Notas do Autor (Capítulo 6)
Cá estamos nós mais uma semana, acompanhando mais uma vez os passos de Ethan e Forrest no grande mundo dos Pokémon. Dessa vez, o primeiro desafio sério: A batalha de Ginásio contra Falkner, o líder novato, além da evolução do nosso fofinho Cyndaquil (eu confesso que esperei ansiosamente esse capítulo por isso...)
"Ah, Dento, mas que clichê essa coisa de um Pokémon evoluir durante a batalha!"
Acredita que isso me aconteceu em Red (contra o Brock, usando Bulbasaur), Gold (contra Falkner, usando o Cyndaquil - [coincidência ser o Pokémon do Ethan? Não.]) e Diamond (usando Turtwig, contra Roark)? Tais Pokémon evoluíram imediatamente DEPOIS que eu lutei contra o primeiro líder do jogo. E cá entre nós, esse clichê faz parte, né? Tem no anime, tem no mangá, tem até mesmo aqui na Aliança (tem vários exemplos no Aventuras em Sinnoh. Vê lá.). Acabei por colocar aqui também, pra dar aquele clímax super útil no episódio.
Agora Ethan tem em mente conseguir a próxima Insígnia. Hehehe.
Fãs da Equipe Rocket, eles voltam no capítulo que vem.
Estou viajando de férias no momento, então não poderei responder os comentários de vocês instantaneamente. Assim que eu chegar (domingo agora, dia 17/01 [e aniversário de um mês do blog! - não existem coincidências]), eu volto a responder tudo bonitinho. =]
No mais é isso. Lembrando que ainda esse mês de Janeiro, tem estreia aqui no blog. Espero que vocês tenham gás pra acompanhar mais histórias.
See ya!
Capítulo 6

Ethan e seu novo amigo Forrest finalmente chegam ao Ginásio de
Violet. Após pequenas confusões, Ethan estava prestes a conseguir sua batalha
por uma insígnia da Liga Pokémon.
— Finalmente estamos alcançando o Ginásio... Mal posso esperar
pela batalha! — Exclamou Ethan.
— Se eu fosse você, eu não ficaria muito ansioso... Batalhas de
Ginásio são mais difíceis que batalhas contra treinadores comuns. E além do
mais, é um treino para a Liga Pokémon, então não vai ser fácil. Mesmo que o
Ginásio esteja aberto há uma semana. — Argumentou Forrest.
— “Uma semana”? Como assim?
— A Enfermeira Joy me disse que o Ginásio reabriu a uma semana. O
Líder de Ginásio é novo.
— Um novato? Então vai ser fácil... Hehe.
— Engano seu. Você só treinou o Cyndaquil até agora. E, tudo bem,
ele ganhou uma boa experiência em batalhas depois de derrotar sozinho centenas
de Bellsprout da Torre Brotinho, mas isso não é garantia de vitória.
Ethan ajoelhou-se, abraçou as pernas e colocou a cabeça por entre
os braços em uma expressão depressiva.
— Aquela torre...
— Isso me lembrou o Brock depois que conheceu a Professora Ivy nas Ilhas Laranja e ela se recusou a casar com ele...
— Eu tenho Cyndaquil, Sandshrew e Caterpie como minha equipe de
Pokémon. Porém, apenas Cyndaquil está em um nível suficiente para batalhas
difíceis. Eu aposto em Sandshrew também... E terei que treinar muito com
Caterpie ainda se eu quiser ter uma equipe equilibrada e pronta para batalhas...
— Disse Ethan segurando suas PokéBolas.
— Bem, vamos ao Ginásio. Lá nós saberemos quantos Pokémon poderão
ser usados para a batalha.
— Certo! — Disse Ethan partindo com Forrest até a entrada do
Ginásio.
Enquanto os garotos seguiam para o Ginásio, Amy estava sentada ao
pé de uma árvore da Rota 32 analisando os arquivos que outrora havia conseguido
no laboratório do Professor Carvalho em Pallet. A brisa que soprava na Rota
tocava suavemente o rosto da garota que observava cautelosamente a tela do
Notebook que estava em seu colo. Estava acompanhada apenas de Pokémon selvagens
que habitavam a rota, como um Wooper que vez ou outra aproximava-se curioso
sentindo o perfume da garota.
— “Clonagem Pokémon”? Por que será que o velho estava pesquisando
sobre isso? Será que ele contou para alguém que acabou contando para o
Giovanni? — Disse Amy para si mesma.
— Tee-hee... Finalmente encontrei você... — Um sussurro grave fora
ouvido atrás de Amy que se virou surpresa.
— Silver?! — Exclamou a garota.
— O próprio. Assustada? Por quê? Você não fez nada de errado, não
é? — Zombou o ruivo com um sorriso. — Você mudou de roupa, mas continua com
aquela cara de sempre. Você pode ser achada de qualquer lugar, mesmo sem o
uniforme.
— O que você quer? — Perguntou Amy fechando o Notebook e o
colocando em um dos bolsos da mochila, contudo, sem tirar os seus olhos azuis
dos olhos frios e vermelhos do garoto.
— A PokéBola GS que está com você.
— Você acha que eu sou idiota, não é? Como se eu desse algo que
contém algo importante pra você.
— Ora, querida... Você sabe que é importante. E com o guardião do
tempo, poderemos voltar a dominar o mundo e até impedir que Red nos derrote. A
Equipe Rocket tem poder pra isso. E você sabe o que acontece contra aqueles que
se rebelam contra nós. Ou eu devo contar a história sobre os seus pais de novo?
Amy olhara com ódio para aquele rosto. Convivera com Silver desde
que era bebê. Giovanni contara que seus pais eram exímios agentes da Equipe
Rocket. Os mais astutos e poderosos membros.
— Você gosta de se gabar de como os meus pais foram mortos pelo
Giovanni? — Sussurrou Amy ameaçadoramente.
— Não. Eu gosto de lembrar de como um ato idiota de enganar a
organização e tentar derrubar meu pai faz as pessoas caírem...
— Meus pais não foram idiotas em tentar fugirem da Equipe Rocket.
Eles estavam cansados de serem tão humilhados por vocês, cretinos. E é por isso
que, depois de tanto tempo, é a minha vez de fazer o que eles não conseguiram:
Acabar com vocês. Eu não vou deixar vocês conseguirem seus objetivos. Até
porque eu não sou idiota e sei o que vocês vão fazer comigo depois que
dominarem o mundo.
— Amy, você ainda está com isso na cabeça? Pense, garota! Você
pode rever seus pais novamente!
Amy olhou para Silver com uma expressão incrédula.
— Ah, é, gêniozinho? E como
exatamente eu vou conseguir rever meus pais?
— Não se faça de sonsa... Com o Celebi, obviamente. Se obtivermos
o poder do Celebi e voltarmos no Tempo, conseguiremos dominar tudo novamente e,
além disso, ninguém vai precisar morrer. E você poderá ver seus pais. Mas para
isso... — Silver estendeu a mão para Amy. —... Você precisa me devolver a
PokéBola GS.
Amy olhava desconfiada para Silver que a encorajava com o olhar.
Lentamente, procurava o bolso da bolsa que levava consigo. Puxou o embrulho
onde a PokéBola GS estava e retirou-o da bolsa.
— Muito bem, Amy. Sabia que você ainda era esperta. Agora
entregue-me. — Disse Silver aproximando-se da garota.
— Com todo o prazer. — Disse Amy que ao ver Silver aproximar-se o
suficiente, deu um chute nas partes íntimas do garoto e saiu correndo.
— PEGUEM-NA!! — Berrou Silver para os lados caindo de dor no chão.
Capangas da Equipe Rocket saíram dos bosques da Rota 32 e correram
em direção à Amy.
— Mas que droga! Esses caras são uns chatos e não mudaram nada! Primeape,
manda ver! Karate Chop no chão,
agora!

