no canto superior direito do gol onde goleiro nenhum
alcançaria, mesmo se fosse um Staraptor poderoso.
Era inacreditável. O juiz apitou. O silêncio da incredulidade
tomou conta do estádio e dos personagens da Aliança.
BRASIL 2 X 0 COSTA RICA
O som ensurdecedor tomou conta do ambiente. Birch berrava no
microfone, mas ninguém conseguia ouvir suas palavras devido à euforia. Todos
choravam, gritavam e se abraçavam, vibrando com a vitória difícil da seleção
brasileira. Aerus Draconeon caiu de joelhos no meio de campo, chorando também.
Após tanto criticá-lo, a torcida agora reconhecia novamente seu talento e o
aclamava como o grande herói que era.
Crônica Final

Oshawott era um Pokémon
nativo da região de Unova. Certa vez, uma tímida garota dos olhos azuis que,
após passar por poucas e boas, chegara cansada ao laboratório da Professora
Juniper, a renomada professora Pokémon da região, onde escolheu o pequeno
Pokémon aquático como parceiro de jornada.
Oshawott era realmente um
ótimo Pokémon, mas era demasiadamente hiperativo. Seu comportamento era
evidentemente muito diferente do de sua treinadora, mas isso não impedia que
eles formassem uma bela dupla. A cada semana, insígnias eram ganhas e batalhas
eram vencidas. Oshawott, mesmo às vezes confuso, adorava a sua treinadora. Ele
via o esforço da garota e determinou-se a ficar mais forte para acompanhar a
força de vontade da pequena treinadora.
Certa vez, após muito
batalhar, sentiu seu corpo gordinho mudar e ficar maior. Havia evoluído para
Dewott, seu estágio avançado.
No entanto, sua treinadora
ficou desapontada. Mesmo Dewott sendo um Pokémon mais forte que sua forma
anterior, a garota achava que ele não era mais bonitinho. De fato Dewott tinha
uma aparência mais séria, se comparada ao estágio como Oshawott, mas isso não
significava que deixou de ser o mesmo Pokémon que ela conhecia. Ele mantinha
sua personalidade doce e hiperativa. A evolução alterou sua forma física, mas
não modificou seu coração.
Mais tarde naquele mesmo dia
de Outono, a treinadora trocou Dewott por um Pokémon que sua PokéAgenda
informou chamar "Tepig". Ele também era um dos Pokémon iniciais que a
professora Juniper entregava aos treinadores iniciantes. Coincidentemente, era
o mesmo Pokémon que Oshawott conhecera antes de sair em viagem com a
treinadora.
Uns dias se passaram e o
treinador não se acostumou com a personalidade alegre e hiperativa do Pokémon.
Sendo assim, foi ao Centro Pokémon e enviou Dewott por um dispositivo chamado
"Wonder Trade", novidade tecnológica desenvolvida na região de Kalos.
Nesse programa, treinadores recebem Pokémon de outras regiões e enviam seus
Pokémon para trocas. Dessa forma, completar a PokéAgenda Nacional ficava mais
fácil para os treinadores do mundo.
Dewott passou de mão em mão.
Viu os belos montes de Kanto, o cheiro floral das cidades de Johto, as belas
ilhas e o cheiro litorâneo de Hoenn, a paisagem fria, porém aconchegante de
Sinnoh e as cidades ora tecnológicas, ora rústicas de Kalos. Sem sorte.
Outro dia mesmo, em sua
incessante viagem pelo Wonder Trade, foi parar no Japão. Fez seu treinador
passar por uma vergonha e tanto. Ele não entendia os comandos do jovem garoto.
— Futachimaru, Mizu Deppou! — Dizia o treinador japonês
eufórico para o Pokémon em meio a uma batalha.
Mas mal sabia Dewott que o
treinador se referia ao seu ataque Water
Gun. E nem que sua espécie Pokémon era conhecida como “Futachimaru” por
aquelas bandas.
Dewott até hoje continua
viajando pelo virtual mundo do Wonder Trade. Fez até amizades pelo mundo. Dizem
que ele ainda procura um treinador que não o julgue por sua aparência ou pelo
seu jeito de ser. Dewott procura alguém com quem possa crescer como criatura e
que o faça querer tornar-se mais forte.
Será que o treinador perfeito
surgirá? Não se sabe. Mas Dewott continuará procurando. Mesmo que não tenha IVs
perfeitos, ainda pode mostrar o quanto é forte e pode ajudar seu treinador nas
batalhas. Mesmo que continue sendo devolvido para o Wonder Trade.
Crônica 6

— Torneio Pokémon de Caça aos Insetos? Que negócio esquisito! Quem é que perderia seu tempo caçando insetos feito babaca?
Joey
estava no refeitório do Centro Pokémon da Cidade de Goldenrod. Acompanhado por
Lyra, eles conversavam a respeito do Torneio Pokémon de Caça aos Pokémon
Insetos, que aconteceria dali a poucas horas.
—
Eu não tô nem aí. Eu cansei da estadia nessa cidade... Que horas a gente vai
embora mesmo, hein? — Resmungou Lyra, tacando um pedaço de torrada na boca.