Primeape atingiu o golpe no chão que acabou produzindo ondas de
choque que começaram a partir o chão da rota. Os capangas da Equipe Rocket
começaram a perder o equilíbrio com o mini terremoto que se iniciara ali.
***
— Olá? Tem alguém aí? — Ethan chamava após chegar ao Ginásio.
O local parecia estar passando por uma reforma. Havia muitas
coisas no chão e bastante poeira também. Forrest entrou no Ginásio e dirigiu-se
até o campo de batalhas.
— Esse campo de batalhas é bem diferente do campo de batalhas do
Ginásio de Pewter.
— Sério?
— Sim. Bem que Brock tinha me contado que os campos dos Ginásios
são diferentes, não somente de cada ginásio, mas de cada região. Cada um é
construído para um tipo de Pokémon diferente, geralmente o usado pelo Líder do
Ginásio, assim, o campo pode ser usado para enfraquecer a estratégia do
desafiante. A julgar pelo campo sem obstáculos e pelo teto livre, eu diria que
o Líder desse Ginásio usa Pokémon do tipo...
— Voador. — Completou uma voz.
Ethan e Forrest viraram-se e da arquibancada do Ginásio, viram um
garoto com cabelos azul-escuros vestido com uma espécie de kimono japonês por
dentro de um short azul com uma camisa azul-claro por cima. Ele pulou da
arquibancada e pousou majestosamente na frente de Ethan e Forrest que pareciam
impressionados.

— Eu sou Falkner, Líder do Ginásio de Violet. Prazer em
conhecê-los.
— Eu sou Forrest, futuro Líder do Ginásio de Pewter, em Kanto.
Prazer em conhecê-lo.
— Nossa! Então você é da Região de Kanto? Que legal! Muitos
Pokémon pássaros fantásticos habitam a região de Kanto... E você, garoto? —
Perguntou Falkner para Ethan.
— Eu sou Ethan, e estou aqui para te desafiar e ganhar minha
primeira insígnia da Liga Pokémon. — Falou o garoto confiante.
— Você tem sorte. Estou ansioso por uma batalha. E será a minha
primeira oficial como Líder de Ginásio. Então eu aceito seu desafio. Batalha
com 2 Pokémon está bom pra você?
— Ethan, tenha em mente que ataques do tipo Terra não funcionarão
contra os Tipos Voadores. Porém, alguém como Caterpie não duraria cinco
segundos aqui... Então use Sand com sabedoria e Cyndaquil pode até ser forte,
mas Líderes de Ginásio tendem a esconder surpresas para suprir suas fraquezas
em batalhas. — Disse Forrest.
— Entendi...
— Forrest, poderia narrar a batalha? Você vem de um Ginásio e
entende as regras, não é? É que, por enquanto, estou sem Juiz. — Disse Falkner.
— Claro, posso sim. Sendo a batalha um duelo com dois Pokémon, o
desafiante tem a liberdade de trocar seus Pokémon. Assim que os dois Pokémon de
um dos treinadores for nocauteado, a vitória é declarada. Todos concordam? —
Ethan e Falkner balançaram positivamente a cabeça. — Então comecem!
— Sandshrew, vai nessa! — Ethan lançou sua PokéBola e Falkner deu
um sorriso.
— Vamos brincar então... Vai, Hoothoot! — Falkner lançou seu
escolhido para a batalha que ficou sobrevoando o campo.
— Que Pokémon é esse? — Ethan pegou sua PokéAgenda.
— “Hoothoot, um Pokémon
Coruja. Ele sempre está sobre um pé. Ele altera os pés de modo rápido, e esse
movimento raramente pode ser visto. Aconteça o que acontecer, ele mantém um ritmo
preciso e único na hora de inclinar sua cabeça”. — Registrou a PokéAgenda
de Ethan.

— Um Pokémon Tipo Normal/Voador. Hum... Acho que tenho uma
estratégia... — Sussurrou Ethan para si mesmo.
— Então você quer que eu comece? Como queira... Hahah! Hoothoot, Hypnosis! — Começou Falkner.
— Fuja com Rollout,
Sand! — Exclamou Ethan.
Hoothoot começou a atacar mirando em Sandshrew e emitindo ondas
hipnóticas no Pokémon. Porém, Sandshrew enrolou-se e saiu rolando pelo campo.
— Sandshrew pule! — Exclamou Ethan.
Sandshrew olhou para seu treinador como se não tivesse entendido
direito.
— Confie em mim, Sand! Pule e faça o que eu pedir! — Disse Ethan.
— Hoothoot, Peck! —
Comandou Falkner.
— Pule quando eu mandar, Sand!
Hoothoot investiu na vertical rumando Sand, que permanecia imóvel
aguardando algum comando de Ethan, que permanecia concentrado no ataque de
HootHoot.
Ele já estava a alguns centímetros e Sandshrew aguardava o
inevitável ataque.
— Pule agora, Sand! — Comandou Ethan.
Sandshrew pulou e viu Hoothoot meter o bico no chão com a evasiva.
— Rollout, agora!
Sandshrew enrolou-se e girou no ar. O peso da gravidade mais a
investida do ataque fizeram a potência do golpe duplicar atingindo Hoothoot
pelas costas.
— Rapid Spin! — Disse Ethan.
Sandshrew pousou no chão e começou a correr em direção a Hoothoot.
Jogou-se no chão e começou a girar em torno do próprio corpo atingindo Hoothoot
que voou para longe.
— Hoothoot, levante-se! — Exclamou Falkner.
— Não pare! Poison Sting!
Sandshrew investiu com vontade contra Hoothoot que tonto por causa
dos golpes não teve reação para desviar, recebendo o último golpe e caindo
nocauteado.
— Hoothoot está fora de combate! A vitória é de Sandshrew! —
Exclamou Forrest.
— Nossa, que batalha rápida! Confesso que eu subestimei você,
Ethan. Mas agora, essa batalha não vai ser tão fácil.
— Obrigado, Falkner. Não quero que a batalha seja fácil. Vamos com
tudo! — Disse Ethan.
— Vai nessa, garoto! — Berrou uma voz fraca da arquibancada.
— Mas o quê?! — Exclamou Ethan assim que viu o que era.
A velhinha que havia encontrado mais cedo e lhe dissera o caminho
para a Torre Brotinho estava ali. E estava acompanhada por outros velhinhos que
faziam uma torcida organizada colocando suas bengalas e dentaduras para cima
como se fossem cartazes.
— Nós não fomos pro bingo hoje pra vir aqui torcer por você! — Disse a velhinha.
— O que a senhora tá
fazendo aqui? E esse pessoal todo? — Perguntou Ethan incrédulo.
— Viemos torcer pro
maior treinador Pokémon de Johto! O único que derrotou com um único Pokémon
toda a Torre Brotinho! Yay!
— Como vocês conseguiram entrar aqui? — Perguntou Falkner.
— É bem fácil quando a porta tá aberta! — Berrou um dos velhinhos.
— Quieto, Joe. Não atrapalhe!
— Ah, Katherine! Só porque conheceu ele primeiro, não quer dizer
que possa mandar em mim! — Reclamou Joe.
— Fique quieto, velho babão! Vai nessa, garoto! Vença essa pelo
seu fã clube! — Berrou Katherine fracamente enquanto os outros velhinhos faziam
a festa torcendo pro garoto.
— Caramba... Eu tenho um fã clube? — Perguntou Ethan achando
graça.
— Bem, já que temos plateia, vamos caprichar. Vai nessa, Pidgey! —
Exclamou Falkner.
— Pidgey? — Perguntou Ethan pegando a PokéAgenda.
— “Pidgey, um Pokémon
Pássaro Pequeno. Ele geralmente se esconde na grama alta. Por não gostar de
lutar, ele se protege lançando areia nos inimigos. Ele é muito comum em áreas
gramíneas e florestas”. — Registrou a PokéAgenda.

— Vai continuar com Sandshrew? — Perguntou Falkner.
— Sim. E nós vamos arrasar! — Exclamou Ethan.
— Comecem a batalha! — Autorizou Forrest.
— Sandshrew, Rollout!
— Não vai funcionar de novo. Pidgey, use Gust!
A ventania de Pidgey atingiu Sandshrew fazendo-o voar e bater em
uma das paredes do Ginásio.
— Quanto poder! — Exclamou Ethan impressionado.
— Meu pai me deu esse Pidgey quando eu era menor. Foi meu primeiro
Pokémon. Ele queria que eu assumisse o Ginásio de Violet e mostrasse para todo
mundo o poder dos Pokémon Pássaros. Treinadores acham que Pokémon Pássaros são
muito fracos. E meu objetivo é fazer com que eles vejam o quão maravilhosos
podem ser esse tipo de Pokémon. Whrilwind.
O ataque de Pidgey cruzou o Ginásio rapidamente atingindo
Sandshrew que desmaiou ao sentir a potência do ataque.
— Sandshrew está fora de combate! A vitória é de Pidgey! — Disse
Forrest.
— Bom trabalho, Sand. Retorne. — Disse Ethan retornando seu
Pokémon.
— Qual é a sua outra carta na manga? — Perguntou Falkner
interessado.
— Minha última esperança... Vai, Cyndaquil, eu te escolho! — Disse
Ethan lançando uma de suas PokéBolas.
Os velhinhos continuavam torcendo por Ethan e fazendo a maior
algazarra, como se ainda fossem jovens crianças. E esse tipo de algazarra não
era proporcionada pelos bingos semanais que o grupo fazia.
— Cyndaquil VS. Pidgey. Comecem! — Autorizou Forrest.
— Pidgey, comece com Whrilwind!
— Esquive, Cyndaquil!
— Não adianta! — Exclamou Falkner.
Cyndaquil não conseguiu desviar do golpe de Pidgey. Para todos os
lados que tentava ir, o vento lhe pegava.
— Droga... Vou ter que partir pra cima... Vai, Cyndaquil! Parta
para cima com Quick Attack! —
Exclamou Ethan.
— Um ataque direto? Por favor... Esquive, Pidgey!
Cyndaquil começou a correr rapidamente pelo campo. Pidgey
esquivava voando dos ataques que nem chegavam perto.
— Vai fugir mesmo, Falkner? — Desafiou Ethan.
— Não. Apenas estou brincando. — Disse Falkner em tom de zombaria.
— Pidgey, agora, Quick Attack!
— Vamos com o mesmo naipe! Quick
Attack também! — Comandou Ethan.
Os dois Pokémon percorriam com velocidade o campo de batalha. Por
mais que ambos tomassem dano, nenhum deles queria desistir. Pareciam competir
para quem seria vencedor.
— Ember!
— Gust!
Ambos ataques atingiram seus alvos. A ventania de Pidgey fez
Cyndaquil ser arremessado e jogado na parede atrás do campo de Ethan e o ataque
de brasas atingiu Pidgey que, devido o impacto, caiu no chão.
— Cyndaquil!
— Pidgey!
Uma coisa estranha começou a acontecer. Os dois Pokémon começaram
a brilhar e seus corpos começaram a mudar.
— Eita, Cacilda! Não vejo uma batalha dessas desde que meu velho Charizard
chutou a bunda de um rival meu em 1947! — Berrou um dos velhinhos da
arquibancada.
— Supimpa demais da conta! — Exclamou outro.
Ethan olhava confuso seu Cyndaquil que continuava mudando dentro
daquela luz branca.
— Cyndaquil! O que está acontecendo?! — Disse Ethan assustado.
— Nossos Pokémon estão... Evoluindo!
— Exclamou Falkner.
— “Evoluindo”? Quer dizer que...?
— Sim. Estão mudando para uma forma avançada, mais poderosa. —
Disse Forrest.
Os dois Pokémon pararam de brilhar. Cyndaquil agora era mais largo.
Tinha mais dois buracos em forma de exclamação em sua cabeça, por onde uma juba
de fogo alinhava-se com as chamas em suas costas. Seus olhos já não eram mais
fechados — Eram vermelhos-chama.
Pidgey crescera também. Suas asas ficaram maiores. Ganhara uma
crista de penas cor-de-rosa na cabeça e suas garras tornaram-se monstruosas.
— “Quilava, um Pokémon
Vulcão. É a forma evoluída de Cyndaquil. Tenha cuidado se ele se virar para
você durante a batalha. Isso significa que ele vai atacar com o fogo em suas
costas. Este Pokémon é totalmente coberto por pele não inflamável. Ele pode
suportar qualquer tipo de ataque de fogo”.