—
Aconteceu alguma coisa, amorzinho? — Perguntou Joey, percebendo a irritação
evidente.
—
Sim. Aconteceu. Hormônios. Muitos deles. — Respondeu a garota de forma mais
grosseira do que o convencional.
Joey
levantou-se e dirigiu-se à garota e deu um selinho amoroso em seus lábios.
Lyra
se levantou e seguiu em direção aos computadores do Centro Pokémon, com Joey em
seu encalço.
É,
eles tinham um “lance”.
E
tudo começou por uma infeliz coincidência.
“Ethan, Amy e Forrest,
acompanhados de Joey, seguiam para a Cidade de Goldenrod, onde o próximo
desafio de Ginásio os aguardava. Eles rumam o Centro Pokémon para descansar
antes da próxima batalha.
— Ainda bem que
estamos com você, Joe. Economizamos um bom tempo com esses seus atalhos. —
Disse Forrest sorrindo.
— Goldenrod é minha
terra natal. Ninguém conhece isso aqui melhor que eu. — Joey sorria alegre.
— Até que enfim você
fez algo útil. Tem meus parabéns. — Comentou Amy de forma irônica.
— Eu podia ter seu
número da PokéGear pra eu te chamar pra sair, que tal? — Joey tentou fazer um
olhar sensual para Amy que desviou o olhar para Ethan.
— Ainda bem que você
não tem PokéGear, Amy... — Disse o garoto aliviado.
Amy sorriu de forma
maliciosa. Aproximou-se do garoto e colocou seus braços sobre os ombros dele,
deixando-o vermelho.
— E por que exatamente
é bom que eu não tenha um PokéGear, Ethan querido? — Perguntou a garota fazendo
uma voz sensual.
Ethan começou a
transpirar de nervoso e seu rosto parecia um tomate maduro.
— Ethan! — Exclamou
uma voz feminina.
Lyra aproximava-se
saltitante do grupo de jovens que estavam chegando.
— Chegou por último,
né, Ethan? Mulher do padre. — Zombou a garota.
Ethan, no entanto,
estava tão nervoso que não teve reação nenhuma.
— Ué... Tá tudo bem? —
Lyra observa o garoto de forma atenta.
— Ele está sim. Só o
nível de hormônios dele que estão um pouco elevados. — Brincou Forrest.
— Vamos indo pro
Centro Pokémon. Lá a gente vê se ele tá bem mesmo. — Sugeriu Joey.
— É uma ótima ideia.
Se vocês quiserem, eu os acompanho. — Prontificou-se Lyra.
— Por que não? Vamos
sim! — Concordou Forrest.
— Você ainda não
escapou da pergunta, gatinho. — Amy sussurou discretamente no ouvido de Ethan
que paralisou.”
Lyra
e Joey observavam o trio afastar-se em direção do Ginásio.
—
Você não vai com eles? — Questionou a garota.
—
Eu não. Eles são merecem a companhia do grande Joey. — Respondeu o outro.
—
“Grande Joey”? Você tá mais pra “O pequeno Joey”. — Zombou Lyra.
Joey
se irritou.
—
Quem você pensa que é pra falar da minha altura?!
Lyra
deu um sorrisinho malicioso.
—
Pode-se dizer que eu sou superior à qualquer um. Inclusive ao Ethan.
Joey
fez uma expressão curiosa.
—
O que quer dizer com isso?
—
Segredo feminino. — Disse a garota com um sorrisinho.
Eles
tinham uma coisa em comum: A rivalidade com Ethan.
Afinal,
“Inimigo do meu inimigo é meu amigo”, não é mesmo?
As
semelhanças entre os dois criou uma atração muito forte. O ego e a rivalidade
com Ethan era os principais fatores que contribuíam para a afeição dos dois. Lyra
e Joey passaram muito tempo conversando a respeito. Até que, em um passeio pelo
Parque Nacional, aconteceu um beijo entre eles.
Mas,
assim como o lance, tão rápido vieram as brigas. O jovem casal discutia por
qualquer motivo. “Quem era o melhor Pokémon?”. “Qual a melhor estratégia para
se vencer um Pokémon do Tipo Pedra?”. “Quem veio primeiro: O ovo ou o Togepi?”
Um
queria ser melhor do que o outro. E isso fazia com que os dois não pudessem ter
uma conversa sequer civilizadamente.
— Torneio Pokémon de
Caça aos Insetos? Que negócio esquisito! Quem é que perderia seu tempo caçando
insetos feito babaca?
Joey estava no
refeitório do Centro Pokémon da Cidade de Goldenrod. Acompanhado por Lyra, eles
conversavam a respeito do Torneio Pokémon de Caça aos Pokémon Insetos, que
aconteceria dali a poucas horas.
— Eu não tô nem aí. Eu
cansei da estadia nessa cidade... Que horas a gente vai embora mesmo, hein? —
Resmungou Lyra, tacando um pedaço de torrada na boca.
— Aconteceu alguma
coisa, amorzinho? — Perguntou Joey, percebendo a irritação evidente.