“Pidgeotto,
um Pokémon Pássaro. É a forma evoluída de Pidgey. Ele tem uma visão
excepcional. Enquanto voa alto, ele é capaz de distinguir os movimentos de sua
presa. Ela torna a presa imóvel usando garras bem desenvolvidas, em seguida,
carrega a presa por mais de 100 quilômetros até o seu ninho”. — Registrou a
PokéAgenda de Ethan.

— Quilava e Pidgeotto... — Leu Ethan.
— Graças a essa batalha ardente, nossos Pokémon evoluíram. Vamos
continuar, agora com força total! — Exclamou Falkner.
— Obviamente! Estou ardendo! Vamos nessa, Cyndaq... Digo, Quilava!
— Exclamou o garoto fazendo seu novo Pokémon duplicar a força das chamas que
queimava.
— Pidgeotto, Gust! —
Ordenou Falkner ao seu novo Pokémon.
— Quilava, Quick Attack!
— Ethan disse ao novo Pokémon.
As poderosas asas de Pidgeotto produziram um vento três vezes mais
forte do que os produzidos por Pidgey. Mas, com o novo corpo, Quilava cruzava o
campo tão rápido que mal era possível ver as suas pernas. Esquivou do vento de
Pidgeotto de forma magnífica e atingiu em cheio o enorme corpo plumado da ave.
— Finalize com Ember! —
Exclamou Ethan.
Quilava correu ágil e próximo de Pidgeotto que, devido ao corpo
grande impossibilitando-o de mover-se tão rápido, não conseguia acompanhar
direito Quilava, que fez um ataque de chamas saírem de sua boca, fazendo
Pidgeotto cair nocauteado.
— Pidgeotto está fora de combate! Quilava vence! A vitória da
disputa vai para o desafiante Ethan! — Anunciou Forrest.
— Conseguimos! É isso aí! — Comemorava Ethan indo abraçar Quilava.
— Ótima batalha, Ethan. Realmente uma excelente batalha Pokémon.
Parabéns! E obrigado por ter ajudado Pidgeotto a evoluir. Fico te devendo essa.
— Sorriu Falkner recolhendo Pidgeotto.
— Não me deve não, Falkner. Graças a você, meu Cyndaquil evoluiu.
E eu estou há pouco tempo com ele... Mas enfim, nós conseguimos! — Comemorou
Ethan.
— Você é merecedor da insígnia deste ginásio, Ethan. — Disse
Falkner aproximando-se de Ethan. — Entrego-lhe a Insígnia Zephyr.

Ethan olhou aquele pequeno emblema com os olhos brilhando.
Finalmente conseguira sua primeira insígnia da Liga Pokémon. O primeiro passo
para ele se tornar um grande treinador.
— Isso! Minha primeira insígnia! — Disse pegando e analisando o
emblema.
— Parabéns, Ethan! — Disse Forrest ao amigo.
— É isso aí, garoto! — Os velhinhos da arquibancada berravam e
comemoravam com a vitória de Ethan.
— Bem, seu fã clube é bem inusitado. Mas você merece, depois de
fazer uma batalha dessas. Eu vou treinar e me tornar um grande Líder de Ginásio
e espero poder batalhar contra você de novo. — Disse Falkner apertando a mão de
Ethan.
— Estarei esperando o desafio.
— Bem, acho que sua próxima parada é a Cidade de Azalea. É lá que
tem outro Ginásio onde você poderá pegar sua segunda Insígnia. — Indicou
Falkner.
— Certo! Eu vou conseguir. E tenho Forrest pra não me deixar
mentir. Heheh
— É isso aí. Próxima parada: Cidade de Azalea! — Exclamou Forrest.
Tendo ganhado sua primeira Insígnia e tendo Cyndaquil evoluído em
Quilava, Ethan agora parte com Forrest para a Cidade de Azalea. Quais surpresas
os aguardam? E será que Amy será pega pela Equipe Rocket? Todas as respostas
serão descobertas em breve e os destinos dessas três pessoas serão conectados.
Notas do Autor (Capítulo 5)
Afinal, você planta o que semeia?
É incrível como, em grande parte das vezes, a gente desiste dos nossos objetivos por motivos pequenos. Para nós, meros mortais, é muito difícil ver o lado bom das coisas. Geralmente, somos muito negativos. Mas, desde que nascemos, somos fadados ao fracasso. Mas é graças ao fracasso que nós conquistamos o sucesso.
E por que toda essa filosofia quase greco-romana no começo do texto? É porque é sobre o que fala o capítulo 5 do Aventuras em Johto.
Ethan só apanhou até aqui. E, com isso, muitos de vocês leitores podem achar que o rapaz é fadado ao fracasso. Ou que o autor, este que vos fala, odeia seu protagonista e quer mais que ele se lasque durante a história.
Mas tudo o que eu faço e tudo o que eu escrevo tem um objetivo. Não é nada de improviso, mesmo que, às vezes, de forma inexplicável, os personagens me guiem conforme a história vai se desenvolvendo. Não foi o caso deste capítulo. Vejam bem, eu sempre achei engraçado como algumas histórias de Pokémon o protagonista se torna o treinador mais poderoso da região com cinco capítulos, ou menos. É assim nos jogos também: Nós, os protagonistas, costumamos ter poucas derrotas no começo do jogo e apanhar bastante conforme o jogo vai avançando (em alguns líderes de Ginásio ou na Liga Pokémon, contra a Elite 4, por exemplo). Eu sempre quis que o Ethan fosse, claro, um protagonista diferente dos demais, mas também, que ele fizesse a diferença. Que ele fosse mais humano. Que ele fosse realista.
Mas que realidade há em um mundo fantasioso como Pokémon?
Todas.
A amizade de Pokémon e Treinador é uma das coisas que existem nos dois mundos.
A determinação entre Pokémon e Treinador é outra das coisas que existem nos dois mundos.
Ethan erra sim. Ethan apanha de Pokémon fracos sim. Mas isso não o faz menos do que outro protagonista de qualquer outra história que você, leitor, tenha lido, lerá ou esteja lendo ao mesmo tempo que esta. É um ciclo: Ele se fortalece a cada batalha, ganhando ou perdendo, não importa se o oponente é um Caterpie, um Rattata ou, quem sabe, até mesmo Raikou, Entei e Suicune. Nunca devemos julgar um livro pela capa, ou criticar o Ethan pelo seu amadurecimento - deveras tardio para um adolescente -, já que todos nós estamos em um eterno amadurecimento, até o ultimo dia de nossas vidas.
As próximas batalhas demonstrarão uma reviravolta nisso tudo. A batalha de Ginásio no próximo capítulo e, se me permitem o Spoiler, um novo encontro com Silver, onde seus ideias irão se colidir, de maneira séria, mostrando como ele evoluiu com essas derrotas, mostrando-o focado e concentrado.
Espero que vocês curtam a história como eu curto escrevê-la e garanto que muitas batalhas e encrencas (em dobro, é isso aí!) estão por vir, até o último parágrafo da história. =]
Nos vemos na próxima quinta-feira com a batalha de Ginásio de Ethan. Até lá!
Capítulo 5

Ethan já caminhava a algumas horas
desde que saiu da Cidade de New Bark. Depois de começar uma amizade (e uma
rivalidade) com Joey, o treinador egocêntrico, encontrava-se no fim da Cidade
de Cherrygrove, no caminho que levava a Rota 30. Sozinho, o garoto almejava,
agora com Cyndaquil e Sandshrew em sua equipe, a Cidade de Violet, onde poderia
desafiar o Ginásio local para conseguir sua primeira insígnia da Liga Pokémon.
Vários Pokémon selvagens habitavam a Rota, então Ethan decidiu capturar algum.
— Então... Que Pokémon eu posso pegar? — Perguntou a si mesmo. O
Pokémon ideal seria um que fosse forte, mas não muito difícil de capturar.
Logo, procurando mais um pouco, encontrou o Pokémon perfeito.
— “Caterpie, o Pokémon
Verme. Para se proteger, ele libera um cheiro horrível das antenas em sua
cabeça para afastar os inimigos. Seus pés têm ventosas destinadas a ajuda-lo a
andar em qualquer superfície. Ele tenazmente sobe em árvores para forragem.
Além disso, é uma das poucas espécies Pokémon que evolui rápido em condições
naturais.” — Registrou a PokéAgenda.

— Seu nome é Caterpie? — Perguntou ao pequeno Pokémon verde que
parecia uma minhoca. — Bem, acho que você pode ser bem útil. Sandshrew, eu te
escolho! — Disse Ethan sacando a PokéBola de seu Pokémon e lançando-a em
batalha.
Caterpie logo entrou em posição de batalha. Sandshrew encarou o
oponente e esperou as ordens do seu treinador.
— Sand, vamos começar! Rapid
Spin!
Sandshrew enrolou-se ao redor de seu corpo e atacou. Girando cada
vez mais rápido, mirava em Caterpie, que por ser mais devagar, quase não
conseguiu se esquivar do ataque. O Pokémon Verme atacou com um uma espécie de
seda saindo de sua boca.