— Sim. Aconteceu.
Hormônios. Muitos deles. — Respondeu a garota de forma mais grosseira do que o
convencional.
Joey levantou-se e dirigiu-se
à garota e deu um selinho amoroso em seus lábios.
Lyra se levantou e
seguiu em direção aos computadores do Centro Pokémon, com Joey em seu encalço.
O
Centro Pokémon estava lotado naquela manhã. Ethan, Forrest e Amy logo trataram
de procurar o guichê de inscrições para cadastrar os Pokémon que iriam usar. Ao
caminhar para o local indicado, encontraram Lyra e Joey conversando. O rapaz
estava com a boca cheia de comida enquanto a moça mexia em um dos computadores.
Naquele
dia em específico, a Cidade de Goldenrod sediava o Torneio Pokémon de Caça aos
Insetos, um torneio que era mensal e seu objetivo era caçar Pokémon do Tipo
Inseto.
Joey
e Lyra trataram logo de inscrever-se na competição apenas para conseguirem ser
superiores aos seus rivais.
A
competição seguiu-se na mais repleta tranquilidade. A primeira fase foi de
capturas e a segunda de batalhas.
Mas,
durante a segunda fase, Lyra perdeu para Forrest e Joey foi atrás da moça nos
camarins. A garota acabou humilhando-o, xingando-o de todos os nomes que
conhecia, além de terminar seu breve relacionamento com o rapaz. Ela alegava “falta
de interesse”, enquanto ele tentava argumentar que “os dois eram mais fortes
quando estavam juntos”.
Lyra
bufou e deu um tapa na cara do rapaz, indo embora em seguida.
Quatro
batalhas aconteceriam ali simultaneamente, porém, distantes uma da outra.
Forrest encontrou seu oponente e os dois imediatamente correram para iniciar a
batalha. Ethan ainda teve que esperar para que Joey chegasse. Ele parecia
estressado. Seus olhos estavam inchados e suas bochechas coradas.
Ethan
pareceu preocupado.
—
Tá tudo bem? — Perguntou o garoto.
—
Ah... Tá tudo de boa. Só tive que resolver umas coisas, mas tô pronto. Vamo lá.
— Joey sacou a Bola Sport. — Parasect, detone!
O
Pokémon de Joey pareceu dominar o campo de batalha. Encarava Ethan como se o
garoto fosse o oponente.
—
Conto com você, Scyther! — Ethan arremessou a cápsula, liberando Scyther, que
espreguiçou-se.
O
Pokémon de Ethan deu um sorriso provocativo ao oponente. A luta havia começado.
E
então, Joey perdeu para Ethan.
O
rapaz saiu cabisbaixo. Não bastava ter tomado um fora, tinha que perder para
seu rival.
Enquanto
isso, uma memória recente passava pela cabeça de Lyra.
—
Nããããããão!!!! — Berrou Lyra, começando a chorar.
—
Bom trabalho, Heracross. Descanse. — Forrest retornou seu Pokémon e se dirigiu
a Lyra para consolá-la.
A
garota retornou o Pinsir e deu as costas para o moreno.
—
A derrota é a chave para a vitória, Lyra. — Disse o rapaz de forma amigável.
—
Por quê? — Perguntou Lyra, ríspida.
—
Nunca poderemos vencer se não pudermos superar nossas fraquezas. — Concluiu o
rapaz.
Lyra
parou por um instante e olhou para Forrest. Com um suspiro, retirou-se do campo
de batalha.
—
Você é uma ótima pessoa. Já vi que não é só bonitinho.
Forrest
corou.
A
garota sorriu.
—
O que você acha de... Marcamos uma batalha qualquer dia desses?
—
Eu... Eu acho ótimo. — Respondeu o moreno sem graça.
Lyra
aproximou-se devagar.
—
Vou precisar de uma prova de que você vai voltar a me ver.
A
garota tascou um beijo em Forrest, que nunca havia beijado ninguém e não sabia
direito como reagir. Pacientemente, Lyra foi usando seus lábios para guiar o rapaz
que foi, aos poucos, reagindo de forma carinhosa.
De
volta à realidade, Lyra sorria.
—
A fila anda... E cá estou eu, fazendo o que faço de melhor: Ser a melhor.
Lyra
não era daquelas que se apaixonava. Ela gostava de se distrair e se divertir.
Se alguém não lhe trazia esse tipo de coisa, ela tratava de passar para o
próximo.
Joey
sentiria ciúmes de Forrest. E isso já a deixava feliz. Ao menos, ela teria dois
trouxas para se divertir enquanto viajava solitária em sua jornada.
E
quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração?
Forrest
tocava os lábios enquanto tinha um sorrisinho patético em seu rosto.
—
Brock vai gostar de saber disso... Acho que eu tenho uma namorada.
Restava
saber se Lyra sentia a mesma coisa por ele. Amor.
Bem...
Estava aí um sentimento que ela desconhecia.
Escrito com a colaboração de Star-Chan.



