— Que ataque é esse?! — Ethan pegou sua PokéAgenda. — Deve ser String Shot... Sandshrew, cuidado!
Quanto mais rápido Sandshrew rodava, mais fácil ficava preso na
armadilha de seda de Caterpie. Sandshrew ficou inutilizado, pois não conseguia
se mover.
Caterpie correu e investiu contra o enrolado Sandshrew que caiu
nocauteado.
— Retorne, Sandshrew! — Um raio vermelho da PokéBola de Ethan
recolheu Sandshrew de volta. — Mas que Pokémon danado esse Caterpie! Mas eu não
vou desistir! Cyndaquil, eu te escolho! — Disse Ethan lançando seu segundo
Pokémon em batalha.
Cyndaquil, sonolento, percebeu que estava em meio a uma batalha.
Espirrando, fez chamas saírem dos quatro buracos em suas costas.
— Cyndaquil, Ember!
Cyndaquil pegou fôlego e soltou um jato de fogo de sua boca. Caterpie
foi atingido em cheio e ficou tonto.
— Acabe com isso! Use Tackle
agora, vai! — Comandou Ethan.
Cyndaquil saiu correndo em direção a Caterpie que foi atingido em
cheio e caiu no chão nocauteado.
— PokéBola, vai! — Ethan lançou uma de suas PokéBolas.
Um raio vermelho sugou Caterpie pra dentro da capsula que começou
a se movimentar freneticamente. Segundos depois, o barulho da bola se lacrando
fez Ethan comemorar.
— Isso! Capturei meu primeiro Pokémon! Caterpie, agora você é meu!
Obrigado, Cynda! — Agradeceu Ethan abraçando o Pokémon. — Veja, Sand!
Conseguimos um novo amigo! — Ethan lançou Caterpie e Sandshrew para fora das
PokéBolas para se conhecerem.
Cyndaquil e Sandshrew saudaram Caterpie que ainda estava meio
machucado por causa dos ferimentos da batalha contra Cyndaquil.
— Não se preocupe. Eu vou curá-los. Vamos para o Centro Pokémon da
Cidade de Violet! Mas... Só temos que atravessar essa rota... Vamos correndo
então! — Disse Ethan retornando seus Pokémon e partindo correndo alcançando a
Rota 30.
***
Silver encontrava-se um pouco mais a frente de Ethan, além da
cidade de Violet, mais especificamente, na Rota 31. Ele estava chegando em
frente a uma pequena casa velha, com tinta roxa desbotando das paredes e lascas
de parede podre caindo. Parecia um daqueles casarões antigos de filmes do
Drácula, ou do Frankenstein, só que por algum motivo, mais horripilante. Talvez
pela corrosão das centenas de anos que permaneceu inabitada, ou pela falta de
cuidado que antigos moradores tiveram. Muito bem escondida no meio do bosque,
se o garoto ruivo não soubesse da existência de tal local, ele seria louco de
explorar tais caminhos, ou bem provavelmente ficaria perdido. Muitos Pokémon
selvagens habitavam as rotas de Johto, mas os treinadores não exploravam-nas
totalmente, com medo de se perder. Talvez com medo de encontrar um Ursaring
recém-despertado de uma longa hibernação de um longo Inverno com fome. Com muita
fome.
A porta rangeu irritantemente alto e agudo quando Silver a abriu.
O local fedia fortemente a mofo. A madeira dos pisos que cobriam o longo
corredor estava podre e com muitos buracos de cupim. E até maiores. Haviam
marcas de mordidas, possivelmente de Rattata selvagens que, vez em quando,
costumavam arriscar-se em busca de abrigo. Por dentro, a casa era visivelmente
maior do que vista por fora. Talvez ela tenha sido construída em direção ao
subterrâneo, o que explicaria Silver estar descendo pequenas ladeiras que o
levava aos fundos — ou seria ao porão? — da casa.

Um burburinho era ouvido, cada vez mais alto e forte, a cada passo
que Silver dava rumo a uma porta que estava arrombada. A fechadura estava no
chão e risadas eram audíveis. Silver cruzou a porta e, ao verem isso, os
capangas da Equipe Rocket silenciaram-se de imediato.
— E vocês, idiotas, continuam fazendo zoeira e farra de novo...
Enquanto isso, meu pai está tentando comandar uma ultra missão para nos
tornarmos a maior organização do Mundo adquirindo os poderes dos pássaros
lendários Lugia e Ho-Oh. Bonito, não é mesmo? — Disse Silver seco.
— Não se precipite Silver. Você mesmo sabe que Giovanni está com
todos os detalhes em mãos e sob controle. A invasão da Torre do Sino em Ecruteak
onde Ho-Oh se encontra está parcialmente certa. — Um homem de olhos verdes
maliciosos com cabelos de mesma tonalidade e voz fria falava para Silver com um
sorriso malicioso.
— “Parcialmente”? Se não é total a certeza, poupe-me dos detalhes,
Proton.
— Resolveu dar uma de chefe, Silver? — Retrucou Proton com um sorrisinho
sádico.
— Você diz isso como se não soubesse que eu sou o chefe. — Silver respondeu com um sorriso frio.
— Muito bem, “chefe”... Como anda sua missão?
— Está melhor e bem mais avançada que a sua, meu caro.
— Está agindo como uma menininha mimada com essas respostas
prontas, Silverzinho. — Uma voz feminina grave e temorosa surgiu na conversa.
— Ora, Ariana... Tenho noticias da sua precisa menininha. Não quer
saber? — Silver dirigiu um olhar sádico para a ruiva.
— Por mim, eu quero que Amy morra.
— Não quer não. Por acaso, sua garotinha esteve em New Bark, no
laboratório do Professor Elm.
— Aquele professor babaca? Haha! O que aquela idiota estava
fazendo lá?! — Riu Proton.
— Não sei. Mas minhas fontes informaram que ela esteve em Kanto.
Mais especificamente, na Cidade de Pallet. No laboratório daquele Samuel
Carvalho.
Houve um silêncio mortal repentino na sala quando Silver terminou
de contar. O que Amy estaria fazendo no laboratório da Cidade de Pallet?
— E sobre o comércio de Caudas de Slowpoke? Como estamos? —
Perguntou Silver depois de algum tempo quebrando o silêncio.
— As vendas estão indo muito bem. Acho que Giovanni tem aprovado
os novos milhões que entraram na conta bancária da Organização. — Respondeu
Proton.
— E vocês estão se cuidando, não é? Não estão deixando nenhum
vestígio de que a Equipe Rocket esteja agindo? — Perguntou Silver sério.
— Acha que somos idiotas, garoto?! Como ousa perguntar algo
absurdo desses?! Você esqueceu quem nós somos?! — Ariana ergueu-se da mesa e
apontava para Silver que permanecia parado encarando a mulher.
— Não, Ariana. Não duvido. Mas tenho que dizer que... Red não está
mais no Monte Prateado. E já faz uns dois meses mais ou menos. Isso significa
algo para você?
Ariana mudou sua expressão. De raiva, seu rosto esboçou um olhar
de desespero.
— O garoto resolveu se mexer? Acha que, possivelmente, sabe que
estamos na ativa? — Perguntou com uma voz fria.
— Não creio que ele literalmente saiba, porém, pode suspeitar.
Três anos se passaram desde que Johto e Kanto inteiras deram mérito para ele só
por ele ter derrotado por sorte meu pai. Ele pode ter até se tornado um Mestre
Pokémon, ou qualquer nome que tenha esse título soberano, porém, a Equipe
Rocket fortaleceu-se também nesse tempo. E ninguém vai poder mexer conosco. Nem
mesmo aquele idiota metido. — Respondeu Silver.
— Dane-se. Ele continua sendo o Red. Ainda acho que se ele nos
ferrou uma vez, pode ferrar de novo. — Informou Proton.
— Não diga coisas que eu já sei. Não só eu, toda a Região de
Kanto. — Retrucou Silver.
— Tá certo, tá certo. Agora vamos trabalhar? Temos o negócio da
Cauda de Slowpoke para continuar e você tem a Amy para caçar, Silver. — Disse Proton.
— Se você diz... — Disse Silver virando as costas e retirando-se.
— Mantenha contato. — Disse Ariana levantando-se da mesa.
— Não se preocupe. Sua queridinha vai dar noticias, Ariana. Até
mais. — Disse Silver por fim saindo da sala.
— Realmente ele parece muito com você, Ariana. — Disse Proton com
um sorriso provocativo.
***
O trem parava na estação de Violet. Assim que Forrest descera do
trem, vira que o clima de Johto era bem diferente de Kanto. Johto tinha um
cheio litorâneo no ar. Talvez por mais da metade do continente ser banhada
pelas águas do mar. Kanto tinha um ar mais rural e montanhesco. Havia uma leve
diferença entre os dois continentes vizinhos.
Era a primeira vez que Forrest saia em uma jornada Pokémon sozinho.
Ele nunca tinha saído da Cidade de Pewter antes. Agora, ele tinha um novo
caminho para trilhar sozinho. Ou quase.
O garoto ouvira um grito vindo ao longe. Ethan corria fugindo de
Pokémon que o atacava com Vine Whip. E
tais Pokémon pareciam muito nervosos.
— SOCORRO! — Berrava Ethan.
— Mas o quê?! Rhyhorn, ajude-o! Use Earthquake! — Forrest lançou sua PokéBola.
O Pokémon usou seu corpo para causar um terremoto no chão,
derrubando Ethan e os Pokémon que estavam atrás dele.
— Garoto, faça alguma coisa! Um Pokémon como Rhyhorn é fraco
contra um Pokémon do tipo Grama como Bellsprout! — Exclamou Forrest para Ethan.
— Um Pokémon do tipo Grama? Já sei! Vai, Cyndaquil! — Disse Ethan
jogando do chão a Pokébola do Pokémon. — Ember!
Cyndaquil preguiçosamente lançou um jato de fogo de sua boca que
atingiu os Bellsprout assustando-os e fazendo-os fugir, além de deixar alguns
fora de combate.
— “Rhyhorn, um Pokémon Chifre.
É incapaz de se virar por causa de
suas quatro pernas curtas.
Só pode atacar e
correr em uma única direção por vez. Ele não se importa se há alguma coisa em seu caminho. Ele só ataca
e destrói todos os obstáculos”. — Registrou a PokéAgenda de Ethan.
— Cara, você
tá bem? — Forrest correu até Ethan.
— Estou bem.
Obrigado pela força.— Ethan levantou-se com ajuda de Forrest. — Meu nome é
Ethan. Estou em viagem para me tornar um grande Treinador Pokémon.
— Eu sou
Forrest. Viajando para me tornar um grande Líder de Ginásio e superar o meu
irmão, Brock.
— Líder de
Ginásio? Que maneiro! — Exclamou Ethan.
— Diga-me
Ethan... Por que você estava sendo perseguido por aqueles Bellsprout?
— Longa
história... — Suspirou Ethan.
Memórias
voltavam à mente de Ethan que se preparava para contar a história a Forrest.
...
Ethan chegara finalmente a Cidade de Violet. Após sair do Centro
Pokémon, almejava o Ginásio local.
— Haha! Finalmente cheguei na Cidade de Violet! Agora eu posso
desafiar o Ginásio! Mas onde será que ele fica?
Ethan saiu à procura de um mapa ou de alguma pessoa que pudesse
informa-lo.
Pouco tempo caminhando, avistou uma pessoa idosa. Seus cabelos
prateados estavam presos em um coque e trajava um vestido florido que era
acompanhado por um par de chinelos feitos de couro. Sua visão era auxiliada por
um par de óculos com remendos entre as lentes e nas hastes. Seu corpo curvado
era auxiliado por uma bengala bege muito simples. Imediatamente correu até ela.

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— Senhora, com licença. Poderia me informar onde fica o Ginásio de
Violet? — Perguntou Ethan.
— Ah, meu jovem... Você me lembra meu netinho que sumiu... Ele um
dia foi um grande treinador Pokémon... — Suspirou a velhinha.
— Sério? Sinto muito... Mas onde fica o Ginásio?
— Ele era idêntico a você e...
— Senhora, poderia me dizer onde fica o Ginásio?
—... Ele saíra há muito da Cidade de Violet, dizendo que não
voltaria até se tornar um Mestre Pokémon e...
MAIS
OU MENOS DUAS HORAS DEPOIS...
— E então, setenta e cinco anos se passaram e
cá estou eu. Desde que Charlie morreu, moro sozinha com meus Meowth. — Terminou
a velhinha. — Filho? Você está vivo? — Ethan estava caído no chão dormindo. A
velhinha o cutucava com a bengala.
— Hã? Quem? Ah, acordei! — Exclamou Ethan sonolento levantando do
chão. — Ah, lembrei! A senhora vai ou não vai me falar onde fica o Ginásio? —
Perguntou Ethan já ficando irritado.
— Hã? Ginásio? Não sei de Ginásio nenhum... — Disse a velhinha. Ethan
fez uma cara incrédula. — Porém, você pode perguntar para alguém na Torre
Brotinho.
— Torre Brotinho?
— Sim. Uma torre que treinadores desafiam. Lá tem monges e
Bellsprout bonitinhos. — Disse a velhinha.
— E para que lado fica essa Torre Brotinho? — Perguntou Ethan
instantaneamente empolgado.
— Para lá. —Disse a velha apontando para o Norte.
— Ótimo! Obrigado, vovó! — Disse Ethan correndo para onde a
senhorinha tinha apontado.
— “Vovó” é a velha da sua avó, moleque! — Berrou a velha.
— Cara, se eu
soubesse o que ia acontecer comigo depois, eu jamais teria ido para a Torre
Brotinho... — Suspirou Ethan.
— E o que
aconteceu depois? — Perguntou Forrest interessado.
— Bem... —
Continuou Ethan.
— É aqui que é a Torre Brotinho? — Perguntou Ethan parado em
frente a uma enorme torre.
— Você está procurando por um desafio, jovem? — Perguntou uma voz.
Ethan virou-se e deu de cara com um homem careca que estava vestido com uma manta marrom.
— Sim! Quem é você? — Perguntou Ethan ao homem.
— Eu sou um dos monges que cuidam da Torre Brotinho. Por favor,
siga-me. — Convidou o homem.
A torre era enorme por dentro. O chão era todo de madeira e havia
detalhes em mármore em muitas paredes. No centro da torre, tinha uma espécie de
pilar gigante que balançava de um lado pro outro. Havia estátuas de um Pokémon
estranho por todos os lugares. O Pokémon que estava sendo retratado andava por
todos os lugares da torre. Havia muitos deles.

— “Bellsprout, um Pokémon Flor. Mesmo que o seu corpo seja extremamente magro, ele é incrivelmente rápido
quando persegue sua presa. Ela planta seus pés na profundidade do subsolo para se
reabastecer de água. Este Pokémon não pode escapar de seu inimigo enquanto está
enraizado.”— Registrou a PokéAgenda de
Ethan.
— “Bellsprout”? Que Pokémon estranho... — Murmurou Ethan.
O garoto sentiu uma forte dor no rosto e caiu no chão.
Quando recuperou os sentidos, viu que tinha sido atingido por um Vine Whip de um dos Bellsprout que o
encarava com raiva.

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— Mas o quê?! — Exclamou Ethan.
— Aqui na Torre Brotinho, os Bellsprout são considerados
sagrados. São Pokémon sensíveis. — Explicou o monge com um sorriso.
— Ah... — Suspirou Ethan enquanto acariciava o rosto
dolorido.
Ethan e o monge ainda caminharam pelos andares da torre,
onde cada vez mais Bellsprout apareciam. O monge acabou parando para acariciar
um Rattata selvagem, mas Ethan não percebeu e continuou andando distraído.
— Quando vamos batalhar? Você disse que treinadores
vinham lutar aqui. — Ethan disse ao silêncio. Não obtendo resposta, olhou para
trás e viu que estava sozinho. — Senhor monge?
A cada vez mais que Ethan andava, mais escuro ficava. Ele
então resolveu “iluminar” o lugar.
— Cyndaquil, saia! Ilumine isso aqui! — Pediu sacando a
PokéBola e liberando seu Pokémon.
Cyndaquil espirrou e chamas sairam de suas costas que deram
luz ao lugar.
Um grito de dor fora ouvido e Ethan sentiu seu pulso e
pernas sendo amarrados. Devido à rapidez que acontecera, ele caiu e bateu fortemente as costas no chão.
—
Cyndaquil! Ember, vai!
Cyndaquil
lançou um forte jato de fogo para frente e para os lados. Ethan sentiu-se livre
e correu com Cyndaquil para o caminho oposto. Na claridade, viu-se cercado por
muitos Bellsprout.
—
O que vocês querem?! — Berrou Ethan.
Os
Bellsprout avançavam ameaçadoramente em direção de Ethan e Cyndaquil. Um pouco
mais longe, Ethan via um bando de Bellsprout ajudando um outro com as costas
feridas.
—
Por que vocês estão nos atacando?! — Ethan perguntou e saiu correndo — Vamos
Cyndaquil, Ember!
Enquanto
Cyndaquil corria, fazia um corredor de chamas que ou assustava os Bellsprout ou
fazia-os cair nocauteado.
Ethan
logo localizou a saída da torre. Os monges corriam desesperados tentando
acalmar os Bellsprout que continuavam a seguir Ethan.
— Aí eu te
encontrei. — Finalizou Ethan para Forrest.
— Caramba,
cara... Você atingiu um Bellsprout sem querer enquanto tentava iluminar a
torre... Você é idiota? — Disparou Forrest zoando Ethan.
— Não começa,
tá? Fiquei traumatizado com isso...
— Você tá
viajando sozinho? — Perguntou Forrest.
— Estou. Por
quê?
— Por que não
viajamos juntos? Eu acabei de chegar e não conheço a natureza do Continente...
E eu sou mais experiente em batalhas que você... Então podemos juntar o útil ao
agradável. Além do mais... Viajar sozinho é meio sem graça, não acha?
Ethan encarou
Forrest e deu um sorriso.
— Por que
não? Além do mais, você me deve uma por ter me salvado. — Disse Ethan apertando
a mão do novo colega de viagem.
— Mas antes,
vamos passar no Centro Pokémon. Seu Cyndaquil deve estar cansado depois dessa
luta...
— Tem razão.
Vamos nessa... E depois, o Ginásio de Violet me espera! — Disse Ethan.
Explorar o
desconhecido sem estar preparado pode trazer consequências bizarras. Ethan
aprendeu isso da pior maneira possível. Agora com um novo companheiro de viagem
e amigo, o rapaz continua sua viagem, agora com um objetivo: Ganhar sua
primeira insígnia da Liga Pokémon. Será que ele consegue?
TO BE CONTINUED...























